Álcool x gasolina: qual a melhor opção para grandes viagens?

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Você já notou como os carros flex estão ficando cada dia mais populares? O detalhe é que, mesmo que já sejam maioria na frota de veículos nacionais, muitos motoristas ainda têm dificuldade em escolher o combustível que apresenta o melhor custo-benefício na hora de encher o tanque. Afinal, é melhor abastecer com álcool ou gasolina? Qual deve ser a conta feita para descobrir?

Esse cálculo se torna ainda mais relevante quando é preciso abastecer para fazer viagens de longa distância. É justamente para ajudar nesse momento que preparamos o post de hoje. Ao longo dos próximos tópicos, vamos mostrar como escolher entre os dois combustíveis de acordo com diversos aspectos, além de dar dicas para você fazer boas viagens a partir de agora. Acompanhe!

manutenção de carros

Qual é a diferença entre álcool e gasolina?

Para você entender se é melhor abastecer com álcool ou gasolina, é importante, primeiro, compreender mais a fundo sobre os dois tipos de combustíveis.

A gasolina é um combustível fóssil, isto é, um subproduto do petróleo. Por causa disso, polui mais do que o álcool. Isso quer dizer que, na sua combustão, ela libera gases (como o dióxido de carbono) que são prejudiciais ao meio ambiente e intensificam o efeito estufa na atmosfera.

Por ser derivada do petróleo, seu preço é diferenciado, pois se baseia nas cotações dessa commodity, mas também é composto de impostos. O ICMS, por exemplo, chega a representar 39% do preço final da gasolina, segundo a Petrobras.

Apesar de ser mais caro do que o etanol, seu rendimento energético é maior; ou seja, um carro com o tanque cheio de gasolina vai rodar mais quilômetros do que um carro abastecido com álcool.

O etanol, por sua vez, tem fontes renováveis, sendo um subproduto da fermentação de açúcares, como a frutose, a glucose e a sacarose, encontrados em vegetais como cana-de-açúcar e milho. No Brasil, a produção do etanol é predominantemente a partir de canaviais.

Ao contrário do que acontece com a gasolina, a produção de etanol retira o dióxido de carbono da natureza por meio do processo de fotossíntese das lavouras. Já a emissão de gases poluentes durante a combustão é bem menor, quando comparada à alternativa tradicional.

Agora que você entendeu de onde vêm esses dois combustíveis e quais as diferenças entre eles, saiba qual escolher!

Álcool ou gasolina: qual é a melhor escolha?

Para decidir qual é o melhor combustível, é necessário considerar alguns aspectos relativos não somente ao custo-benefício, mas, também, às características do veículo e às condições da viagem. Veja só!

Avalie a relação entre custo e benefício

Entenda desde já: o preço do litro do álcool sempre será menor que o da gasolina. Mas isso não necessariamente significa que o custo-benefício é maior, ok? Isso acontece porque, como vimos, um carro rodando com gasolina tem mais autonomia que um veículo movido a etanol.

Então, para saber qual escolher, é preciso apelar para a matemática. A regra a ser levada em conta é bem simples: para ser vantajoso, o álcool deve equivaler a 70% ou menos do preço da gasolina. Então, basta multiplicar o preço da gasolina por 0,7 e comparar o resultado com o valor do etanol.

Para ficar claro, vamos a um exemplo: imagine que o litro da gasolina esteja custando R$4,19. Calculando 4,19 x 0,7, temos 2,93 como resultado. Nesse caso, o etanol só será vantajoso se custar menos que isso. A partir de R$2,94, portanto, seu bolso vai sofrer menos ao encher o tanque com gasolina.

Se você quiser meios mais simples de fazer essa conta, alguns aplicativos para smartphones podem ajudá-lo, sabia? Com eles, basta preencher as informações de preço dos combustíveis para o resultado sair na hora, sem maiores esforços.

Acompanhe as flutuações de preço

Para não se perder nas contas, estar atento às flutuações dos preços dos combustíveis é fundamental. Recentemente, a gasolina passou a ter ajustes de preço praticamente semanais. Com seu valor variando tanto, qualquer previsão fica bem mais difícil. Já o álcool apresenta menos flutuações, as quais, normalmente, acontecem nos períodos de safra e entressafra, quando a disponibilidade de matéria-prima aumenta ou diminui.

Analise as características do veículo

Embora a variável de 0,7 seja a principal usada na comparação de preço entre combustíveis, é bom conhecer as exceções. Sabia, por exemplo, que alguns carros podem oferecer autonomias diferentes rodando com álcool?

