Guia sobre carro automático: tudo o que você precisa saber antes de comprar um!

Julho 2020

12 minutos de leitura

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Comprar um veículo, seja para passear, seja para trabalhar, é sempre um grande investimento. Afinal, o carro escolhido acompanhará o motorista por muito tempo, nas mais diversas situações, exigindo que a escolha seja feita com muito cuidado.

Nesse sentido, é comum que muitas pessoas incluam um carro automático no topo das suas listas de prioridades na hora de pesquisar sobre os melhores modelos.

Mas quais são as vantagens desse tipo de veículo? Vale a pena tê-lo na garagem? E quais são os melhores modelos? Responderemos a essa e a outras questões neste conteúdo, que traz tudo o que você precisa saber antes de colocar as mãos no volante de um carro automático.

Quais são as principais vantagens de ter um carro automático?

De forma resumida, um carro automático é aquele que dispensa o uso da embreagem. Dessa forma, ao sentar-se no volante, o motorista terá sob seus pés apenas dois pedais: o de frenagem e o de aceleração. Assim, o condutor fica dispensado de passar as marchas acionando uma alavanca, já que elas também se sucedem de forma automática.

Em carros de câmbio manual, o motorista tem missões extras além de sentar-se atrás do volante e acionar os pedais. Ele precisa acompanhar a potência do motor, para então saber em qual momento trocar a marcha, acionando a embreagem e movimentando a alavanca.

Nos carros automáticos, essa atuação do motorista é dispensada. Sistemas eletrônicos de transmissão encarregam-se de identificar qual é o momento certo para a troca de marcha, sem qualquer intervenção humana. Sobra ao condutor a missão de controlar a velocidade e de frear o veículo no momento necessário.

Na hora de guiar, o motorista também notará algumas diferenças no painel e na alavanca do carro. Diferentemente das marchas de 1 a 6 e a ré, aparecem letras, indicando os comandos utilizados pelo veículo. Os indicadores mais comuns são os seguintes:

  • P, utilizado para estacionar o veículo;
  • R, marcha ré;
  • N, neutro (o bom e velho ponto morto);
  • D, indicador utilizado na hora de mover o veículo para frente, usado na maior parte do tempo;
  • L, menor potência, indicado para subidas;
  • S, modo esportivo, presente apenas em alguns modelos, conferindo maior rotação entre as marchas.

Com esses comandos em mente, não há muito segredo na hora de guiar um carro automático. Sente-se no banco do motorista e acione a ignição (cujo mecanismo de acionamento pode ser uma chave ou um botão). Nesse momento, a alavanca provavelmente estará em P. Mova-a para D se quiser ir para frente, ou R, se for para trás, controlando os pedais de freio e a aceleração.

Enquanto dirige, o carro fará as mudanças de marcha sem qualquer necessidade de ação do motorista, como já destacamos. No fim da viagem, pare o carro e, enquanto mantém o pé no freio, mova a alavanca para a posição P a fim de estacionar e desligar a ignição. As diferenças podem ser grandes, mas não há muito segredo, e a adaptação a um veículo com essa tecnologia costuma ser rápida.

A facilidade na condução não é a única razão pelo qual os carros automáticos alcançaram grande popularidade nos últimos anos, estando sempre entre os mais procurados do mercado. Abaixo listamos outras vantagens alcançadas pelos proprietários desses veículos.

Conforto

É inegável como guiar um veículo automático exige menos do motorista, que fica livre de ter que passar as marchas a todo momento e de ter que acionar o pedal da embreagem, que nem sequer existe em carros desse tipo.

Com isso, basta ao motorista acelerar e frear — uma grande vantagem, ainda mais levando em conta o trânsito do dia a dia de várias cidades Brasil afora, onde o "anda e para" é constante.

Durabilidade

A tecnologia empregada nos carros automáticos faz com que sua durabilidade seja relativamente maior do que aquela oferecida por modelos que adotam sistemas manuais. A principal razão é que a otimização do uso faz com que a longevidade dos componentes do motor aumente.

Claro que essa longevidade depende também de bons hábitos de condução por parte do motorista e da manutenção adequada de todo o veículo, assunto que abordaremos em outro tópico deste texto.

Consumo de combustível

O motor de um carro automático tende a gastar menos combustível, uma vez que ele é programado para trocar as marchas na rotação correta, evitando que o veículo permaneça longos períodos com o giro elevado.

Esse funcionamento mais eficiente garante um consumo menor de combustível, seja na cidade, seja na estrada, uma vez que o sistema é programado para aproveitar o torque do motor da melhor forma possível.

