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    Organização financeira: como gerar estabilidade para receber um filho?

    Posted by Rodobens on Abril 2017

    Quando se quer tranquilidade em um lar, a organização financeira e o convívio da família devem caminhar em sintonia. Na chegada de um bebê não é diferente.

    O nascimento de uma criança traz muitas mudanças para a rotina dos pais, com o surgimento de novas necessidades e responsabilidades. Para que o filho possa se desenvolver em plenitude, é recomendável que ele cresça em um ambiente seguro, saudável e aconchegante.

    De mamadeiras a berço, de fraldas descartáveis a medicamentos, os pais geralmente querem oferecer tudo o que for preciso, para que a criança tenha o melhor para o seu desenvolvimento.

    Como ter um filho é literalmente um “projeto de vida”, os pais devem se planejar para não desequilibrar as contas da casa e para poder curtir a chegada do bebê sem preocupações.

    Veja, a seguir, várias dicas para conquistar a estabilidade financeira e se preparar para o nascimento de uma criança. Confira!

    Tenha a organização financeira como foco da família

    Nem sempre uma gravidez é programada. Ainda assim, quando isso é possível, as chances de a família manter o controle dos gastos são maiores. Se você e seu parceiro pretendem planejar a chegada de um bebê, é importante que comecem a ter organização financeira desde já.

    Em primeiro lugar, os futuros pais devem fazer um diagnóstico profundo e sincero do atual estágio das finanças. Nessa tarefa, é necessário listar todas as fontes de receita e de despesa do casal, para futuras análises e tomadas de decisão.

    Durante o levantamento, a família deve ter um panorama quantitativo da atual situação financeira. Por exemplo, a renda média do casal deve ser identificada, bem como o endividamento.

    Nesse sentido, se a capacidade de pagamento de dívidas da família é de R$ 2.000  já descontadas as despesas habituais como alimentação, energia, água, telefone etc. , e R$ 1.700 estão comprometidos com débitos parcelados, significa que somente R$ 300 podem ser destinados para novos tipos de gastos.

    Ainda, com base nessa situação, caso a família opte por adquirir um bem de R$ 3.000, em dez prestações, ela vai demorar dez meses para conseguir quitar essa compra. Isso significa também que, nos dez meses seguintes à aquisição, a família não poderá contrair mais dívidas.

    Portanto, se o casal resolvesse ter um filho nesse período, possivelmente teria dificuldades financeiras, por não ter capacidade de pagamento suficiente para os gastos normais com uma criança.

    Diante de um cenário assim, é de extrema importância que o casal conheça, de forma detalhada:

    • os valores de cada dívida (totais e parcelas);
    • os respectivos prazos;
    • a capacidade de pagamento não utilizada em cada mês.

    Com esses dados, fica muito mais fácil planejar a chegada de um bebê.

    Ao quitar débitos e ao aumentar a quantia de dinheiro livre da renda habitual, a família cria as condições necessárias para poder sustentar a criança de forma digna. Caso contrário, o casal correrá o risco de atrasar parcelas, pagar juros abusivos e, ainda assim, não conseguir proporcionar o padrão de vida desejado para o bebê.

    Note, então, que a organização financeira é um requisito indispensável para planejar uma gravidez com êxito.

    Quando os pais se preparam para esse momento marcante, não se preocupam tanto durante a gestação, e não sofrerão dificuldades para pagar o que for preciso para o nascimento e a criação do bebê.

    Além do panorama quantitativo, a família deve ter uma noção do contexto qualitativo que a cerca.

    Por exemplo, é importante saber quais são as perspectivas de crescimento para o país. Pode parecer exagero pensar nisso, porém, vivenciar uma crise econômica nem sempre é fácil, ainda mais quando se tem uma família para sustentar.

    Como o desemprego pode afetar, de forma considerável, a convivência em um lar, o casal deve ficar atento ao cenário econômico em que a criança virá ao mundo.

    Estime os gastos fixos e variáveis da infância

    Você talvez se pergunte: como devo realizar minha organização financeira para ter um filho? A resposta para essa pergunta envolve uma série de atitudes.

    Uma delas é a estimativa de gastos fixos e variáveis da infância, o que abrange desde a gravidez até a fase da pré-adolescência. Não se assuste com esse prazo, afinal, os pais devem ser responsáveis pelos filhos até a maioridade. Ainda assim, ao dividir o planejamento por etapas de vida, fica mais fácil realizar a organização financeira.

