12 dicas de planejamento financeiro para iniciantes

Setembro 2019

9 minutos de leitura

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Você busca por dicas de planejamento financeiro? Essa é uma maneira de pensar em algo diferente do que está fazendo e descobrir boas práticas que outras pessoas vêm adotando. Algumas iniciativas simples, como o uso de uma planilha de planejamento financeiro pessoal, podem fazer toda a diferença para ajudá-lo a controlar suas finanças.

O planejamento financeiro é uma excelente forma de reduzir gastos, poupar dinheiro e se preparar para um futuro tranquilo. Organizando as finanças pessoais de um jeito mais eficiente, ainda é possível realizar sonhos sem comprometer o pagamento de suas despesas mensais. 

Mas se você tem pouco (ou nenhum) conhecimento sobre planejamento financeiro, não se preocupe! O post de hoje traz 12 ótimas dicas para começar a organizar o seu orçamento. Vamos lá?

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1. Acompanhe sua movimentação financeira

Você sabe exatamente quais são suas receitas e seus custos mensais? Se a resposta for não, é preciso que procure obter essas informações o quanto antes, pois elas são essenciais para um planejamento financeiro eficiente. Lembre-se que, da mesma forma que o fluxo de caixa é importante para as empresas, o registro da movimentação financeira é primordial para as pessoas!

Portanto, é preciso que você coloque na ponta do lápis tudo o que ganha e aquilo que gasta, de preferência diariamente. Se, em um dia de trabalho, você almoça fora, passa na farmácia e depois vai ao mercado, já tem bastante coisa para anotar, certo? Caso demore muito para fazer esses registros, pode errar nos valores ou esquecer algum item — e todos eles são importantíssimos. 

Com esse controle, você consegue ter uma visão mais abrangente das suas finanças e, com isso, pode reorganizar seu orçamento. Se percebeu que está gastando demais com restaurantes, que tal cozinhar mais em casa? O preço do combustível está aumentando muito? Talvez seja a hora de apostar em formas de transporte alternativas. O que mais importa aqui é ter em mente que você precisa estar disposto a fazer certas concessões.

2. Crie uma planilha de planejamento financeiro pessoal

Para manter um registro organizado das suas despesas, é altamente recomendável utilizar uma planilha de planejamento financeiro. O ideal é que mantenha, inclusive, duas tabelas: uma para o controle de gastos pessoais e outra para o controle do cartão de crédito. 

Você pode fazer suas planilhas de planejamento financeiro pessoal de várias formas, seja em um caderno, usando um programa eletrônico ou baixando um aplicativo. Mas lembre-se: que quanto mais fácil for o processo, melhor!

O primeiro passo, portanto, é escolher o meio mais adequado para criar a tabela. Nesse ponto, sugerimos que use a tecnologia a seu favor e invista nas possibilidades digitais. Algumas ferramentas comuns são o Excel, da Microsoft, e a Planilha, do Google Drive, por exemplo. Quer ver como é fácil organizar as tabelas nessas plataformas? Acompanhe as instruções a seguir!

Planilha de controle de gastos pessoais

Você deve começar a construir essa planilha de planejamento financeiro pessoal definindo se fará um acompanhamento semanal detalhado ou uma análise mensal mais abrangente de seus gastos. Em seguida, é preciso que insira os dias da semana ou os meses do ano na linha número 1, pulando a primeira célula.

Essa célula deixada em branco, a “1A”, deve ser nomeada como “tipo de gasto”. Assim, direcionará a primeira coluna para o registro das suas categorias de despesas, como: aluguel, luz, supermercado, gasolina, lazer, plano de saúde etc. 

Com essa estrutura organizada, faça o exercício de mapear todas as despesas. Para isso, consulte o extrato bancário e as notas de cartão de crédito (lembre-se de sempre pedir a sua via das notas e guardá-las de forma organizada). 

Some, então, os valores de cada categoria e, por fim, some todas as despesas registradas para ter o total dos gastos semanais ou mensais. 

Agora, você pode comparar seus custos com sua renda familiar. A partir disso, é possível traçar metas de gastos e definir por onde começar a economizar para fazer um investimento ou realizar um sonho em família.

E para facilitar o seu planejamento, oferecemos um modelo da planilha de controle de gastos com a estrutura citada, pensada especialmente para os leitores do nosso blog.

