Acidentes de trânsito: saiba quais são os mais frequentes e como evitá-los

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    Felizmente, o número de mortes decorrentes de acidentes no trânsito aqui no Brasil caiu pelo segundo ano seguido. E o melhor é que a queda foi de quase 10%! Enquanto 2015 registrou 38.651 mortes, em 2016 foram contabilizadas 34.850 vítimas, sendo que os motociclistas correspondem a ⅓ desse total.

    Por outro lado, porém, o número de internações em decorrência de ferimentos aumentou 14%. Mesmo com a queda, em 2017 ainda foram 434.246 indenizações pagas para acidentados, incluindo casos de invalidez permanente e gastos com despesas médicas.

    Apesar da pequena melhora nos números, esses dados indicam que a violência no trânsito em nosso país ainda é muito grande e, claro, que a consciência na direção ainda precisa evoluir bastante. Mas quais são os tipos de acidentes mais comuns e como os motoristas podem evitá-los? Além disso, o que fazer se um acidente efetivamente acontecer? Descubra tudo isso e muito mais neste post!

    Que acidentes de trânsito são mais frequentes?

    O DNIT classifica em 15 categorias os acidentes de trânsito nas estradas federais, sendo que alguns deles sempre representam a maioria dos casos. São os mais frequentes:

    • colisão traseira;
    • abalroamento no mesmo sentido;
    • saída da pista;
    • abalroamento transversal;
    • choque com objeto fixo;
    • capotagem;
    • colisão frontal.

    Em termos de gravidade, esses acidentes apresentam níveis de periculosidade distintos, dependendo do potencial que têm para causar danos fatais. Segundo dados do DNIT, os incidentes que mais tiram vidas são:

    • colisão frontal;
    • atropelamento;
    • saída da pista.

    Quer saber de que maneiras práticas os motoristas podem evitá-los? Veja!

    Como evitar os acidentes no trânsito?

    Para não entrar nas estatísticas negativas do setor, existem algumas atitudes simples que, quando adotadas, são capazes de diminuir bastante a chance de acidentes. Tenha sempre em mente que se todos os motoristas e pedestres tomarem consciência de que a segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada, as ruas e estradas se tornarão locais muito mais seguros.

    Avalie suas condições físicas

    O primeiro passo é avaliar a si mesmo. Antes de pegar no volante, sempre se pergunte se você está em condições de conduzir o veículo com segurança naquele momento, lembrando que o cansaço pode afetar seu comportamento no trânsito.

    Afinal, a fadiga e o sono são alguns dos principais motivos de motoristas adormecerem e saírem da pista, causando atropelamentos e capotamentos. Então nada de dirigir se estiver nessas condições, combinado?

    Esqueça o celular enquanto dirige

    Sabia que o uso do celular ao volante aumenta as chances de acidente em até 400%? E não se engane achando que só uma olhadinha não tem perigo, porque poucos segundos para ler ou enviar uma mensagem já podem ser decisivos.

    Pense bem: ao manipular o telefone, o motorista pode demorar demais a reagir a uma freada brusca do veículo da frente ou até não reparar em um pedestre atravessando fora da faixa, provocando uma colisão ou um atropelamento. Um risco e tanto, não concorda?

    De acordo com a legislação de trânsito vigente, os motoristas só podem usar seus aparelhos com os carros estacionados, estando o motor desligado. Se o celular servir também de GPS, ele deve estar fixado por meio de um suporte adequado no para-brisa ou no painel.

    Evite mudanças repentinas de faixa

    Sempre sinalize ao mudar de faixa e só o faça quando tiver certeza de que isso não representará nenhum risco. Mas não confie apenas no retrovisor, pois o carro tem pontos cegos, viu? Vire a cabeça para ver quem está a seu redor, sejam motos, bicicletas ou outros carros. Isso evitará colisões laterais com outros veículos.

    Cuide para não exceder a velocidade

    Dirija em uma velocidade segura para as condições da via, levando em conta fatores como iluminação, desgaste do asfalto, chuva, quantidade de veículos e assim por diante. O excesso de velocidade não só faz com que você perca dinheiro com multas, mas também reduz o tempo de reação na pista, facilitando as colisões.

