12 dicas de planejamento financeiro para iniciantes

Julho 2016

7 minutos de leitura

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Por que você precisa de dicas de planejamento financeiro? É sempre bom pensar em algo diferente do que já vem fazendo. Essa é uma maneira de descobrir as boas práticas de outras pessoas e ajudar a melhorar suas finanças.

O planejamento financeiro é uma excelente forma de controlar gastos, poupar dinheiro e se preparar para um futuro tranquilo. Organizando as finanças pessoais de um jeito mais eficiente, ainda é possível realizar sonhos sem comprometer a harmonia do lar. Afinal, dívidas atrasadas muitas vezes se transformam em conflitos familiares.

Mas se você ainda tem pouca (ou nenhuma) noção sobre planejamento financeiro, não se preocupe! O post de hoje traz 12 ótimas dicas para começar a organizar o orçamento. Vamos lá?

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1. Registre sua movimentação financeira

Você sabe exatamente quais são suas receitas e suas despesas mensais? Se a resposta for não, procure obter essas informações o quanto antes, pois elas são essenciais para um planejamento financeiro eficiente. Lembre-se que da mesma forma que o fluxo de caixa é importante para as empresas, o registro da movimentação financeira é primordial para as pessoas!

Anote tudo o que você ganha e aquilo que você gasta, de preferência diariamente — se você demorar demais para fazer as anotações, pode correr o risco de esquecer algum item — e todos são importantíssimos!

Fazendo esse controle, você consegue ter uma visão mais abrangente das suas finanças e, com isso, pode reorganizar os gastos. Se percebeu que está gastando demais com restaurantes, que tal cozinhar mais em casa? O preço do combustível está aumentando muito? Talvez seja a hora de apostar em formas de transporte alternativas.

O que mais importa aqui é ter em mente que sempre existem opções mais em conta. Além disso, você precisa estar disposto a fazer certas concessões.

2. Utilize a tecnologia a seu favor

Você pode fazer seu planejamento de várias formas: separando um caderno, criando uma planilha eletrônica ou baixando um aplicativo. Mas lembre-se que quanto mais fácil for o processo, melhor!

Se, em um dia de trabalho, você almoça fora, passa na farmácia e depois vai ao mercado, já tem bastante coisa para anotar, certo? Caso deixe para registrar tudo isso em casa, pode esquecer ou errar nos valores. Seu controle precisa estar livre de falhas, para que você sempre saiba onde está gastando seu dinheiro!

3. Monte um orçamento familiar

Quem nunca viu no noticiário as inúmeras discussões do governo para decidir quanto vai reduzir em gastos no orçamento público, não é mesmo? Saiba que essas decisões — claro, em uma escala bem menor — também devem ser tomadas na elaboração do orçamento doméstico.

Para que seu planejamento financeiro não vire uma confusão, divida as contas em:

  • gastos fixos (prestações e contas que têm o mesmo valor todos os meses);
  • gastos variáveis (que oscilam de acordo com o consumo ou outro fator, como água e luz).

Depois de fazer essa divisão básica, defina qual o percentual máximo de cada categoria de gastos — como moradia, educação, transporte, alimentação, lazer e assim por diante.

4. Procure alternativas para investir seu dinheiro

Não espere sobrar: invista uma parte do seu dinheiro! Isso é essencial para proteger você e sua família contra imprevistos e emergência, evitando apertos. Além disso, se você deixar para guardar só o que ficar na conta, nunca vai ter um centavo!

A poupança é a forma de investimento mais fácil, mas nem sempre é a que vale mais a pena. Seu rendimento é bem baixo, e a inflação pode fazer com que seu dinheiro perca valor. Divida seus investimentos em 2 partes:

  1. em uma reserva de emergência, investindo em algo que possa ser resgatado a qualquer momento;
  2. na formação de patrimônio, assim você garante solidez e qualidade de vida para sua família.

5. Confira a execução do planejamento financeiro

Nas empresas sempre há o planejamento financeiro do período. Mas não é só isso: depois de cada etapa, é feita a comparação entre o que foi orçado e o que, de fato, foi gasto. Você também tem que fazer isso, ok?

A ideia é avaliar seu planejamento financeiro. De nada adianta separar uma parte da sua renda para uma despesa se, na prática, você não presta atenção ao limite de cada conta e sempre gasta mais do que devia, concorda?

Quando você avalia como ficou, na prática, seu orçamento doméstico, consegue distribuir sua renda do melhor jeito, de acordo com suas despesas reais. Quer um exemplo? Se você fizer cortes de itens supérfluos, com o dinheiro que economiza, pode completar o que falta para outras coisas mais úteis.

6. Procure uma fonte de renda alternativa

Se mesmo ajustando tudo você perceber que suas receitas ainda não são suficientes para cobrir os compromissos, pode buscar alguma alternativa para fechar o orçamento, como novas fontes de renda. São algumas ideias:

  • fazer trabalhos de consultoria autônoma em sua área;
  • procurar trabalhos freelancer;
  • investir em um negócio caseiro com a ajuda da família;
  • dar aulas particulares sobre suas especialidades etc.