Isso não acontecia nos primeiros modelos de carros automáticos. Todavia, as montadoras notaram essa deficiência a agiram para que o consumo de combustível não se tornasse uma desvantagem aos proprietários.

Quais são os melhores modelos?

Se você pretende comprar um veículo automático, e esse é seu primeiro carro com a tecnologia, podem surgir dúvidas quanto aos melhores modelos disponíveis no mercado.

A marca do veículo interfere não apenas no valor a ser pago, como também nos itens oferecidos ao motorista que pretende colocar as mãos nas chaves. Para ajudar, indicamos, nos tópicos a seguir, os carros de algumas montadoras que costumam ter um excelente custo-benefício.

HB20

O HB20 é um dos modelos mais populares dessa categoria. A versão 2020 conta com câmbio automático de 6 marchas e algumas otimizações que melhoraram o desempenho do motor 1.6.

Uma vantagem mencionada frequentemente para esse modelo é o conforto oferecido ao motorista, que conta com excelente posição para dirigir. Além disso, os custos de revisão estão abaixo da média do mercado.

Toyota Etios

O modelo compacto do Etios aparece sempre no topo de listas de modelos automáticos mais baratos do Brasil. O conjunto costuma dar conta do recado, principalmente nas cidades. O sedã mantém motor com bom desempenho, revisão de baixo custo e um espaço interno considerável, o que eleva ainda mais o custo-benefício.

Toyota Corolla XEi

Em várias lista esse modelo desponta como o carro automático mais vendido e desejado do Brasil. E não é por menos: esse sedã médio traz câmbio CVT com simulação de 7 marchas e motor 2.0 com mais de 150 cavalos, entregando uma boa combinação de potência e eficiência.

Toyota Yaris

O Yaris é outro modelo da montadora japonesa na nossa lista de indicações. Ele costuma ficar posicionado entre o Etios e o Corolla quando o assunto é preço e desempenho. O compacto da Toyota (também disponível numa versão sedã) traz motores 1.3 ou 1.5 e câmbio CVT de 6 marchas.

Ele ganha destaque pelo preço competitivo, baixo consumo de combustível (ele aparece sempre entre os mais econômicos da categoria) e espaço interno considerável, principalmente no modelo hatch.

Hyundai Creta

Para quem está atrás de um modelo mais robusto, o Hyundai Creta é uma boa pedida. O utilitário esportivo compacto da montadora sul-coreana continua chamando a atenção desde que foi lançado — e não é diferente com o modelo 2020.

Com exceção do modelo mais barato, que ainda tem câmbio manual, todas as versões do Creta tem câmbio automático e motores que vão do 1.6 (nos mais básicos) até o 2.0 (nas alternativas mais caras).

De qualquer forma, todas as apresentações do carro têm amplo espaço interno para passageiros e bagagem e direção suave, ideal para quem quer aproveitar o melhor que um utilitário esportivo pode oferecer.

Que cuidados ter com esse tipo de veículo?

Quem adquire um carro automático deve ter em mente quais são os cuidados necessários para manter o veículo em dia e prolongar sua vida útil.

Esses detalhes vão desde alguns macetes importantes na hora de dirigir até questões específicas de manutenção, que podem comprometer a durabilidade dos componentes. Então, veja a seguir como lidar melhor com carros desse tipo enquanto você estiver atrás do volante.

Mantenha o câmbio sempre no modo correto

Lembra as letrinhas que mencionamos mais cedo (P, N, R e por aí vai)? Elas têm uma função essencial no funcionamento de um carro automático e jamais devem ser ignoradas. Por isso, mantenha o câmbio sempre no modo correto enquanto dirige, já que isso interfere no funcionamento do veículo e pode prejudicar parte do câmbio e do motor.

Sempre antes de acionar o P (para estacionar), acione o freio de mão, por exemplo. Tal atitude evita desgastes do câmbio ou mesmo trancos na hora de parar o veículo. Do mesmo modo, a maioria das montadoras não recomenda mover o câmbio para a posição neutra (N) enquanto se está parado em semáforos ou no trânsito. Muitos veículos fazem isso de forma automática, inclusive.

Na dúvida, consulte sempre o manual do proprietário, certo? Ele é um documento importante, já que traz todas as orientações da fabricante para um melhor funcionamento dos itens do carro.

Não deixe o motor no neutro para descer ladeiras

Por falar em neutro (ou ponto morto, como é popularmente conhecido), nunca use esse recurso para descer ladeiras, fazendo a famosa banguela, na expectativa de economia de combustível.