Pegue como exemplo o Onix 1.0 MT. Na cidade, ele rende 8,8 km/l com álcool e 12,9 km/l na gasolina. 8,8 representa 68% de 12,9 —- chegamos nesse resultado dividindo 8,8 por 12,9, que dá 0,68. Ou seja, apenas se o custo do álcool for 67% ou menos em relação ao custo da gasolina, valerá a pena o álcool.

Isso significa que, nesse caso, é preciso multiplicar o valor do litro de gasolina por 0,68 para chegar a uma comparação correta. Portanto, a avaliação depende de cada modelo.

Existem, ainda, diferenças de desempenho do motor com cada um dos combustíveis. O álcool, de fato, confere aos motores uma potência maior, mas que acaba sendo consumida cerca de 30% mais rapidamente. Assim, é preciso ficar atento a essa possibilidade de acordo com o trajeto. Às vezes, essa potência extra pode fazer diferença em locais que demandem muitas ultrapassagens ou que apresentem subidas muito acentuadas.

Também é preciso levar em conta a equação de quilômetros rodados por litro. Se seu carro roda 10 quilômetros por litro de gasolina, e você planeja uma viagem de mil quilômetros, gastará 100 litros de gasolina. Com cada litro saindo a R$4,19, seu gasto na viagem será de R$419,00.

Já se o veículo roda 7 quilômetros por litro quando abastecido com álcool, ao final do mesmo deslocamento usado no exemplo anterior, você terá gasto pouco mais de 142 litros de etanol. Considerando que o custo seja de R$2,90 por litro, temos um gasto de R$411,80. Logo, nesse caso, o etanol é a melhor escolha, pois haverá economia de combustível.

Compare o consumo na cidade e na estrada

Outro aspecto a ser considerado na hora de avaliar o gasto de combustível de um carro é onde ele costuma rodar com mais frequência. Geralmente, o consumo em estradas é menor, pois é possível desenvolver uma velocidade mais alta e constante, sem trocas frequentes de marcha. Nas cidades, acontece o oposto: a necessidade de diminuir a velocidade muitas e muitas vezes dificulta a manutenção de um ritmo estável, aumentando o consumo de combustível.

Considere fatores ambientais

Na prática, não são só o preço e o desempenho que afetam a escolha de um ou outro combustível. Há quem se preocupe com a poluição gerada pelos carros, por exemplo.

Embora a combustão do álcool seja 30% menos eficiente que a da gasolina, seu impacto na atmosfera é muito menor. Derivado da cana-de-açúcar, a queima do etanol libera hidrogênio, carbono e oxigênio no ar. Já o CO² liberado é muito menor e, como já pontuamos, isso é compensado pela cana-de-açúcar, que, na lavoura, absorve uma grande quantidade de dióxido de carbono.

A gasolina, por sua vez, derivada do petróleo, libera muito mais monóxido e dióxido de carbono, gases extremamente nocivos à saúde, que ainda contribuem para o aumento do efeito estufa.

Isso sem contar que o álcool vem de fonte renovável, ao contrário da gasolina, e que o processo de extração e transporte do petróleo é, potencialmente, muito mais danoso ao meio ambiente, como quando ocorrem acidentes com navios petroleiros, poluindo os oceanos e prejudicando a vida marinha.

Quais são as vantagens e desvantagens de cada tipo de combustível?

Como você percebeu, cada fonte de energia tem seus prós e contras, conforme o trajeto, o tipo de carro e, até mesmo, a sustentabilidade. Veja só um resumo dessas vantagens e desvantagens!

Gasolina

Pelo menos por um bom tempo, a gasolina ainda será o principal tipo de combustível para os automóveis. Porém, existem alguns problemas relacionados ao seu uso:

  • gases poluentes — um estudo da revista Nature publicado pela Época revelou um dado interessante: a concentração de partículas ultrafinas na atmosfera aumenta quando o preço da gasolina cai. São substâncias tão pequenas que se assemelham a gases e vão direto para o sangue, aumentando as chances de doenças respiratórias e cardiovasculares nas pessoas;
  • energia não renovável — a gasolina é produzida a partir do petróleo; ou seja, é um tipo de combustível fóssil e não renovável. Isso significa que, em algum momento, ela vai acabar;
  • variação de preço — os ajustes semanais dos valores da gasolina são um reflexo das grandes variações dos preços de barris de petróleo. Assim, fica mais difícil projetar gastos ao longo do ano ou, até, dentro do mês.

Apesar dessas desvantagens, a gasolina apresenta muitas vantagens, que também devem ser consideradas:

  • motores mais baratos — como se trata de uma tecnologia já consolidada e aperfeiçoada por mais de 100 anos, esses equipamentos são mais baratos;
  • acessível — como é uma tecnologia mais popular, é fácil encontrar gasolina em qualquer lugar, bem como serviços e produtores relacionados, como peças e mecânicos.

