14 situações ao contratar um consórcio para considerar

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Não entender o propósito do consórcio ou ter pressa para ser contemplado: essas são apenas algumas das situações que acontecem com quem aposta nessa modalidade para realizar seus objetivos. O detalhe é que esses equívocos podem adiar ou, até mesmo, impossibilitar o sucesso da empreitada, sabia?

São milhões os brasileiros que participam de algum tipo de consórcio. Porém, nem todos estão cientes das questões a que devem estar atentas antes da contratação. Pensando justamente nisso, resolvemos listar, aqui, 14 situações ao contratar consórcio. Pronto para aprender? Então, vamos lá!

O que é consórcio?

1. Não procurar instituições autorizadas

Não basta juntar um grupo de pessoas interessadas em adquirir um consórcio e vender cotas — até porque essa prática é ilegal, ok? Na verdade, é preciso procurar instituições idôneas e que sejam devidamente autorizadas pelo Banco Central para atuar com esse modelo de negócio.

Pode acreditar: são muitos os casos de consórcios que não têm autorização para funcionar. Para checar essa informação crucial, procure pela permissão no site do Banco Central. E pode ficar despreocupado, porque, quando divulgam seus balanços, as administradoras autorizadas são acompanhadas de perto pelo BACEN.

2. Acreditar em sorteio garantido

Anote aí: cotas com contemplação garantida simplesmente não existem! Não tem como assegurar a carta de crédito em prazo determinado, pois isso depende do prazo máximo da existência do grupo, podendo levar meses ou anos até que haja sorteios suficientes para todos. Assim, se alguém prometer garantia de contemplação em sorteio, abra os olhos!

3. Ignorar a existência de taxas

Na prática, nem só de taxas administrativas vivem os consórcios. Alguns deles trabalham com custos extras, como fundos de reserva para cobrir eventuais perdas com inadimplência e assegurar a contemplação de todos os participantes.

Seja como for, a regra é uma só: todas as taxas devem ser informadas no momento da contratação. Para não ser surpreendido com cobranças inesperadas, portanto, informe-se com antecedência e inclua esses gastos em seu planejamento financeiro.

4. Esquecer os reajustes

Empolgadas com as linhas de crédito, muitas pessoas acabam esquecendo que a tendência é de o valor das parcelas aumentar com o passar do tempo — principalmente na modalidade voltada ao mercado imobiliário.

É isso mesmo: é bem possível que o valor das parcelas não seja fixo até o final do plano. Afinal, se o bem que você deseja adquirir sofrer reajustes de valor, os pagamentos repassados à administradora devem acompanhar essa alteração!

Nesse sentido, surge uma questão: se o consorciado não tiver um aumento proporcional na renda, pode enfrentar dificuldades. Se você passar por situação semelhante, uma possibilidade é diminuir o valor da parcela para pegar uma carta de crédito proporcionalmente menor, por exemplo. Confira com a sua administradora.

5. Deixar de acompanhar as movimentações

Ao contrário do que muita gente pensa, um consórcio envolve mais que apenas a quitação das parcelas. Como vamos destacar em outro tópico, para ficar por dentro das contemplações e de toda a movimentação financeira do grupo, também é preciso participar das assembleias.

Vale lembrar que qualquer inconsistência verificada é passível de averiguação por parte do Banco Central, podendo-se iniciar um processo administrativo.

6. Contar somente com promessas

Seja um carro zero-quilômetro, a casa própria ou um terreno, a aquisição de um bem pode representar a realização de um grande objetivo. Graças a isso, não é raro que consorciados caiam em promessas de sucesso, aquisição rápida e compra fácil. Nada de entrar para essa estatística, combinado?

Antes de aderir a qualquer consórcio, é fundamental avaliar cuidadosamente o contrato para entender como funcionará cada etapa do processo. Não acredite apenas em palavras: seu planejamento deve se basear no que está devidamente previsto no contrato!

7. Atrasar os pagamentos

Uma das grandes vantagens do consórcio em relação a outros tipos de investimento é a ausência de juros. Mas atenção, porque essa condição só se mantém quando o consorciado paga as parcelas em dia, dentro do prazo. Se atrasar as prestações, multas e juros podem, sim, ser cobrados.

Além disso, como o consórcio é um empreendimento conjunto, feito por um grupo de pessoas, todos os outros participantes também poderão ficar prejudicados de alguma maneira, no caso de atrasos. Pode ser que surja a necessidade de aumentar a taxa de reserva, por exemplo.

Ainda, se a inadimplência se agravar, a administradora tem o direito de retirar o consorciado do grupo. Nesse caso, ele deve esperar o término do plano para resgatar o dinheiro já investido.