    Durante o levantamento da estimativa de gastos, você deve listar despesas com:

    • pré-natal;
    • consultas médicas;
    • parto;
    • roupas;
    • medicamentos;
    • alimentos;
    • fraldas;
    • móveis para o quarto do bebê;
    • equipamentos para transporte da criança, como:
     
    1. cadeirinha etc.
    2. bebê conforto;
    3. carrinho;
    4. creche;
    5. babá;
    6. escola;
    7. uniforme etc.

    Perceba que os tipos de gastos vão variar conforme a idade da criança.

    Na estimativa de gastos, é importante que você faça uma previsão segura dos valores. Logo, inicialmente é melhor considerar que a família terá que arcar com todos os custos.

    Na prática, os gastos podem ser reduzidos com os presentes de um chá de bebê ou com a reutilização de roupas ou equipamentos de filhos de conhecidos.

    Para não ter surpresas negativas  principalmente quando a criança já tiver nascido , é necessário que o casal divida os gastos em fixos e variáveis. Como o filho vai estar em fase de crescimento por um longo período, é normal haver um grande número de gastos variáveis.

    Mesmo assim, se o casal for de “primeira viagem”, pode ser muito útil conversar com pais experientes, para ter uma noção mais realista das despesas em cada fase da infância. Além disso, algumas ferramentas na internet podem auxiliar na mensuração dos custos, como as calculadoras de fraldas.

    Embora os tipos de despesas com a criança possam variar no decorrer do tempo, o casal não pode perder de vista que o nascimento de um filho representa um “custo fixo” no longo prazo.

    Essa abordagem pode parecer um tanto calculista, mas, no fundo, não se pode deixar de considerá-la, afinal  quer queira, quer não —, o desenvolvimento da criança demandará uma quantia significativa por parte dos pais.

    Por isso, antes de ter um filho, o casal deve ter plena consciência das responsabilidades que terá até que o descendente chegue à maioridade.

    Lembre-se de contratar um plano de saúde

    Os cuidados com a saúde devem ser permanentes, principalmente quando se pensa em gravidez e crescimento da criança.

    Na fase de gestação, a mãe terá que passar pelo pré-natal, para garantir uma formação saudável do bebê. Além disso, o parto é um momento que requer uma atenção especial, seja ele realizado de forma “normal” ou por operação cesariana.

    Se os pais não possuem plano de saúde oferecido pelo trabalho, uma alternativa é contratar o serviço por iniciativa própria. Ainda assim, é preciso também realizar a organização financeira antes de obter um plano de saúde para a gestante.

    Como você talvez já saiba, as operadoras que oferecem esse tipo de serviço fazem algumas exigências para o acesso a toda a cobertura contratada.

    Sob esse ponto de vista, é muito mais interessante ter uma gravidez planejada, para se conseguir todos os benefícios de um plano de saúde.

    Por exemplo, há operadoras que estipulam períodos de carência para a realização de determinados procedimentos médicos comuns e, também, para o parto. Por isso, é recomendável que os pais avaliem com cuidado as regras do plano de saúde, para não terem surpresas desagradáveis quando mais precisarem do serviço.

    Mesmo assim, diante da precariedade da saúde pública em muitas áreas do país, a contratação de um plano particular é mais vantajosa do que ter que esperar pelos serviços oferecidos pelo governo.

    Com um plano de saúde privado, por exemplo, a mãe pode escolher o médico com quem fará o pré-natal e o parto. Assim, ela terá um acompanhamento mais eficiente ao longo de toda a gestação.

    Além disso, algumas operadoras oferecem programas voltados exclusivamente para as gestantes, com palestras e visitas, para auxiliar a mãe nos cuidados com o bebê e em suas primeiras atividades, como o aleitamento materno.

    Crie uma reserva de emergência

    Dispor de uma reserva de emergência é quase uma questão de sobrevivência para uma família, ainda mais depois da chegada de um bebê.

    Para conseguir formar esse fundo, o casal necessita de uma boa dose de organização financeira, o que inclui métodos de economia doméstica e mudança de hábitos.

    O ideal é que a reserva já esteja formada quando a criança nascer, logo, a construção do fundo de emergência precisa ser iniciada com antecedência.

    Uma dúvida comum das pessoas que vão iniciar a formação desse fundo é a quantia suficiente para ter uma boa reserva.

    Na verdade, não existe uma resposta única para essa questão, já que o valor necessário depende do tamanho da família e do estilo de vida adotado. Ainda assim, é normal se fazer a reserva com base no salário dos membros que contribuem para o sustento da casa.