Planilha de controle de cartão de crédito

A construção dessa planilha também deve começar pela listagem dos dias ou meses. Porém, nesse caso, você vai precisar de mais espaço para organizar as dívidas e seus valores. Para isso, você pode utilizar mais colunas para cada período de tempo ou criar uma aba na planilha para cada um.

Em seguida, a fim de simplificar o entendimento das informações, é preciso organizar um cabeçalho na planilha para indicar informações como: data de compra, estabelecimento, produto, valor, categoria ou natureza da despesa, parcela (1 de 6, 1 de 12 etc.) e observações. 

Preencha os espaços com as informações dos gastos e dívidas e, da mesma forma que na primeira tabela, some todas as despesas para saber qual será o valor da fatura do cartão de crédito. Assim, você não será pego de surpresa o fim do mês e ainda poderá planejar melhor as despesas, tendo uma noção mais clara da proporção das suas dívidas

Para acompanhar esse tipo específico de gastos, que pode vir de diferentes cartões, também oferecemos um modelo exclusivo. Então, aproveite e confira a nossa planilha de controle de cartão de crédito

3. Monte um orçamento familiar

Quem nunca viu no noticiário as inúmeras discussões do governo para decidir quanto vai reduzir em gastos no orçamento público, não é mesmo? Saiba que essas decisões também devem ser tomadas na elaboração do orçamento doméstico — claro, em uma escala bem menor.

Para que seu planejamento financeiro não fique tumultuado, divida as contas em:

  • gastos fixos (prestações e contas que têm o mesmo valor todos os meses);

  • gastos variáveis (valores que oscilam de acordo com o consumo ou algum outro fator, como água e luz).

Depois de fazer essa separação básica, defina qual o percentual máximo destinado para cada categoria de gastos — como moradia, educação, transporte, alimentação, lazer e assim por diante.

4. Busque alternativas para investir seu dinheiro

Não espere sobrar: invista uma parte do seu dinheiro! Isso é essencial para proteger você e sua família contra imprevistos e emergência, evitando apertos. Além disso, se você deixar para guardar só o que ficar na conta, pode nunca conseguir juntar nada!

A poupança é uma forma de investimento mais fácil, mas nem sempre é a que vale mais a pena — considerando que seu rendimento é bem baixo e a inflação pode fazer com que seu dinheiro perca o valor. Sugerimos que faça seus investimentos em duas frentes:

  1. em uma reserva de emergência, direcionada para algo que possa ser resgatado a qualquer momento;

  2. na formação de patrimônio, para garantir solidez e qualidade de vida para a sua família.

5. Confira a execução do planejamento financeiro

Nas empresas, sempre há o planejamento financeiro do período, sendo que, depois de cada etapa, é feita a comparação entre o que foi orçado e o que, de fato, foi gasto. Você também precisa fazer isso em sua casa para avaliar seu orçamento,

Afinal, de nada adianta separar uma parte da sua renda para criar uma despesa se, na prática, você não presta atenção ao limite destinado as diferentes categorias e sempre gasta mais do que devia, concorda?

Quando você avalia como ficou sua planilha de planejamento financeiro pessoal na prática, consegue verificar se está fazendo a distribuição da renda do melhor jeito, de acordo com suas despesas reais. Quer um exemplo? Se você fizer cortes de itens supérfluos, poderá somar o dinheiro economizado com o que tem reservado para adquirir coisas mais úteis.

6. Procure uma fonte alternativa de renda

Se mesmo ajustando tudo isso você perceber que suas receitas ainda não são suficientes para cobrir os compromissos, pode buscar alguma alternativa para fechar o orçamento, como novas fontes de renda. São algumas ideias:

  • fazer trabalhos de consultoria autônoma em sua área; 

  • dar aulas particulares sobre suas especialidades;

  • oferecer serviços freelancer;

  • investir em um negócio caseiro com a ajuda da família etc.

Além disso, você também pode aproveitar as plataformas de comércio eletrônico para se desfazer de móveis e objetos que não usa mais. Essa é uma maneira de aumentar a renda e se livrar de tudo que ocupa espaço sem necessidade, que tal?

7. Conte com a participação de toda a família

Fazer o planejamento financeiro para o seu orçamento pessoal pode até ser fácil, já que é você quem define as prioridades do momento. Por outro lado, quando precisa organizar o orçamento doméstico, o processo pode ficar um pouco mais complicado, considerando que são vários os interesses que devem ser atendidos.

