160336-seu-carro-foi-roubado-saiba-o-que-fazer

Seu carro foi roubado? Saiba o que fazer!

Abril 2018

4 minutos de leitura

Compartilhe
Compartilhe pelo Facebook Compartilhe pelo WhatsApp

Por mais que ter o carro roubado seja uma situação desagradável, não tem jeito: basta possuir um veículo para estar sujeito a esse tipo de ocorrência. Nesse caso, além do susto, ainda surge a preocupação com o prejuízo financeiro pela perda de um bem conquistado com tanto esforço.

Na prática, mesmo que você tenha seguido a recomendação e contratado um seguro para proteger seu veículo, sempre surgem dúvidas a respeito de o que fazer nessa hora. Pensando nisso, resolvemos trazer neste post algumas dicas. Aqui, você vai saber direitinho como lidar com essa situação. Confira!

Carro roubado: o que fazer?

Registre um boletim de ocorrência

Além de tentar manter a calma, a primeira providência a tomar depois do ocorrido é chamar a polícia para fazer um boletim de ocorrência. O quanto antes conseguir registrar sua queixa, melhor. Assim as autoridades conseguem mobilizar o policiamento da região para tentar recuperar o carro. É interessante notificar também a Polícia Rodoviária Federal, a fim de prevenir tentativas de fuga para outras cidades.

Na hora de registrar o roubo, tente se lembrar do maior número possível de detalhes sobre a situação, como horário, local, informações sobre o veículo e eventuais testemunhas. Informe também se algum objeto pessoal ou documento foi levado junto. Tudo isso pode ajudar o trabalho dos policiais.

Vale lembrar ainda que o boletim de ocorrência é fundamental para buscar a devida indenização na seguradora, como veremos a seguir.

Entre em contato com a seguradora

O carro tinha seguro? Então, com o boletim de ocorrência em mãos, é hora de entrar em contato com a seguradora. Assim como fez com a polícia, procure acionar a empresa o mais rapidamente possível, combinado?

Normalmente, a seguradora pede documentos pessoais e do veículo para dar início ao processo. É recomendável, portanto, manter cópias desses documentos em um local seguro para o caso de os originais serem levados no roubo. A empresa tem um prazo de até 30 dias após a comunicação do sinistro para tentar localizar o carro ou pagar o valor da indenização.

Peça o reembolso do IPVA

Uma outra maneira de tentar minimizar seu prejuízo com o carro roubado é pedir a restituição de parte dos valores do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Para isso, o motorista deve primeiramente verificar a legislação estadual para conferir se é possível.

Se o estado permitir, basta apresentar a documentação solicitada e aguardar o depósito do dinheiro em conta-corrente. Os valores serão calculados com base no período em que o proprietário ficar sem o carro.

E se o carro for recuperado?

Uma dúvida bastante comum para quem tem o carro roubado é: a indenização é paga mesmo se ele for recuperado? A resposta varia. Em geral, é feita uma avaliação no veículo encontrado para checar se ele sofreu danos.

Se o custo para reparar esses danos for maior que o valor do automóvel, a indenização provavelmente será paga. Caso contrário, avalia-se a situação conforme o que estiver previsto na apólice contratada.

Por essas e outras, é importante estar atento na hora de escolher o melhor seguro de acordo com seu perfil, para não cometer erros que possam se transformar em dor de cabeça depois.

Como dificultar um roubo?

Existem alguns itens de segurança bem simples, e até baratos, que podem reduzir bastante as chances de ter seu carro roubado. E, mesmo que ele seja levado, essas tecnologias também são capazes de facilitar a recuperação do seu bem. Veja a seguir.

Corta-corrente

O corta-corrente, muito conhecido como “segredo”, é um dispositivo que impede a partida do veículo, de modo que fica impossível ligá-lo. Existem novas tecnologias que agregam ainda mais recursos. Por exemplo, alguns modelos permitem que os ladrões rodem um pouco com o automóvel até fazê-lo parar. Isso evita um confronto desnecessário e perigoso com os criminosos.

Bloqueador

O bloqueador corta a alimentação de combustível do veículo caso outro dispositivo de segurança seja acionado, como o alarme. Esse bloqueio pode acontecer também por meio de um botão secreto no carro, um controle remoto ou por aplicativos de smartphones.

Rastreamento veicular

Os rastreadores usam dispositivos GPS instalados no carro para localizá-los onde quer que estejam. Esse serviço é oferecido por empresas especializadas que podem cobrar assinaturas ou um pagamento único.

Alguns dispositivos exigem um chip de celular para funcionar. Ao ter o veículo roubado, basta ligar para o número do chip, e o usuário receberá uma mensagem SMS com a latitude e longitude do local. Então, é só inserir os dados no Google Maps ou Google Earth para descobrir sua localização exata.

Também há serviços que permitem o rastreamento do veículo em tempo real por meio de um aplicativo. Esse tipo de recurso geralmente exige uma assinatura mensal.

Travas

Trava de pedal

A trava de pedal é um recurso puramente mecânico. Como o nome sugere, ele impede o acionamento dos pedais de embreagem, freio e acelerador do veículo. Ele deve ser instalado toda vez que o carro é estacionado.

Trava de volante

Assim como a anterior, a trava de volante é um dispositivo de baixo custo. Ela consiste em uma barra de aço temperado com duas hastes que são fixadas nas laterais do volante, evitando o seu giro. Esse travamento impossibilita a condução do veículo.

Trava de freio de estacionamento e câmbio

O objeto de travamento aqui é o freio de mão e o câmbio. Sem ter as chaves para os dispositivos, o ladrão não consegue dirigir o carro roubado.

Alarme automotivo

O alarme é o dispositivo de segurança mais popular no Brasil, e seu funcionamento é bem simples. A ferramenta pode funcionar de duas formas, dependendo do modelo:

  • perimétrico: aciona o alarme sonoro caso as portas e o porta-malas sejam abertos;

  • volumétrico: detecta movimentações no interior do carro, emitindo o alarme.

Insulfilm e películas de segurança

O insulfilm é mais do que um item de design. Uma vez que ele reduz em até 75% a visibilidade dos vidros, pessoas mal-intencionadas não conseguem enxergar com tanta facilidade o que há no interior do veículo, reduzindo as chances de roubo. Vale lembrar, porém, os limites de visibilidade permitidos:

  • 75% no para-brisa;

  • 70% nos vidros laterais dianteiros;

  • 28% nos vidros traseiros.

As películas de segurança têm uma vantagem a mais: reforçam a resistência dos vidros em até 10 vezes. Dessa forma, criminosos encontrarão bastante dificuldade ao tentar quebrar os vidros para roubar o carro ou atingir o motorista. Além disso, ela é capaz de reter os estilhaços, assegurando a integridade física do condutor.

É fato: ninguém merece passar por isso. No entanto, ter o carro roubado é um incidente que nem sempre pode ser evitado. Por isso é melhor estar preparado, tomando os cuidados necessários e contratando um seguro automotivo que ofereça a devida proteção.

Você já passou por alguma situação do tipo? Deixe um comentário contando como você resolveu o problema e quais foram suas maiores dificuldades. Participe!

 

Comentários