    Por exemplo, há famílias que buscam guardar um valor correspondente a seis meses de salário, enquanto outras chegam a reservar dois anos de remuneração. Nesses casos, a intenção é se precaver de alguma eventual demissão do emprego.

    Como a pessoa pode demorar um semestre ou mais para conseguir uma nova vaga, conforme a situação do mercado de trabalho, a reserva servirá para arcar com as despesas desse período.

    Além disso, mesmo que o casal permaneça empregado durante todo o período da gravidez, pode ser que a reserva de emergência venha a ser acionada para alguma eventualidade, como:

    • a necessidade de realização de algum exame;
    • a compra de um remédio;
    • o pagamento de um gasto variável acima do inicialmente previsto etc.

    Logo, a reserva se torna um sinônimo de tranquilidade e de segurança para a família.

    Para formar esse fundo, o casal deve estabelecer uma meta de economia mensal, de preferência, de 10% ou mais da renda. Uma maneira de não gastar esse dinheiro à toa é primeiro reservar a quantia do fundo e, só depois, realizar o orçamento doméstico com o restante.

    Se a família pretende formar a reserva de emergência de modo mais rápido, talvez tenha que aumentar a porcentagem de poupança sobre a renda mensal.

    E por falar em poupança, é provável que a caderneta seja o destino principal da quantia do fundo, já que esse tipo de aplicação possui alta liquidez (facilidade para resgatar o dinheiro).

    Outra parte da reserva pode ser alocada em títulos públicos do Tesouro Direto ou em uma aplicação bancária de fácil resgate, afinal, esse dinheiro deve estar sempre à disposição para um imprevisto.

    Invista em bens duráveis para se estabilizar

    O nascimento de um filho representa um marco na história de um casal e, muitas vezes, coincide com o começo de um período de estabilidade no lar, em que os pais já conquistaram êxito no mercado de trabalho e querem formar uma família.

    Para que o casal concretize esse desejo, é importante que comece a pensar na formação de patrimônio de longo prazo e no bem-estar dos filhos. Nesse sentido, é indispensável que pai e mãe invistam em bens duráveis, como imóvel e carros, para que consigam a autonomia necessária para criar os filhos com tranquilidade.

    Quanto antes o casal iniciar a aquisição desses bens, mais rápido terá a infraestrutura adequada para poder criar os filhos com segurança.

    Por exemplo, com a compra programada por meio de um consórcio, o casal pode adquirir bens duráveis enquanto ainda planeja a gravidez. Dessa maneira, quando a criança estiver para nascer, os pais já terão conquistado bens que permitam uma vida mais cômoda, sem o tradicional estresse para fechar as contas do mês.

    Lembre-se de que, ao investir em bens duráveis  em detrimento de produtos supérfluos , você contribuirá para a criação de patrimônio para a sua família.

    Com esse pensamento, as chances de alcançar a estabilidade financeira são maiores. Por exemplo, quando adquire um imóvel cedo, o casal evita pagar aluguel por muito tempo e, assim, fica com o dinheiro que seria destinado a um locador.

    Pelo contrário, se o casal não tem moradia própria e vem uma gravidez, o aluguel se torna um peso nas finanças. Para evitar esse tipo de situação, a organização financeira é a chave para a conquista de bens duráveis e para o alcance da estabilidade.

    Ao planejar os gastos e manter um controle efetivo do orçamento, o casal cria as condições para que haja sobra de recursos durante todos os meses e, assim, possa adquirir bens para o conforto da família.

    Compre uma casa de qualidade

    Quando o casal pensa em ter um filho, muitas vezes é sinal de que quer fixar residência em determinado local e, então, construir a tão sonhada família. Como você deve saber, não é qualquer casa que pode receber uma criança. Quem já mora em um imóvel, não raramente, precisa fazer reforma no local para montar o quarto do bebê.

    Em vez de gastar para fazer adaptações no imóvel, uma opção mais econômica para o casal pode ser a compra de uma casa de qualidade, que já esteja preparada para abrigar os filhos.

    Se a família pretende se estabelecer em certa cidade, então, vale a pena investir na aquisição de um imóvel confortável, que possa ser utilizado por bastante tempo.

    Uma maneira de realizar essa compra, sem pesar tanto no orçamento, é a realização de um consórcio de imóvel. Nesse caso, a família deixa de pagar os juros excessivos embutidos em um financiamento, que, em muitos casos, pode cobrar duas vezes ou mais o valor do bem adquirido.