    Mantenha uma distância segura do veículo da frente

    O ideal é manter distância suficiente para reagir em casos de freadas bruscas. Embora essa extensão possa variar conforme as condições da pista, do clima e do fluxo de trânsito, o Detran dá a seguinte recomendação para veículos pequenos correndo a uma velocidade de 80 a 90 quilômetros por hora:

    • escolha um ponto fixo de referência na estrada, como uma placa ou um poste;
    • quando o carro da frente passar por esse ponto, conte 2 segundos;
    • se seu veículo passar pelo ponto de referência antes desses 2 segundos de segurança, é preciso se afastar.

    Essa distância costuma ser mais que suficiente para viabilizar as devidas reações em situações de emergência.

    Atente para a manutenção do carro

    A manutenção inclui verificar a condição dos pneus, o nível do óleo, os freios, os faróis e outras peças mecânicas, como suspensões e amortecedores. É indicado que essa revisão seja feita de 6 em 6 meses ou a cada 10 mil quilômetros rodados.

    Use equipamentos de segurança

    Embora obrigatórios, o cinto e o capacete não evitam acidentes, mas reduzem os riscos de ferimentos graves. Lembre-se de que, ao tomar medidas preventivas, você contribui para um trânsito mais seguro e pode até salvar vidas.

    Fuja do volante sob o efeito de álcool ou drogas

    Além da tolerância zero estipulada pela lei, não dirigir sob efeito de álcool previne muitos acidentes. Por isso, se for beber, deixe as chaves em casa e use o transporte público ou chame um táxi. O mesmo vale para drogas, mesmo as lícitas. Assim, se precisar tomar algum medicamento, verifique se ele não causa sonolência ou diminuição dos reflexos.

    Lembre-se de que veículos maiores devem cuidar dos menores

    De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores, os motorizados devem proteger os não motorizados e todos juntos precisam zelar pelos pedestres.

    Respeite a sinalização de trânsito

    Placas, sinais e faixas de pedestre não servem apenas para enfeitar as vias! Acredite: muitas e muitas vezes, os acidentes acontecem simplesmente pelo desrespeito a uma placa de Pare ou por uma ultrapassagem feita em local proibido.

    Como agir se um acidente acontecer?

    Por mais que você tome precauções, às vezes os acidentes são inevitáveis. Nessas horas, muitas pessoas ficam nervosas e acabam se desesperando por não saber o que fazer. Além de tentar manter a calma, algumas dicas podem ajudar a contornar essa situação. Acompanhe!

    Retirada dos veículos

    A primeira ação a tomar é simplesmente retirar os veículos da via para não obstruí-la ou ainda causar outro acidente. Mas isso só deve ser feito imediatamente em casos de colisões leves, sem vítimas, ok?

    Resgate das vítimas

    Se existirem vítimas, o procedimento precisa ser mais cuidadoso. Sinalize o local com o pisca-alerta e o triângulo de forma adequada. Depois, ligue para o serviço de resgate. Enquanto isso, não movimente as vítimas, por mais que as lesões aparentem ser leves, pois isso pode piorar eventuais ferimentos internos ou fraturas. O que você pode fazer é conversar com elas para checar seu estado de consciências.

    Boletim de ocorrência

    O boletim de ocorrência só é obrigatório se o acidente envolver vítimas ou causar danos ao patrimônio público. Nos demais casos, ele só é feito se as partes preferirem. Nessas situações, o documento pode até ser elaborado pela internet. E vale ressaltar que a confecção de um boletim de ocorrência não indica a existência de crime ou aponta para um culpado. Na verdade, ele serve apenas para documentar o acontecido.

    Acionamento do seguro

    Mesmo que nenhuma das partes envolvidas assuma de imediato a responsabilidade pelo acidente, ambos devem entrar em contato com a seguradora para comunicar sobre o sinistro. A partir de então, a empresa solicitará documentos e provas para fazer o pagamento da indenização, de acordo com o estabelecido na apólice. O prazo para isso é de 30 dias.

    Os envolvidos no acidente ainda podem solicitar o seguro obrigatório DPVAT, que cobre despesas médicas e indenizações em caso de invalidez ou morte.

    Conhecer boas práticas para prevenir acidentes no trânsito é o primeiro passo para melhorar as estatísticas apresentadas no início deste texto. No entanto, quando não tiver mesmo como evitar, é importante manter a tranquilidade e saber como agir. E agora você sabe!

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