Para evitar conflitos, é recomendável que você procure conversar com todos os membros da família antes mesmo de começar a elaborar o orçamento. Inclusive, é muito importante que crianças e adolescentes participem do planejamento e saibam o porquê das decisões dos pais.

Assim, elas já vão começar a entender a importância de se programarem financeiramente e podem participar da organização das finanças da casa, ajudando a economizar nas contas domésticas (como água, luz e telefone) e aprendendo a usar melhor a mesada que recebem.

8. Diferencie os desejos das necessidades verdadeiras

Assim como em tudo na vida, quando o assunto é economia é preciso fazer escolhas constantemente. Afinal, o dinheiro quase nunca é suficiente para comprar tudo o que queremos e ainda pagar todas as contas. Para equilibrar sua renda com o planejamento financeiro que preparou, você precisa aprender a diferenciar os desejos das necessidades.

Para a maior parte das pessoas, os desejos vão muito além da renda. Até porque, sempre que você realiza uma vontade, já começa a almejar outra. Por isso, é recomendável fazer uma escala de prioridade de consumo, começando pelos itens essenciais para o dia a dia, como:

  • comida;

  • vestuário;

  • moradia;

  • transporte;

  • saúde etc.

9. Gaste de acordo com seu padrão de vida

Muita gente prioriza a compra de coisas que, na verdade, não precisa (mas deseja muito!). Às vezes, a razão disso é demonstrar um status social maior do que o real, ainda que abra espaço para as dívidas — especialmente quando você apela para o cartão de crédito ou para o cheque especial.

O que é supérfluo pode, sim, fazer parte da sua vida — afinal, ninguém precisa viver apenas do básico —, mas, para isso, foque primeiro em pagar suas contas e honrar os compromissos detalhados em sua planilha de planejamento financeiro pessoal. 

10. Negocie as contas atrasadas

E, por falar em dívidas, elas devem ser bem pensadas no planejamento financeiro. O ideal é que, antes de fazer uma compra a prazo, você foque no valor real da dívida. Isso é importante porque muitas pessoas se endividam por olhar apenas para os valores das parcelas, comprometendo-se com inúmeras prestações.

Isso é muito prejudicial! No começo, as mensalidades cabem no orçamento e você pode pensar que o ideal é comprar sempre parcelado. Mas quando acumula pequenas parcelas de diferentes compras, o valor que passa a comprometer sua renda se torna muito alto.

Quando isso acontece, qualquer imprevisto pode fazer com que você perca as rédeas do seu orçamento. Caso uma conta atrase, há a cobrança de juros e inicia-se o efeito bola de neve. Se você já chegou a esse ponto, o melhor caminho é procurar os credores e negociar suas dívidas.

Explique a situação e busque novas condições de pagamento, reduzindo os juros ou aumentando os prazos, por exemplo. Isso vai dar um fôlego para que você reencontre o caminho do equilíbrio financeiro em seu orçamento.

11. Estabeleça objetivos financeiros

Sem dúvida, realizar sonhos faz parte da vida de qualquer pessoa. Porém, para atingir seus planos sem prejudicar o orçamento, você precisa separar suas metas, fazendo uma lista de objetivos financeiros de curto, médio e longo prazos.

Veja em quanto tempo quer conquistar cada um deles e, então, direcione seu planejamento para cumprir o que estabeleceu. Se quer fazer um consórcio para comprar um veículo, por exemplo, pode se programar para adquirir esse bem separando um certo valor por mês. O que você não pode é assumir várias dívidas grandes ao mesmo tempo.

12. Use seu crédito de forma consciente

Quem nunca se viu com dois ou três cartões de crédito, um empréstimo liberado no banco e o cheque especial convidativo na conta? Quando você está com o nome limpo, é fácil receber propostas! Mas cuidado: fique de olho nos juros, o grande vilão dessa história.

As taxas são tão altas que, se atrasar o pagamento, fica difícil arcar com o valor acumulado. Um empréstimo de R$ 1.000 pode fazer você pagar quase o dobro, só de juros. Não é melhor se planejar para comprar o que quer? Não caia na tentação de aproveitar o crédito fácil, ou você pode ficar no prejuízo!

Viu como é possível realizar seus sonhos sem perder o controle das contas? Coloque nossas dicas em prática e adote uma planilha de planejamento financeiro pessoal para organizar melhor seu orçamento!

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