    Já no consórcio, por se tratar de uma modalidade de autofinanciamento  em pessoas que se juntam em grupo para proporcionar a compra programada do bem escolhido  só há o pagamento da taxa de administração e de eventuais fundos de reserva.

    Ainda assim, o valor total pago pelo bem tende a ser bastante inferior à quantia desembolsada em um financiamento convencional.

    Mais uma vantagem do consórcio é que, com o valor da carta de crédito, após a contemplação, o casal poderá escolher o imóvel que se encaixa na quantia previamente estabelecida.

    Assim, há certa liberdade para optar pela moradia que mais atenda às necessidades da família, como uma com dois ou três quartos, nesse ou naquele bairro.

    Planeje a aquisição de um carro para família

    Um automóvel é praticamente algo indispensável para um casal que quer ter filhos. Durante a gravidez, a mulher precisa se deslocar para as consultas médicas, o que se torna mais fácil com um carro.

    Além disso, há a necessidade do veículo para o tão aguardado momento do parto  que pode pegar a família de surpresa —, para o transporte da mãe e do bebê nas ocasiões das vacinas etc.

    Sem dúvida, os períodos de gestação e de pós-gravidez ficam mais difíceis quando não se tem um carro. Por isso, é muito importante que o casal se planeje para adquirir um veículo que sirva para toda a família, observando detalhes como o espaço para levar bagagens, sistema ISOFIX, para encaixe do bebê conforto ou da cadeirinha, além de outros acessórios.

    Se o casal ainda não dispõe de um carro, uma opção é adquirir o automóvel por meio de um plano de consórcio. Nesse caso, o prazo de pagamento das parcelas pode ser adequado conforme o planejamento da gravidez.

    A vantagem desse tipo de aquisição é que os futuros pais terão tempo para quitar o veículo antes do nascimento do bebê, sem ter que pagar um valor muito caro pelo automóvel, como muitas vezes ocorre num financiamento.

    Já, se o casal tem um carro compacto, por exemplo, mas quer trocá-lo por um modelo sedan, mais espaçoso, também é possível fazer a aquisição por meio de um plano de consórcio.

    Assim, a falta de um veículo maior não pesará na rotina do casal e, quando houver a chegada do bebê, os pais podem já estar contemplados no consórcio ou, então, podem vender o carro antigo e dar um lance, para acelerar a conquista do automóvel novo.

    Opte pelo consórcio como um investimento

    Principalmente quando tem filhos, o casal deve se empenhar na formação de um patrimônio que seja capaz de garantir um padrão de vida satisfatório para a família.

    Mesmo se os dois não ganharem muito, ambos devem se preocupar em aproveitar ao máximo a renda recebida. Nesse sentido, o consórcio se torna uma excelente opção de formação de patrimônio de longo prazo, quando se observa a relação de custo/benefício.

    Ao se analisar o custo total de uma aquisição, seja de carro ou de imóvel, em grande parte dos casos, o consórcio leva vantagem sobre o financiamento.

    Logo, ao aderir a um plano de consórcio, o casal faz o dinheiro render mais, já que não terá que arcar com os altos juros de um bem financiado. Assim, a quantia investida no bem traz um retorno real para a família e não é utilizada somente para quitar dívidas de financiamento.

    Além disso, o consórcio pode estimular um hábito de poupança regular na família. Desse modo, depois de adquirir veículo e imóvel, para a chegada do bebê, o casal pode aderir a um plano de consórcio de longo prazo para garantir um futuro melhor para os filhos.

    Dessa maneira, os pais contribuem para que os descendentes possam iniciar a juventude com um suporte mais reforçado em termos financeiros.

    Conclusão

    Como se pode notar, a estabilidade das finanças auxilia, de forma significativa, em uma boa gravidez e no crescimento tranquilo da criança.

    Além de planejar a chegada do filho, o casal deve buscar a organização financeira, para que a formação da família possa ocorrer em um ambiente favorável. Caso contrário, as incertezas quanto ao futuro e as eventuais brigas por causa de dinheiro podem minar a paz no lar.

    Por isso, os futuros pais precisam dedicar tempo e esforço para criar as condições necessários para uma boa gestação. Quanto mais infraestrutura o casal dispuser, melhores as chances de o bebê se desenvolver em plenitude.

    Isso não significa que a criança será um peso na vida do casal, muito pelo contrário. Com planejamento, controle das finanças e decisões inteligentes, os futuros pais podem preparar um caminho seguro e saudável para o crescimento do bebê.

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