Avaliação de carros: o que é considerado para estimar o valor?

Maio 2017

8 minutos de leitura

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Chegou a hora de trocar de carro. Você acessa a internet, escolhe o modelo que melhor atende a suas necessidades e parte para a pesquisa de preços. É nessa hora que a maioria das pessoas se surpreende. Afinal, como o valor de um carro pode variar tanto de uma loja para a outra? Como um mesmo modelo pode ter tantos preços diferentes no mercado?

A resposta está na avaliação que é feita tanto para a compra quanto para a venda de veículos usados. Apesar da existência da tabela Fipe como ponto de referência, carros usados não têm preço tabelado. Por isso, o valor definido para a negociação varia de acordo com inúmeros fatores, o que faz muita diferença na hora de fechar ou não o negócio.

Se você ainda não conseguiu entender a forma de precificação do mercado — tanto para vender o seu usado quanto para comprar um seminovo — nós ajudamos. Neste post, você vai conhecer quais são os fatores considerados na avaliação de carros e como cada um deles pesa no preço final. Confira a partir de agora!

Tabela Fipe

Na hora de comprar ou vender um carro usado, a primeira coisa que você normalmente faz é verificar seu preço na tabela Fipe, não é mesmo? No entanto, por mais que essa seja uma atitude correta, falta um detalhe: você deve saber interpretar os números apresentados.

Em primeiro lugar, cabe esclarecer que ninguém é obrigado a vender seu automóvel pelo preço indicado na tabela. Não existe uma lei que regulamente as negociações nesse sentido. No fim das contas, portanto, o preço do carro é definido pelo proprietário. Mas a tabela não só pode como deve ser usada como referência.

Como funciona?

A tabela Fipe é construída com base na média das negociações de carros usados em todo o Brasil. Para se chegar ao valor sugerido, a Fundação de Institutos e Pesquisas Econômicas exclui variações anormais. Uma negociação entre pai e filho, por exemplo, em que o carro é vendido por um preço bem abaixo do usual, não é considerada.

Exatamente por apresentar uma realidade muito fiel em relação à depreciação dos veículos no Brasil, a tabela é usada como base para o cálculo do IPVA e do seguro do carro.

Mesmo assim, além da tabela, você deve considerar outros fatores para saber se o preço cobrado pelo seminovo que você quer comprar está compatível com o mercado. Fique de olho para entender que fatores são esses!

Ano de fabricação x ano do modelo

Nos últimos anos, tem se tornado prática cada vez comum o lançamento de modelos com um ano de antecedência. No meio de 2018, por exemplo, muitas montadoras já lançam suas linhas 2019. Isso serve para valorizar a venda de carros zero quilômetro, mas cria um problema no mercado de usados.

Considerando que, na maioria das vezes, esses lançamentos antecipados apresentam poucas alterações em relação aos modelos anteriores, quem compra fica com um carro de um ano e modelo do ano seguinte!

Que ano deve ser considerado?

O ideal é que você leve em consideração o ano de fabricação do carro e não do modelo. Afinal, itens como conservação, quilometragem e revisões são sensibilizados pelo uso do veículo, que se dá a partir do momento em que ele sai da concessionária. Na hora de comprar um usado, portanto, não aceite o argumento de que o ano do modelo valoriza o veículo, pois isso não vai fazer nenhuma diferença quando você for vendê-lo.

Estado de conservação

O estado de conservação é um dos itens que mais conta na definição de preço de qualquer carro. Afinal, você não vai querer comprar um carro com aspecto de velho e que apresenta problemas mecânicos, não é mesmo? Isso quer dizer que quanto menos atenção tiver sido dispensada para o cuidado com o veículo, mais dificuldade o proprietário terá para vendê-lo. Obviamente, isso pode fazer com que o preço caia.

A conservação do automóvel é algo que você normalmente já consegue verificar em uma rápida olhada. Confira algumas técnicas para identificar um carro malcuidado!

Pintura

Sob a luz do sol, dê uma olhada na lataria do carro. Veja se a pintura está brilhante e se há ondulações. Se detectar esse tipo de alteração, desconfie, porque o carro pode ter sofrido alguma batida e o serviço de funilaria foi malfeito.

Motor

Nunca compre um carro seminovo sem dar uma volta antes. Ouça com atenção o som do motor e veja se você consegue identificar barulhos estranhos. Correias desgastadas, por exemplo, costumam produzir um assobio agudo.

Bancos

Sujeira nos bancos costuma denunciar falta de cuidado do dono. Procure também por marcas de queimaduras de cigarro. Se o proprietário é fumante, você provavelmente vai encontrá-las.

Quilometragem rodada

As pessoas costumam dar muito valor à quilometragem do veículo seminovo. Mas cuidado, porque nem sempre um carro pouco rodado é sinônimo de tranquilidade!

Imagine que você esteja em dúvida entre 2 automóveis do mesmo modelo e ano. O primeiro é um carro com muita quilometragem, mas com revisões feitas na concessionária. Já o segundo é um veículo que rodou pouco, mas não tem nenhum carimbo de revisão no seu manual. Nesse caso, não restam dúvidas: escolha o primeiro.

