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    Tempo x quilometragem: qual a hora certa para a revisão do carro?

    Posted by Rodobens on Fevereiro 2017

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    Já começaremos o post de hoje quebrando um tabu: diferentemente do que muita gente pensa, o fato de você rodar pouco (usando o automóvel só nos finais de semana, por exemplo) não o desobriga de fazer a manutenção preventiva. Aliás, muito pelo contrário! Em muitos casos, os veículos que andam pouco estão até mais sujeitos a riscos que carros que trafegam bastante. Afinal, a revisão do carro abrange todo um conjunto de serviços essenciais para seu bom funcionamento.

    Mas além da quilometragem (seja ela alta ou baixa), o tempo de uso (e de falta de uso) também precisa ser considerado na hora de se fazer a revisão do carro? Para descobrir a resposta para essa e muitas outras perguntas, evitando ter problemas quando for pegar a estrada, confira a seguir o que você deve levar em conta antes de levar seu automóvel para um checkup em uma oficina mecânica!

    Leia e siga o manual do proprietário

    Quando alguém adquire um carro novo, recebe um manual com as principais informações relativas ao modelo comprado. Esse livreto pode ser encontrado no próprio carro ou, conforme o caso, no site do fabricante. Lendo esse material, o proprietário pode entender como funciona cada item do veículo, além de observar o plano de manutenção preventiva do automóvel.

    Como você deve imaginar, a montadora faz uma série de testes antes de colocar um veículo à venda. Portanto, ela, mais que ninguém, sabe qual é a vida útil de cada componente do carro. E é com base nesse tipo de informação que o fabricante elabora o plano de manutenção do modelo, que considera tanto a quilometragem quanto o tempo de uso.

    Nos serviços de revisão do carro, a montadora indica quando haverá somente verificação ou inspeção e quando precisará ser feita a troca de algum item. No primeiro caso, geralmente são feitos ajustes nos componentes, como uma lubrificação ou até a regulagem. Já no segundo, a substituição é necessária.

    Vale lembrar que, conforme o plano de cada montadora, algumas trocas podem ocorrer de forma intercalada ou em todas as revisões. A substituição do óleo do motor, por exemplo, tende a acontecer em toda revisão do carro, a cada 10 mil quilômetros. Já a troca do filtro de combustível pode ser feita de maneira intercalada, em uma revisão sim e na outra não, conforme orientação do fabricante.

    Para não ter dúvidas e acompanhar se o mecânico realmente é confiável, observe as indicações do plano de manutenção presente também no manual do proprietário. Lá você terá uma espécie de roteiro de ação, que facilitará bastante suas escolhas em relação ao que deve ou não mexer no carro.

    Preste atenção às revisões obrigatórias

    Via de regra, a garantia de fábrica de um carro novo está condicionada a revisões na rede de concessionárias da montadora. E por mais que muitos consumidores reclamem dos preços praticados nos representantes oficiais das marcas, os fabricantes exigem sim que as primeiras revisões sejam feitas na rede autorizada. Isso acontece porque os mecânicos dessas empresas foram treinados pela própria montadora para fazer o serviço, especializando-se em seus modelos.

    Vale lembrar que o registro de cada revisão obrigatória vai para o manual do proprietário e esse tipo de confirmação costuma contribuir bastante na hora da revenda futura, pois demonstra que o dono do carro foi cuidadoso. Se o motorista faz a revisão do carro em uma oficina multimarca e, por isso, não credenciada pelo fabricante, perde a garantia. Depois do prazo da garantia, porém, o motorista pode fazer a revisão onde quiser.

    Mantenha um histórico da quilometragem

    Quando se fala em revisão do carro, a quantidade de quilômetros rodados é o primeiro critério que vem à mente, não é mesmo? Mas a verdade é que a quilometragem ideal para levar o veículo à oficina pode variar bastante de acordo com o fabricante. Geralmente, porém, fica em torno de 10 mil quilômetros.

    Nesse tempo, o normal é que sejam feitos serviços de manutenção básicos, como troca de óleo, além de alinhamento e balanceamento de rodas e pneus. Vale lembrar que o manual do proprietário alerta o motorista quanto às chamadas condições severas de uso, como para usar o veículo em estrada de terra. Em um caso assim, a quilometragem para a revisão pode ser menor que se o uso fosse urbano. Então vale ficar de olho!

    Como forma de cuidado com seu carro, é importante que você mantenha um histórico dos serviços de manutenção realizados, com base na quilometragem. Afinal, com tantos compromissos no dia a dia, não é nada difícil esquecer quando determinada peça foi trocada, não é verdade? Por isso, ao anotar em algum lugar de rápido acesso o que foi feito no veículo, você tomará decisões mais acertadas nas revisões seguintes.

    Tenha cuidado com o tempo de uso

    Além da quilometragem, outro critério a ser levado em conta para fazer a revisão do carro é o tempo. Mais uma vez, a recomendação pode variar conforme o fabricante, mas os períodos geralmente oscilam entre 6 meses ou um ano.

    Mesmo que a pessoa ande pouco com o veículo, o óleo do motor perde algumas propriedades depois de certo tempo, por exemplo. Por isso, a troca do lubrificante é sim indicada. Caso contrário, o óleo velho pode formar uma borra no motor, espécie de pasta que pode evoluir para uma crosta. Se isso acontece, o funcionamento do carro é prejudicado e, no fim das contas, o preço do conserto será bem superior ao da troca.

    Algumas montadoras também consideram o fato de o carro andar pouco como uma condição severa de uso. Isso porque o veículo é projetado para determinada perspectiva de uso, já que alguns itens precisam atingir certo patamar. Os motores de automóveis que rodam pouco, por exemplo, podem não chegar à temperatura ideal de uso. Com isso, o óleo não esquenta o suficiente para percorrer toda a engrenagem, fazendo com que a lubrificação não seja eficiente.

    Faça uma boa revisão antes de viajar

    Normalmente, pegar a estrada para uma viagem prolongada é uma condição atípica, certo? Logo, a revisão do carro é essencial para evitar imprevistos. Nesses casos, a manutenção preventiva é fundamental para garantir a segurança tanto do motorista como dos passageiros. Como o veículo é exposto a situações não habituais, alguma peça pode ser submetida a um esforço maior e vir a quebrar na estrada. Já imaginou o problemão?

    Por isso, levar o carro à oficina antes de uma viagem garante mais tranquilidade para o percurso, seja ele qual for. Só não se esqueça de fazer isso com a devida antecedência, porque, se for o caso de providenciar consertos, algumas peças de reposição podem demorar a chegar. Assim, se você não se planeja, não terá o veículo pronto na data marcada para a ida.

    Agora nos conte aqui o que você mais leva em conta na hora de fazer a revisão do carro: a quilometragem, o tempo ou a programação de uma viagem? Deixe seu comentário e participe da conversa!

     

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