Como funciona a contemplação em consórcios?

Setembro 2016

6 minutos de leitura

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Por serem opções bastante vantajosas em relação a qualquer forma de aquisição de bens, os consórcios de carros e imóveis fazem grande sucesso no país. Vale destacar que o sistema de consórcio é regido e fiscalizado pelo Banco Central do Brasil. Assim, as administradoras devem ter a autorização da entidade para realizar consórcios.

Independentemente do bem ofertado, do prazo para a quitação das mensalidades, do número de cotas de cada participante, do valor do bem ou de quaisquer outros detalhes, é com a carta de crédito que o consorciado pode adquirir seu bem. A esse processo se dá o nome de contemplação.

Quer saber como efetivamente funciona a contemplação em consórcios? Então confira!

Oportunidades iguais e regulares

As oportunidades de contemplação são iguais para todos os consorciados. Elas acontecem todos os meses durante as assembleias — que podem ser presenciais ou transmitidas online. Para poder participar, a única exigência é que o consorciado esteja com suas mensalidades em dia.

Todos os detalhes sobre a contemplação e demais pontos relativos ao consórcio estarão definidos no contrato de adesão. Por isso, é fundamental que o consorciado leia atentamente o documento e tire todas as dúvidas antes mesmo de assinar. As formas de contemplação em consórcios são duas: sorteios e lances.

Sorteios

É a forma mais usual de contemplação, com a participação de todos os consorciados. Nos sorteios, existem dois números, referentes ao grupo e à cota.

Para realizar os sorteios, a regra é usar bolinhas numeradas, que são colocadas dentro de globos giratórios. A quantidade de bolinhas depende do número de participantes. Contudo, é preciso que a administradora disponha de dinheiro suficiente para a compra do bem. Caso contrário, a contemplação deverá ser feita diretamente por meio de lances.

Lances

Os lances devem ser ofertados antes da realização do sorteio. Para se preparar para esse momento, o consorciado deve poupar e, de preferência, se informar como os valores ofertados variam nas assembleias.

É possível, por exemplo, perguntar aos consorciados que já foram contemplados com lances no mesmo consórcio. Na Rodobens Consórcio, os participantes têm uma área exclusiva para que possam acompanhar o extrato geral do seu grupo e cota.

No lance fixo, há um valor mínimo para oferta, definido pela administradora e expresso no contrato. Ele não pode ser superior ao montante total das mensalidades ainda a vencer — já que o valor é descontado das parcelas restantes.

É importante calcular o lance mínimo que consegue contemplação nas assembleias. Trata-se de fazer uma estimativa sobre valores de lances que conseguiram vencer em assembleias anteriores. Mas atenção: esse histórico não é uma garantia de que um lance mínimo vencedor na assembleia anterior também seja vencedor na assembleia seguinte. Tampouco é possível afirmar que os lances baixos vão se repetir ou se só acontecerão os de valor mais elevado. Cada caso é um caso.

Mas você sabia que certos períodos costumam ter menos competitividade? É o caso do início do ano, devido aos gastos com o Natal e com o pagamento de IPTU e IPVA, bem como o Carnaval. O mês de dezembro, por sua vez, costuma contar com mais participantes, por causa do pagamento do 13º salário.

Diferentes tipos de lances

Veja a seguir os tipos de lances normalmente permitidos em um consórcio.

Lance comum ou livre

Antes da data do sorteio, o consorciado deve avisar a administradora que deseja dar um lance e qual será seu valor — ou seja: quanto pretende oferecer além da mensalidade. O lance costuma representar a quantidade de mensalidades que o consorciado deseja pagar antecipadamente. Assim, quem antecipa o pagamento do maior número de mensalidades acaba levando o prêmio.

Lance fixo

Ele equivale a um percentual fixo, previamente definido por todo o grupo. Em geral, corresponde a 25%, 30% ou 50% do valor do bem. Caso o consorciado possa oferecer esse lance, terá mais uma chance de ser contemplado.

Lance embutido

Nesse caso, o consorciado usa um percentual do valor da carta de crédito para dar como lance. O montante ofertado será descontado da carta de crédito. Assim, o contemplado poderá comprar um carro ou um imóvel de valor inferior. Vale dizer que o lance embutido pode ser uma estratégia em lances fixos e livres. Nessa modalidade, é preciso saber o valor máximo que o contrato permite para cada consorciado.

Assim, considerando o consórcio de um imóvel no valor de R$ 200 mil, se o consorciado ofereceu 15% de sua carta de crédito (lance embutido) mais 35% de seu próprio bolso, ofereceu, no total, um lance de 50%. Considerando que tenha dado o maior lance, será contemplado com uma carta de crédito no valor de R$ 170 mil — 15% de R$ 200 mil é igual a R$ 30 mil.

