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    Carta de crédito: o que é e como funciona?

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    Seja para adquirir um imóvel, um terreno ou uma unidade comercial, bem como para comprar um carro, uma moto ou contratar determinados serviços, o consórcio é uma ótima maneira de realizar um grande sonho.

    Para isso, os consorciados pagam parcelas mensais, de acordo com o prazo escolhido, e participam das assembleias, podendo ser sorteados para receber o valor do crédito antes mesmo de terminarem de quitar sua cota!

    Mas o tão aguardado momento da contemplação costuma gerar uma dúvida: quando for a minha hora, como vou receber todo esse valor? E a resposta para essa pergunta é bem simples e direta: por meio de uma carta de crédito!

    Quer saber exatamente o que isso significa, como essa carta funciona e como pode utilizá-la? Criamos o post de hoje justamente para esclarecer essas dúvidas! Ficou curioso? Então basta continuar lendo!

    O que é a carta de crédito?

    Foi contemplado em um consórcio, seja por sorteio ou pela oferta de um lance, e agora chegou a hora de adquirir seu bem? Mas o que exatamente acontece a partir de então? Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o dinheiro não é depositado diretamente na sua conta, muito menos a administradora compra aquilo que você procura.

    Na verdade, você recebe uma carta de crédito, que corresponde ao valor escolhido na contratação do consórcio para compra de um bem. Fazendo uma comparação simples, é como se a administradora desse um vale no valor do seu consórcio.

    E só mais um detalhe que não podemos deixar de citar: para manter o poder de compra de todos os participantes do grupo de consórcio, o valor da carta de crédito para veículos pode variar conforme reajuste da tabela do fabricante, por exemplo, ou de acordo com índices econômicos relativos à construção, no caso de imóveis.

    Quais são suas vantagens?

    A primeira grande vantagem desse sistema é a segurança. Pense bem: a carta de crédito só pode ser usada pelo solicitante, o que significa que você tem total controle sobre o valor que recebeu.

    Como seu uso é diferente de uma operação de transferência tradicional, não é preciso pagar as taxas e os impostos que seriam devidos caso o dinheiro entrasse diretamente na sua conta. Assim você consegue garantir seu poder de compra!

    Além disso, a carta de crédito ainda facilita seu poder de negociação, já que pode ser usada de maneira muito parecida com o pagamento à vista. Dessa forma, quem está vendendo o bem sabe que receberá o valor do produto em um prazo muito curto.

    Sabendo disso, você automaticamente pode barganhar descontos ou negociar outras facilidades antes de resolver se realmente quer bater o martelo.

    Como é possível usá-la?

    A carta de crédito é um documento feito com fim exclusivo. Assim, se você participou de um consórcio automotivo, deve ser utilizada em negócios que envolvam veículos — ou seja, bens móveis. O mesmo vale para um consórcio imobiliário e assim por diante.

    Na prática, mesmo com essa limitação, as cartas de crédito conseguem manter uma boa versatilidade, podendo ser usadas de diferentes formas. Confira!

    Compra do bem

    Em geral, esse é o uso mais comum da carta de crédito. Digamos que você participou de um consórcio imobiliário e recebeu o documento no valor de 200 mil reais. Aí é simples: você pode usá-lo para comprar um imóvel desse valor!

    Para finalizar esse objetivo, só é preciso fazer uma pesquisa, encontrar o bem ideal e, em seguida, fornecer alguns dados do vendedor para a administradora de consórcio — que vão desde CNPJ e informações bancárias até documentos do próprio bem adquirido.

    No caso de automóveis, o consorciado deve informar o modelo do carro, seu número de chassi e o respectivo ano de fabricação. Todos esses dados estarão presentes na carta de crédito para veículos.

    No caso de imóveis, é preciso pedir o registro na prefeitura e um comprovante de quitação de impostos — como o IPTU. Assim, a administradora saberá que o processo é seguro e pode ser concluído.

    Também existem outras modalidades de consórcio que são um pouco menos conhecidas, mas que são igualmente simples e podem ajudá-lo a conseguir atingir alguns sonhos de consumo ou aumentar sua qualidade de vida.

    É possível adquirir consórcios para a reforma de imóveis, modalidade em que a carta de crédito é destinada ao pagamento da mão de obra. Também é possível comprar terrenos ou imóveis usados, seja para fins comerciais ou residenciais.

    E tem mais! Em relação a serviços, as possibilidades vão desde tratamentos estéticos, como cirurgias plásticas, passando por festas de casamento e de formatura até o pagamento de viagens.