Logo de cara, tal opção força muito os freios, que não contarão com o auxílio da transmissão para conduzir a frenagem do veículo. Além disso, o ponto neutro reduz a pressão da bomba de óleo, diminuindo a lubrificação e aumentando o desgaste dos componentes do motor.

Todos os veículos fabricados nos últimos anos, automáticos ou não, vêm de fábrica com injeção eletrônica, o que regula e ajusta o consumo de combustível sempre que uma marcha é engatada ou o câmbio está na posição D (de dirigir).

Use o freio motor nos momentos adequados

Onde houver indicação para isso, acione a função de freio motor (que pode ter outro nome, de acordo com a fabricante), colocando a alavanca nessa posição, geralmente representada pela letra L.

Isso é muito comum na hora de descer ladeiras, principalmente em estradas, e faz com que o veículo reduza para a marcha anterior assim que o motorista acelera ou freia.

Tenha atenção aos pedais

Você não precisa deixar o pé esquerdo descansando e utilizar apenas o direito para acionar os pedais de um carro automático. É possível dirigir acelerando o pé direito e freando com o esquerdo, sem problemas.

Claro, pode haver alguma dificuldade de adaptação, principalmente se o motorista tem mais experiência e passou anos guiando modelos manuais. Nesses casos, vale fazer essa transição aos poucos, até se acostumar.

De qualquer forma, nunca faça esses testes em alta velocidade, já que a falta de hábito pode levar ao acionamento inadequado dos pedais, o que resulta em solavancos ou mesmo em acidentes.

Não mexa no câmbio com o carro em movimento

Essa dica está lado a lado com a primeira: do mesmo modo que a alavanca de câmbio deve estar sempre na posição correta, nunca faça o desengate com o veículo em movimento. Essa falta de cuidado faz com que a transmissão seja acionada para parar o carro e não os freios, desgastando desnecessariamente os componentes.

Quais são as diferenças na manutenção?

Nos tópicos anteriores, indicamos alguns cuidados essenciais na hora de dirigir um carro automático. Agora, você vai conferir o que observar para ter a manutenção em dia. Isso é indispensável, já que ignorá-la pode custar bem caro e colocar sua segurança em risco.

A maioria das etapas de manutenção são idênticas às dos carros manuais, embora algumas especificidades devam ser sempre observadas.

Faça sempre as revisões programadas

Sempre siga as orientações do manual fornecido pela fabricante a respeito da periodicidade das revisões veiculares obrigatórias. Elas conseguem pegar boa parte dos possíveis problemas presentes no veículo e solucioná-los antes que se agravem.

Com isso, as revisões saem mais baratas do que o conserto ou mesmo a troca completa de um componente. Isso torna-se ainda mais importante nos carros automáticos, nos quais a troca de peças como a transmissão pode pesar no bolso.

Troque periodicamente o óleo do câmbio

Junto à revisão, é preciso ficar atento à periodicidade da troca do óleo do câmbio. Embora simples, essa recomendação muitas vezes é ignorada pelos proprietários. O fluido não dura para sempre e, se ele estiver em mau estado de conservação, sua função pode não ser bem desempenhada.

Em média, o ideal é que o óleo do câmbio seja trocado a cada 3 anos por um profissional capacitado. O período pode ser menor se a sua quilometragem rodada for muito alta. Além da troca, podem ser feitos eventuais ajustes em toda a transmissão, serviço que costuma sair mais barato que a reposição dos componentes.

Fique atento às luzes do painel

As luzes do painel não indicam apenas defeitos no motor. Os indicadores luminosos podem significar que algo não vai bem com o câmbio. Por isso, se elas tiverem acessas, procure um mecânico.

Tenha cuidado com o superaquecimento

O calor pode acelerar a deterioração dos sistemas de carros automáticos, problema que é agravado em períodos muito quentes ou ainda durante viagens muito longas.

Identificar os motivos do aquecimento também é tarefa de um profissional. De todo modo, investir na manutenção dos sistemas de arrefecimento de calor do câmbio é sempre a melhor saída para evitar problemas.

Esteja alerta a ruídos estranhos

Ficar atento a barulhos não comuns é outro cuidado que o motorista de um carro automático não deve dispensar. Esses veículos costumam ser silenciosos e funcionam de forma suave.

Ou seja, sinais de peças raspando, componentes soltos ou mesmo assobios podem indicar que algo está fora do lugar. Nesses casos, é recomendável uma visita ao mecânico quanto antes.