FGTS

Vale lembrar que é possível fazer lances com recursos do FGTS, mas somente no caso de consórcios de imóveis residenciais. Esses lances devem ser feitos conforme as normas do Conselho Curador do FGTS, da Caixa Econômica Federal e, claro, do contrato.

Contemplação

Definidas as formas de contemplação, basta saber como o consorciado deve agir com a carta de crédito em mãos. Para a liberação do crédito, serão exigidos alguns documentos que garantam o pagamento das mensalidades restantes. O contemplado poderá escolher, por exemplo, um imóvel mais caro ou mais barato, desde que complete a diferença ou use o saldo para pagar as mensalidades do consórcio.

Poderá escolher uma casa ou um apartamento na planta, ou mesmo um imóvel usado, seja na cidade, no campo ou na praia. No caso de carros, também poderá escolher um modelo diferente ou usado.

Depois que o consorciado contemplado escolhe seu carro ou imóvel, a administradora o orienta sobre como proceder e efetua o pagamento diretamente ao vendedor — em geral, por meio de depósito em conta.

Ainda assim, não custa nada entender melhor como a contemplação em consórcios funciona, não é mesmo? Os principais pontos são os que listamos a seguir. Acompanhe!

Apresentação de garantia

Para que o crédito seja efetivamente liberado, a administradora do consórcio precisa avaliar seu cadastro. Nesse momento, você deve apresentar algumas garantias ao grupo de consórcio do qual participa.

Pode ser exigido um fiador, por exemplo — caso seja, também será preciso fornecer a documentação dessa pessoa. Detalhe: não podem ser fiadores:

  • os cônjuges;
  • pessoas com restrições bancárias (nome no Serasa e SPC, por exemplo);
  • menores de 18 anos;
  • maiores de 65.

Após a análise, a aprovação das garantias e a escolha do bem a ser adquirido, a carta de crédito será liberada em poucos dias. A partir daí, o contemplado tem até 45 dias para usá-la.

Levantamento de documentos pessoais

A documentação pode variar conforme o bem (veículos, imóveis etc.). Ainda assim, há documentos que costumam ser pedidos em todos os casos, como:

  • ficha cadastral preenchida e assinada;
  • cópia de comprovante de residência atualizado no nome do consorciado;
  • cópia de RG ou CNH;
  • CPF ou CNPJ.

Comprovação de renda

Dependendo do percentual pago na cota, independentemente de ser pessoa física ou jurídica, o contemplado deve apresentar sua última declaração de Imposto de Renda (incluindo o comprovante de entrega). Trabalhadores com carteira assinada ou profissionais liberais devem apresentar os três últimos contracheques e cópias de algumas páginas da CLT, além de foto, último registro de trabalho e qualificação civil.

Já os aposentados podem comprovar renda apresentando seu último extrato de pagamento da aposentadoria e cópia do cartão de benefício. Produtores rurais, empresários e autônomos também devem apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Homologação dos documentos

Além dos documentos básicos já citados, diferentes tipos de consórcios pedirão documentos específicos. Conheça, então, a documentação relacionada aos dois principais tipos de consórcio: veículos e imóveis.

Veículos

Automóveis muito similares podem ter especificações diferentes, já que cada montadora produz diversas variações de seus modelos. Portanto, no consórcio de veículos é fundamental identificar corretamente todos os detalhes, como modelo, marca, cor e ano de fabricação. Além disso, carros usados também necessitam de avaliação do número do chassi e realização de vistorias por perícia.

Imóveis

No caso do consórcio de imóveis prontos, podem ser exigidas certidões específicas que atestem a legalidade do bem. Exemplos de certidões são: matrícula atualizada do imóvel, certidão negativa de tributos municipais, instrumento particular com força de escritura pública e certidão de valor venal.

Para quem vai investir na construção de um imóvel, os documentos são outros. Nesse caso, entram: alvará, cronograma das atividades de construção, memorial descritivo da obra e planta aprovada pela prefeitura.

Após a contemplação, portanto, o consorciado já pode ficar atento a essas várias etapas, ganhando agilidade no processo. As condições para a liberação do crédito podem variar de uma administradora para outra, por isso é importante acompanhar tudo o que está contido no contrato.

Além disso, mesmo depois da contemplação é preciso continuar quitando as mensalidades. Para evitar complicações ou riscos desnecessários, o ideal é sempre se informar com antecedência, tirando todas as suas dúvidas junto à administradora.

E você, já foi contemplado em algum consórcio? Está participando ou deseja participar de um consórcio? Deixe seu comentário aqui e entre na conversa! Para ter mais informações sobre contemplação e carta de crédito, clique aqui e leia um post especial!

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