De qualquer maneira, a quilometragem é usada para definir o preço final do carro. Como um carro que rodou poucos quilômetros vale mais no mercado, é importante identificar se a quilometragem mostrada no painel é real ou se foi adulterada. Para saber isso, verifique os seguintes itens!

Pneus

Se bem cuidado, um jogo pode durar até 50 mil quilômetros. Portanto, se a borracha estiver muito desgastada e o hodômetro estiver marcando uma quilometragem de cerca de 20 mil quilômetros, desconfie.

Volante e manopla do câmbio

Com o uso, essas peças podem se desgastar. Em alguns casos, ficam lisas. Em outros, esfarelando. Mas esse é um processo demorado, viu? Portanto, se o volante e o câmbio do carro estiverem muito gastos, é sinal de que o veículo já rodou bastante.

Placa dianteira

A placa dianteira costuma sofrer mais que a traseira, já que recebe o vento que chega na frente do carro. Se ela estiver muito desgastada, com números se apagando e pontos de ferrugem, certamente o veículo tem uma quilometragem alta.

Acessórios

Carros populares costumam ter seus preços bastante influenciados pelos acessórios. Itens como ar-condicionado e direção hidráulica elevam o valor final cobrado do comprador. Em modelos de categorias superiores contam os acessórios mais luxuosos, como sensores de acendimento de farol e acionamento de limpadores de para-brisa, assistentes de estabilidade, câmera de ré e outros.

Avaliação de profissionais

O valor de um veículo usado só pode ser corretamente avaliado depois de passar pela inspeção de um profissional especializado. Por isso, leve o automóvel a uma oficina mecânica de confiança!

Se você estiver pensando em vender, isso ajudará a entregar o carro em boas condições e até mesmo a elevar o preço de venda. Já para quem compra, a revisão mecânica é fundamental para evitar arrependimentos posteriores. Com isso em mente, basta dizer ao profissional que você deseja uma revisão completa. Alguns dos itens que a oficina deverá conferir são:

  • itens do motor, como nível de óleo, mangueiras e possíveis vazamentos;
  • peças dos freios e da suspensão, como discos, pastilhas e amortecedores;
  • indícios de acidentes na pintura, lataria e nos vidros;
  • desgastes nos pneus e nas rodas, indicando falta de alinhamento e balanceamento;
  • estado da bateria.
  • situação da direção.

Preço do seguro

Na hora de comprar um carro, a vontade é de concluir a negociação o quanto antes, não é? Por conta disso, muita gente esquece que o preço do seguro também faz parte, de certa forma, do valor real do carro. Afinal de contas, de nada adianta adquirir um veículo por um preço mais em conta se o seguro for extremamente caro, certo?

Sendo assim, antes de concluir qualquer transação, é importante pesquisar sobre a média de seguro para o automóvel que pretende comprar. Aliás, melhor ainda: faça uma cotação para saber exatamente quanto deverá investir nesse item. No fim das contas, esse pode até ser um critério de desempate para decidir qual automóvel você levará para casa.

Se você estiver vendendo, a lógica é a mesma: carros com seguros mais altos podem sofrer alguma desvalorização.

Documentação

Itens como IPVA pago pesam bastante na avaliação de carros. O mesmo vale para quaisquer outros documentos. O Documento Único de Transferência (DUT), por exemplo, que é o recibo de compra e venda de um carro, não pode estar em aberto. Além disso, o documento deve estar no nome do proprietário. Se esses pontos não forem atendidos, o preço pode baixar bastante.

Outras questões a serem avaliadas em relação à documentação são:

  • observe se o carro tem multas de trânsito — se sim, veja se foram;
  • analise se há algum financiamento em aberto;
  • veja se o veículo está vistoriado;
  • pergunte se a chave reserva e o manual completo acompanham o carro.

Aliás, a documentação tem mais peso sobre o valor do carro do que batidas ou problemas mecânicos, sabia? Isso porque as questões estéticas ou estruturais costumam ser facilmente resolvidas, normalmente dentro de poucos dias. Já quando há um problema com a documentação, pode-se levar muito tempo até resolver a questão. Assim, a avaliação deverá ser mais baixa. Caso contrário, nada feito.

No geral, o ideal é evitar esse tipo de situação se você estiver comprando, já que essa é a maior causa de problemas judiciais entre clientes e lojistas. Pense bem: sem conseguir passar o carro para seu nome, ele nunca será legalmente seu.

Como vimos, além da tabela Fipe, itens como conservação do veículo, acessórios e quilometragem influenciam (e muito) na avaliação de carros. Para não ter problemas na compra do seu automóvel seminovo, procure uma empresa com tradição no mercado e garanta a sua tranquilidade!

Agora que você já sabe como avaliar a melhor opção na hora de adquirir um seminovo, aproveite para nos seguir nas redes sociais! Estamos no LinkedIn, YouTube, Instagram, Facebook, Twitter e Google+.

 

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