Álcool

O etanol é uma fonte de energia geralmente vegetal, vinda da cana-de-açúcar, do milho ou, até, de algas. Suas desvantagens incluem:

  • eficiência menor — é necessário mais etanol para gerar a mesma potência da gasolina;
  • danos ao motor — se não for um motor flex ou específico para a combustão do álcool, o equipamento pode se desgastar mais rapidamente, uma vez que tem menos lubricidade, exigindo mais manutenções ou trocas de óleo, principalmente se roda em pequenos trajetos;
  • preço também variável — os valores dependem da produção agrícola e podem variar conforme a safra de cada ano.

Mas não desanime, pois esse combustível também apresenta algumas vantagens, como:

  • fonte renovável — o álcool pode ser fabricado a partir da matéria-prima das lavouras;
  • menor emissão de gases poluentes — o álcool polui menos do que os combustíveis fósseis;
  • solubilidade — como pode ser dissolvido em água, o impacto ambiental é menor caso haja algum vazamento.

E quanto a misturar gasolina e etanol em um carro flex?

Carros flex podem utilizar álcool ou gasolina. Assim, não há problemas em misturar os dois. Afinal, o motor foi desenvolvido para trabalhar com ambos os combustíveis, estejam eles separados ou não, sem interferir na vida útil da peça. Aliás, vale ressaltar que, no Brasil, por determinação legal, a gasolina já tem entre 25% e 27% de álcool misturado.

Em algumas situações, misturar é uma boa recomendação. Os americanos, por exemplo, costumam misturar 15% de gasolina no álcool, pois ela aquece o motor mais rápido, facilitando a partida em dias mais frios.

Quais outros cuidados são necessários para uma viagem tranquila?

Como a escolha por álcool ou gasolina não é o único cuidado a ser tomado antes de uma longa viagem, resolvemos trazer outros fatores aos quais você deve prestar atenção. Continue acompanhando para entender como algumas precauções são necessárias para evitar problemas no caminho!

Faça uma revisão

Trate de providenciar uma revisão detalhada antes de colocar o carro na estrada. Assim, leve o veículo a um profissional capacitado para fazer a checagem de itens como freios, embreagem e faróis. Ainda, verifique o nível do óleo e da água, além do estado de conservação dos pneus, incluindo o estepe.

Separe tudo o que for preciso

Documento do carro, dinheiro para os pedágios, documentos pessoais, um lanchinho para o caminho e aquela playlist com músicas para deixar a viagem mais agradável: pense em tudo com antecedência, para não correr o risco de esquecer.

Planeje sua rota

Por mais que os aparelhos de GPS deem um auxílio indispensável hoje em dia, nada de confiar cegamente neles, combinado? E se o mapa de determinada região estiver desatualizado ou nem existir? Melhor evitar pilotar por rotas pouco seguras, não é mesmo? Planeje o caminho antes de sair e, se for o caso, conte sempre com o bom e velho mapa de papel!

Descanse no trajeto

Se possível, viaje com alguém também apto a dirigir, para revezar ao volante. Se isso não for viável, recorra a paradas periódicas para esticar as pernas e descansar. Além do mais, dê preferência a viagens durante o dia. Caso o trajeto se prolongue até a noite, não extrapole os limites, parando ao menor sinal de sono. É melhor dormir bem e continuar cedo na manhã seguinte.

É melhor abastecer com álcool ou gasolina?

Até aqui, você pôde conferir os prós e contras de cada opção. Foi possível verificar alguns cálculos e cenários possíveis para determinar qual seria mais vantajoso no seu caso. Mas, afinal, é melhor abastecer com álcool ou gasolina?

A resposta, como vimos, depende bastante. Se nos concentramos apenas em termos financeiros, a gasolina sai ganhando na maior parte dos casos. Mas, quando avaliamos pelo ponto de vista da sustentabilidade ambiental e de valores pessoais, o etanol se destaca — inclusive por não ser um recurso finito, como é o caso dos combustíveis fósseis.

Assim, se quiser saber se é melhor abastecer com álcool ou gasolina, leve em conta todos os aspectos que listamos aqui. Além disso, considere que não apenas o preço deve entrar nessa equação. Pode acreditar: seguindo essas dicas, sua viagem será muito mais tranquila.

Você prefere álcool ou gasolina? Conseguiu decidir? Se gostou das nossas dicas e quer ajudar outros a tomar a melhor decisão, compartilhe este post em suas redes sociais e contribua para um consumo mais consciente!

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