    O consórcio também vem sendo usado para arcar com a educação particular, seja no ensino fundamental, médio ou superior. Também é possível quitar os custos de uma autoescola ou de um curso de especialização por meio de uma carta de crédito de serviços.

    O importante é ter em mente que a carta de crédito em um consórcio de serviços deve ser usada para o pagamento do fornecedor. No caso de viagens, por exemplo, o valor será destinado a uma agência, podendo o valor ser referente às passagens e à hospedagem, mas não à compra de bens no exterior, ok?

    Como você pode ver, a carta de crédito é bastante flexível, podendo abarcar tanto a compra de bens móveis ou imóveis como ajudar a contratar serviços de valores mais elevados, cujas compras à vista não costumam ser uma opção financeiramente saudável.

    Resgate do investimento

    Você entrou em um consórcio sonhando com uma casa própria ou aquele carro novo, mas, até ser contemplado, conseguiu realizar o objetivo por outros meios. Nesse caso, não vai mais querer usar sua carta de crédito para adquirir um bem que já tem, certo?

    Nesse tipo de contexto, a solução consiste em simplesmente usar sua carta para receber o investimento de volta. Esse processo, no entanto, só pode ser realizado ao final do seu grupo de consórcio ou na oferta de um lance de quitação da sua cota.

    Quitação de financiamento

    Você também pode usar sua carta de crédito para quitar parcelas de um financiamento em aberto. Esse tipo de operação pode variar de acordo com a administradora escolhida. Na Rodobens, a condição para liberação é que o valor do financiamento a ser quitado seja menor que a carta de crédito do consórcio.

    Compensação de valores

    Digamos que você tenha recebido uma carta de crédito de 100 mil reais, mas agora seu objetivo é comprar um carro de 110 mil. Sem problema! Nesse caso, você pode tranquilamente completar o valor.

    E também é possível adquirir bens mais baratos que o valor total da sua carta, viu? O montante sobressalente pode ser usado para quitar algumas despesas obrigatórias, como a documentação do bem ou acessórios. Outra opção é direcionar o saldo à quitação das parcelas ainda em aberto do consórcio.

    De fato, ser contemplado e receber sua carta de crédito antes mesmo de finalizar o pagamento das parcelas é uma excelente notícia. Mas aí vale se lembrar de um detalhe: você ainda precisa continuar honrando as mensalidades em aberto!

    Por isso, é possível que a administradora solicite algumas garantias antes de efetivamente entregar a carta — como comprovação de renda. Mas não se preocupe, porque esse processo não apresenta muitas burocracias.

    Posso comprar uma carta de crédito contemplada?

    De acordo com a legislação brasileira, a negociação de uma carta de crédito contemplada é possível sim, mas isso só acontece em condições bastante específicas e exige uma série de cuidados. Afinal, há quem use a promessa de carta de crédito contemplada unicamente para dar golpes!

    Nesse contexto, é preciso avaliar 2 fatores principais: confiabilidade de origem e autorização legal. Entenda melhor a partir de agora!

    Confiabilidade de origem

    Só dê continuidade a esse tipo de operação com pessoas que sejam de sua inteira confiança. Além disso, se possível, verifique o histórico de transações similares realizadas pelo vendedor. Também verifique se a carta de crédito realmente existe e se está mesmo contemplada.

    A verificação pode ser feita diretamente com a administradora, que conseguirá informar inclusive se a carta de crédito para veículos, imóveis ou serviços foi realmente contemplada. Em muitos golpes, a cota do consórcio até existe, mas ainda não foi escolhida.

    Autorização legal

    Como toda operação de consórcio deve ser autorizada pelo Banco Central, verifique, antes de mais nada, se a administradora envolvida está apta a fazer esse tipo de operação. Também é preciso levar em conta que o próprio contrato do consórcio pode impor restrições a esse tipo de transferência.

    Ainda é importante lembrar que é preciso apresentar alguns documentos no momento de usar a carta de crédito. Assim, se o comprador não estiver com tudo em mãos quando for utilizá-la, terá uma série de dores de cabeça.

    Por fim, é preciso ter certeza de que quem está querendo vender a carta contemplada não tem pendências com o grupo de consórcio. Afinal, parcelas em atraso podem gerar multas e, em casos extremos, impedir a liberação da carta de crédito ou causar o desligamento do consorciado.

    No site da Rodobens Consórcio é possível realizar simulações de prazos e créditos que se encaixam nas suas necessidades. E se quiser receber mais informações sobre consórcios e ficar mais perto de realizar seus sonhos, assine agora mesmo a nossa newsletter!

     

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