Além disso, você também pode aproveitar as plataformas de comércio eletrônico para se desfazer de móveis e objetos que não usa mais. Essa também é uma maneira de aumentar a renda e se livrar de tudo que ocupa espaço sem necessidade, que tal?

7. Conte com a participação de toda a família

Fazer o planejamento financeiro para o orçamento pessoal pode até ser fácil, já que é você quem define as prioridades do momento. Mas quando o negócio é organizar o orçamento doméstico, a coisa pode ficar um tanto complicada! São vários os interesses que devem ser atendidos.

Para evitar conflitos, é recomendável que você procure conversar com todos os membros da família antes mesmo de elaborar o orçamento. Inclusive, é muito importante que crianças e adolescentesparticipem e saibam o porquê das decisões dos pais.

Assim, elas já vão começar a entender a importância do planejamento e podem participar da organização das finanças da casa, ajudando a economizar nas contas domésticas (como água, luz e telefone) a aprendendo a usar melhor a mesada que recebem.

8. Diferencie os desejos das necessidades verdadeiras

Assim como em tudo na vida, quando o assunto é economia, também é preciso fazer escolhas constantemente. Afinal, o dinheiro quase nunca é suficiente para comprar tudo o que queremos e ainda pagar todas as contas. Para equilibrar sua renda com o planejamento financeiro que preparou, você precisa aprender a diferenciar os desejos das necessidades.

Para a maior parte das pessoas, os desejos vão muito além da renda. Até porque, sempre que você realiza uma vontade, já começa a pensar em outra coisa. Por isso, é recomendável fazer uma escala de prioridade de consumo, começando pelos itens essenciais para o dia a dia, como:

  • comida;
  • vestuário;
  • moradia;
  • transporte;
  • saúde etc.

9. Gaste de acordo com seu padrão de vida

Muita gente prioriza a compra de coisas que, na verdade, não precisa (mas deseja muito!). Às vezes, a razão disso é demonstrar um status social maior que o real. Mas isso abre espaço para se endividar além da conta, especialmente quando você apela para o cartão de crédito ou para o cheque especial.

Não caia nessa: o que é supérfluo pode, sim, fazer parte da sua vida, afinal, ninguém precisa viver apenas do básico. Mas para isso, foque primeiro no pagamento das contas e em honrar seus compromissos.

10. Negocie as contas atrasadas

E, por falar em dívidas, elas devem ser bem pensadas no planejamento financeiro! O ideal é que, antes de fazer uma compra a prazo, você foque no valor real da dívida. Isso é importante porque muitas pessoas se endividam por olhar apenas para os valores das parcelas, comprometendo-se com inúmeras prestações.

Isso é muito prejudicial! No começo, tudo bem: as mensalidades cabem no orçamento. Você pensa: “Ah, vou comprar parcelado, a prestação é só R$ 50 e não faz diferença no orçamento!”. Mas quando você vê a quantidade de pequenas parcelas que assumiu, percebe que o total supera muito sua renda mensal!

Quando isso acontece, qualquer imprevisto pode ser a gota d'água que faltava para perder as rédeas do orçamento. Se uma conta atrasa, lá vem a cobrança de juros e o efeito bola de neve. Se você já chegou a esse ponto, o melhor caminho é procurar os credores e negociar suas dívidas.

Explique a situação e busque novas condições de pagamento, reduzindo os juros ou aumentando o prazo de pagamento, por exemplo. Isso vai dar um fôlego para que você reencontre o caminho do equilíbrio financeiro em seu orçamento.

11. Estabeleça objetivos financeiros

Você pode estar pensando: “mas, com tantos sacrifícios, como comprar o que eu quero?” Sem dúvida, realizar sonhos faz parte da vida de qualquer pessoa. Mas para atingir seus planos sem prejudicar o orçamento, você precisa separar suas metas, fazendo uma lista de objetivos financeiros de curto, médio e longo prazos.

Veja em quanto tempo quer conquistar cada um desses objetivos. Então, você direciona seu planejamento para cumprir o que estabeleceu. Se quer fazer um consórcio para comprar um veículo, por exemplo, pode se programar para adquirir esse bem separando um tanto por mês. O que você não pode é assumir várias dívidas grandes ao mesmo tempo.

12. Use seu crédito de forma consciente

Quem nunca se viu com dois ou três cartões de crédito, um empréstimo liberado no banco e o cheque especial convidativo na conta? Quando você está com o nome limpo, é fácil receber propostas! Mas cuidado: fique de olho nos juros, que são o grande vilão dessa história.

As taxas são tão altas que, se atrasar, fica impossível de pagar. Um empréstimo de R$ 1 mil reais pode fazer você pagar quase o dobro, só de juros. Não é melhor se planejar para comprar o que você quer? Não caia na tentação de aproveitar o crédito fácil, ou você pode ficar no prejuízo!

Agora, aproveite essas dicas de planejamento financeiro para realizar seus sonhos sem perder o controle das contas. E assine agora mesmo nossa newsletter para receber conteúdos assim diretamente no seu e-mail!


 

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