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Saiba como calcular a depreciação de veículos na hora da compra

Outubro 2017

5 minutos de leitura

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Ao contrário de bens como imóveis e terrenos, os carros se desvalorizam com o tempo. Sim, estamos falando da famosa depreciação. É importante ter em mente, portanto, que esse é um fator fundamental na negociação de um seminovo. Aprender a fazer esse cálculo ajuda a descobrir o verdadeiro valor de um carro e se sua compra vale mesmo a pena.

Para se garantir no momento da escolha do seu companheiro de estrada, que tal conhecer agora mesmo algumas dicas sobre como calcular a depreciação de veículos e aprender o que deve ser levado em consideração? Então basta continuar a leitura!

Acompanhe a tabela Fipe

A tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é uma das principais fontes de referência para avaliar o valor de compra e venda de carros no Brasil. Seus dados, que são atualizados todos os meses, têm como base pesquisas de mercado realizadas pela Fundação.

Para calcular a depreciação de veículos por meio da tabela Fipe é muito simples: basta acompanhar a variação do valor do veículo mês após mês. A partir daí, você consegue fazer uma média da desvalorização, tendo como resultado a taxa de depreciação.

No entanto, essa é apenas uma referência de mercado, que não leva em conta as particularidades de cada veículo. A avaliação da depreciação deve considerar também mais alguns aspectos, que você vai conhecer a seguir.

Considere o modelo do carro

Na hora de trocar de veículo, é importante considerar que alguns modelos se desvalorizam mais ao longo dos anos. Para descobrir se esse é o caso do seu sonho de consumo, basta fazer uma pesquisa rápida na internet ou comparar a depreciação mensal pela tabela Fipe, como mostramos anteriormente.

Para ficar mais claro, que tal um exemplo comparando 2 carros de marcas diferentes? Um Chevrolet Onix Hatch LT2 com motor 1.4 e câmbio automático comprado em janeiro de 2016 por 54 mil reais, por exemplo, foi avaliado na Fipe em cerca de 50 mil em maio de 2018. Já um Citroën C4 Lounge 2.0 com câmbio automático também comprado em janeiro de 2016 teve seu valor reduzido de 70 para 55 mil na cotação de maio de 2017.

Fazendo as contas, você pode ver que o C4 teve uma depreciação de cerca de 22% do seu valor original, enquanto o Onix se desvalorizou em somente 8% no mesmo período. Percebe como é grande a diferença?

Se você quer evitar os modelos que apresentam forte desvalorização, o ideal é optar por aqueles que são mais procurados pelos consumidores. Modelos de montadoras que têm forte presença no mercado nacional também costumam se desvalorizar menos, já que é mais fácil encontrar peças de reposição originais e mão de obra capacitada para sua manutenção.

Então você já sabe: ao escolher comprar um seminovo, compare sua taxa de depreciação com outros modelos para embasar melhor sua decisão.

Calcule a média do valor de venda

Como a desvalorização do patrimônio é calculada a partir do momento da venda, só é possível ter uma estimativa sobre o real valor de depreciação do carro fazendo uma média. Com esse objetivo, consulte diversas plataformas para comparar o preço do veículo zero quilômetro com a média do mesmo modelo seminovo.

Para calcular a depreciação, diminua do valor do carro zero o preço do seminovo e divida esse resultado pelo número de meses do veículo. E não se esqueça: veículos mais bem conservados podem ser vendidos por um valor maior, tendo por isso uma depreciação menor. Vamos falar mais sobre isso nos próximos tópicos.

Avalie as condições do veículo

Apesar das estimativas de mercado ajudarem na precificação, sabemos que cada veículo é único. Existem, assim, diversas características que também podem pesar na avaliação, seja para aumentar ou para conter a desvalorização.

Comece checando se o veículo desejado passou por algum tipo de modificação estrutural, como é o caso de veículos rebaixados ou que receberam a instalação de kit GNV. Tais procedimentos impactam de maneira considerável na avaliação, já que são vistos como alterações das características originais, podendo causar a perda da garantia da montadora.

Por outro lado, quanto mais preservado e original um veículo estiver, melhor será sua avaliação, podendo até superar a média praticada no mercado. Por isso, aqueles que passaram por processos de repintura ou funilaria certamente sofrerão uma redução em seu valor de negociação. No interior do veículo, é importante avaliar as condições dos estofados, do carpete, do painel e até da limpeza ao calcular a depreciação.

Como ninguém quer levar para casa um veículo cheio de problemas mecânicos, o histórico de manutenções também conta bastante nessa hora. A dica é conferir se dono anterior seguiu à risca o calendário de revisões estipulado pela fabricante, o que fornece maiores garantias de que o carro está em boas condições.

Conheça os opcionais que valorizam o veículo

Outro fator que não é levado em conta na avaliação da Fipe é a presença de itens opcionais que, ao contrário das modificações, ajudam a valorizar um veículo. Afinal, como esses opcionais representam comodidades ao motorista, fazem com que esses veículos sejam mais cobiçados pelos compradores. Entre esses itens, podemos citar:

  • direção elétrica, que proporciona uma direção mais suave e econômica;
  • ar-condicionado, que ajuda a enfrentar os dias quentes no trânsito;
  • freios ABS, que aumentam a segurança e a eficiência das frenagens;
  • câmeras e sensores, que auxiliam nas manobras e diminuem o risco de batidas;
  • controle de estabilidade, para ajudar o motorista em diversas situações e aumentar sua segurança;
  • alarme e dispositivos de segurança, para reduzir as chances de se tornar vítima da ação de criminosos.

Entenda a depreciação da Receita

A Receita Federal tem uma tabela para o cálculo da depreciação de veículos que aponta para uma desvalorização anual de 20% para carros de passeio. Mas isso equivaleria a uma vida útil somente 5 anos, o que não é condizente com a realidade dos carros no Brasil.

Para você ter uma ideia, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, a idade média dos carros circulando em 2017 no Brasil era de 9 anos e 3 meses.

No fim das contas, para saber o valor de depreciação do veículo, você pode fazer uma média entre os resultados dos diferentes cálculos que mencionamos até aqui. Apesar de um pouco trabalhoso, comparar diferentes métodos é a melhor maneira para chegar a uma taxa final razoável. Então mãos à obra!

Saiba como fazer o cálculo da depreciação

A depreciação é calculada a partir da diferença do valor do carro ao ser adquirido com seu valor ao ser vendido. Basta dividir esse valor pelo número de meses passados entre a compra e a venda para obter o valor final da depreciação por mês. Quer um exemplo?

Vamos avaliar a desvalorização de um veículo em um período de 5 anos. Para isso, considere seu valor quando foi adquirido, novo, e divida por 5. Finalmente, o valor obtido deve ser dividido por 12, que é o número de meses em um ano. O resultado dessa conta é o valor que o veículo se desvaloriza a cada mês após sair da concessionária.

E então, entendeu como calcular a depreciação de veículos e acertar na hora da compra? Aproveite para assinar a nossa newsletter e receber nossas próximas dicas diretamente na sua caixa de entrada!

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