Fazer ou não um seguro para esse veículo?

Rodar por um aí sem seguro é um risco que não vale a pena, inclusive para modelos automáticos. Então, a recomendação é sempre contar com uma apólice de seguro para prevenção, caso algo aconteça.

O preço de um seguro auto varia de acordo com uma série de fatores, como as coberturas contratadas, o valor e o modelo do veículo, o uso que é feito dele, a segurança nas áreas onde mais circula, o perfil dos condutores, além da existência ou não de franquias.

No geral, as coberturas do seguro auto podem ser divididas em quatro grupos: compreensiva; contra colisão, roubo e furtos; danos a terceiros; e conserto de acessórios.

A cobertura compreensiva costuma ser a mais completa e inclui até mesmo serviços como guincho 24 horas e carro reserva. Independentemente da cobertura escolhida, tenha em mente quais situações são excluídas para não ser pego de surpresa.

A franquia, por sua vez, indica qual é o valor mínimo para acionar o seguro. Ou seja, se a franquia for de R$ 3 mil, sinistros que causem prejuízos menores são de responsabilidade do motorista e não são cobertos pela seguradora.

Em alguns casos, é possível optar pela franquia reduzida. Ela diminui o valor a ser pago pelo acionamento do seguro, mas encarece o prêmio da apólice (ou seja, o valor cobrado por ela).

De todo modo, pense bem antes de acionar o seguro. Quase sempre, é melhor pagar pequenos reparos do próprio bolso e contar com a cobertura apenas em incidentes mais graves. Isso ajuda também a economizar na hora da renovação.

Como comprar um carro automático?

Agora que você viu as vantagens de ter um carro automático e tudo o que você precisa saber para tirar proveito desse tipo de veículo, vamos mostrar as melhores formas de colocar um modelo desses na sua garagem. As mais utilizadas são os financiamentos, o pagamento à vista e os consórcios.

Financiamento

Financiamentos são linhas de crédito liberadas por instituições financeiras (principalmente bancos), que permitem a compra de bens como veículos e imóveis. Funciona assim: o interessado solicita o dinheiro ao banco para a aquisição do carro e depois precisa devolver os valores pagando parcelas mensais acrescidas de juros e outros encargos cobrados normalmente.

Os financiamentos são indicados para quem precisa do carro de uma forma mais rápida. Após aprovado, o dinheiro costuma ser liberado rapidamente, e a compra pode ser feita em pouco tempo.

Todavia, o processo de aprovação é burocrático, costuma haver a exigência do pagamento de uma entrada, e os juros cobrados são altos, encarecendo bastante o valor a ser pago pelo carro.

À vista

Realizar o pagamento à vista demanda disciplina para juntar o dinheiro. Uma boa dica é que o interessado em comprar um veículo separe uma fatia mensal do seu orçamento, de preferência investindo os valores em alguma aplicação financeira, para obter algum rendimento ao longo do período.

Aos poucos, o valor suficiente para a compra do modelo desejado será alcançado, o que permite a compra à vista, sem depender de financiamentos ou qualquer outra modalidade de crédito. Contudo, mesmo com um bom planejamento, isso pode levar tempo, já que a jornada até acumular o montante necessário costuma ser longa e exige controle e organização.

Por outro lado, com o valor total em mãos, é possível barganhar descontos ou outros benefícios na hora de negociar a compra.

Consórcio

O consórcio é uma excelente alternativa, principalmente para quem pode esperar para receber as chaves do carro. Ele funciona pela formação de grupos de consórcio, com pessoas que se unem para acumular os recursos necessários à compra de determinado bem.

Em um consórcio de carros, são realizadas assembleias mensais, nas quais acontecem sorteios que definem os contemplados. Quem é contemplado recebe a carta de crédito, que permite a compra do veículo, que pode ser de qualquer modelo dentro do valor estipulado.

A grande vantagem dos consórcios é que não é preciso arcar com o pagamento de juros nem mesmo dar qualquer valor de entrada. Existem planos com parcelas de vários tamanhos, e é possível oferecer lances para antecipar parte dos pagamentos e aumentar a chance de contemplação sem que seja necessário contar apenas com a sorte.

Um carro automático aumenta bastante o conforto do motorista, o que faz esse veículo ser bastante desejado. Como você viu, o mercado oferece diversos modelos com preços competitivos e uma série de estratégias para concretizar essa aquisição. Por isso, planeje-se e veja qual se adéqua melhor ao seu bolso.

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