8. Não ter paciência

Não adianta: um dos maiores erros ao contratar consórcio é a pressa. Trata-se, afinal, de um investimento de médio a longo prazo. Essa não é, portanto, a melhor opção para quem deseja a posse de algum bem ou a contratação de um serviço urgentemente.

Há, no entanto, algumas possibilidades. Uma das formas de receber a carta de crédito antes do fim do prazo do grupo é, claro, sendo sorteado. Mas também é possível oferecer lances, concorrendo, assim, a uma contemplação antecipada. De toda forma, a paciência continua sendo fundamental, uma vez que não há garantia de antecipação.

9. Pensar que contemplação é quitação

Equivocadamente, muitos consorciados pensam que a contemplação vai quitar o restante das parcelas em aberto. Mas isso não é verdade! Mesmo com a carta de crédito em mãos, o participante continua compromissado com o grupo, precisando fazer os pagamentos até o fim do prazo. A contemplação só implica, portanto, o recebimento do bem antes de o valor integral ser pago à administradora.

Para você ter uma ideia, em casos de contemplação, o bem fica em alienação fiduciária. Legalmente, portanto, não é possível vendê-lo ou transferi-lo para outra pessoa até que ocorra a transferência de propriedade para o consorciado. E isso só acontece mediante a quitação total dos débitos com a administradora.

Lembrando que, se já tiver o valor reservado para isso, o consorciado tem liberdade para quitar todas as parcelas restantes. Especificamente nesse caso, ele consegue completar o pagamento antes do prazo.

10. Contratar consórcio com nome sujo

Geralmente, para participar de um consórcio, ter o nome sujo não é um obstáculo. Na maioria dos casos, porém, é preciso estar com o nome limpo no ato da contemplação, já que essa é uma circunstância que dá à administradora o direito de negar a liberação da carta de crédito — fato que consta legalmente do contrato.

De olho nisso, trate de garantir, ao menos ao longo do processo, que não existirão pendências financeiras em seu nome quando for contemplado. Esse cuidado evitará que você precise adiar a conquista de seu objetivo!

11. Não entender o propósito do consórcio

Para tirar o melhor proveito de todas as vantagens de um consórcio, é essencial entender o propósito dessa forma de compra de bens e serviços. Isso envolve, principalmente, saber que os consórcios não são indicados para quem tem urgência na aquisição do imóvel ou do veículo desejado.

Se, porém, a aquisição puder esperar, vale mais entrar em um consórcio e se organizar para ofertar um lance quando houver recursos para isso, conhecendo bem as possibilidades desse mecanismo.

12. Endividar-se além do necessário

Um dos erros ao contratar consórcio é não considerar os reajustes e as taxas cobradas nessa modalidade. Tomando esse cuidado, você evita se endividar além da conta durante o pagamento das parcelas. Sem isso, o valor pago mensalmente pode comprometer seu orçamento, desorganizando todo o seu planejamento, o que costuma ser o caminho mais curto para as dívidas.

Então, mantenha-se na linha, controle os gastos e não atrase as parcelas do consórcio, já que você não sabe quando a contemplação virá! Estar com os pagamentos em dia é condição indispensável para receber a carta de crédito quando for sorteado.

13. Não se planejar

Diante da importância de manter em dia as parcelas do consórcio, o planejamento financeiro é essencial. Então, antes de investir nessa possibilidade, você deve se sentar, avaliar seu orçamento e fazer as contas para ter certeza de que a parcela do plano escolhido cabe no seu bolso.

Algumas estratégias podem ajudar nessa tarefa: anote todos os seus gastos, corte as despesas desnecessárias, mantenha uma reserva de emergência e consiga novas fontes de renda. Essas dicas, se somadas, podem facilitar a organização financeira que permitirá o pagamento em dia das parcelas do consórcio, além de evitar dívidas.

14. Ausentar-se das assembleias

Muitas pessoas entram em um consórcio, mas se ausentam das assembleias, seja por preguiça ou por não conseguir encaixar a presença nesse evento em sua rotina. Esse é um erro frequente entre muitos consorciados e que precisa ser mudado.

As assembleias, que podem ser realizadas tanto presencialmente quanto em ambiente virtual, envolvem todos os consorciados e os representantes das administradoras para sortear as pedras-chave que determinam quem serão os contemplados a cada mês. Além disso, todo o processo de oferecimento dos lances ocorre nesse momento.

Nelas, ainda são definidos pontos essenciais na boa condução do consórcio, por meio de votação entre os presentes. Como todos os consorciados ativos (ou seja, com as parcelas em dia) têm direito a voto, não participar dos encontros nunca é bom negócio, já que você deixa decisões importantes nas mãos dos outros.

Os consórcios são uma forma segura e confiável de atingir seus objetivos. De qualquer forma, é sempre importante conhecer as principais situações ao contratar consórcio e saber como evitá-las para obter o retorno esperado com esse investimento.

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