Como juntar dinheiro para fazer um consórcio de carro

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    O consórcio de carro é uma excelente opção para quem busca parcelas mais baratas e não quer arcar com os juros altos cobrados nos financiamentos. Pode acreditar: com sabedoria e paciência, quem se planeja antecipadamente consegue conquistar o carro desejado gastando menos e com muito mais controle sobre as finanças!

    E foi para ajudá-lo a seguir esse caminho que decidimos preparar este post! Nos próximos tópicos, vamos explicar melhor o funcionamento de um consórcio, aproveitando para dar dicas de como juntar dinheiro para comprar seu carro. Confira!

    O que é exatamente um consórcio?

    Um consórcio consiste na formação de um grupo de pessoas que se une para juntar dinheiro e alcançar um objetivo em comum. Com todos pagando uma parcela mensal, ao menos 1 membro do grupo é contemplado a cada mês com a carta de crédito, documento que dá direito a comprar o bem desejado.

    Como funciona um consórcio de carro?

    Para organizar o grupo e escolher uma aplicação para rentabilizar o dinheiro, é preciso contar com imparcialidade. É a administradora do consórcio que cumpre esse papel, providenciando as assembleias — reuniões mensais com os consorciados. Nas assembleias acontecem os sorteios, que determinam quem vai receber a carta de crédito naquele mês.

    Como você pode ver, quem participa de um grupo de consórcio não sabe quando vai receber a carta. Pode ser a qualquer momento entre o primeiro e o último mês. Por isso, é importante se planejar para:

    • esperar sua contemplação;
    • oferecer lances, caso queira;
    • pagar as parcelas em dia;
    • arcar com as despesas da documentação do bem.

    Então saiba desde já: é excelente comprar um carro por meio de um consórcio, mas, se você não deixar seu orçamento redondinho, pode não conseguir conquistar seu sonho!

    Como funcionam os lances?

    Outra forma de ser contemplado no consórcio é dando lances. Nesse caso, quem faz a maior oferta sai vitorioso. Assim, todos os participantes têm as mesmas chances de conseguir sua carta de crédito. Existem 4 tipos de lances:

    1. lances livres: os consorciados ficam livres para escolher qualquer valor de lance, mas acima de 1% do total a ser pago, vencendo aquele que der o maior lance percentual, independentemente do valor bruto;
    2. lances fixos: nesse tipo, as administradoras já estabelecem o percentual necessário para participar (geralmente entre 20% e 50%), e já que todos oferecem o mesmo percentual, há um sorteio para o desempate;
    3. lance embutido ou facilitado: aqui, é possível usar sua própria carta de crédito para efetuar lances, aumentando suas chances de ganhar por percentual ofertado, sendo o valor abatido no momento do recebimento da carta de crédito;
    4. lance automático: ocorre quando você adianta o pagamento de parcelas, sendo considerado um tipo de lance. O percentual do valor adiantado é calculado com base no montante restante.

    A vantagem é que, ao oferecer um lance, você só é obrigado a pagá-lo se ganhar e quiser retirar sua carta de crédito. Caso você ganhe e ache que ainda não tem condições de dar andamento ao processo, pode desistir do lance. Nesse caso, a carta vai para o segundo lugar.

    Como dar um bom lance?

    Para se sair bem nessa estratégia, você primeiramente deve ir às assembleias para descobrir qual é a média dos valores oferecidos — principalmente por quem ganha, claro. Conversar com ganhadores também pode ser uma opção para descobrir e entender a estratégia que usaram.

    Lembre-se de que o período também impacta os valores praticados. No fim do ano, por exemplo, é normal que a competição fique mais acirrada, afinal, essa é a época em que os participantes ganham o décimo terceiro. Meses festivos ou aqueles em que há muitos impostos, como janeiro, fevereiro e março, são geralmente os mais fracos.

    O que você tem que entender desde já é que nada vai garantir que seu lance saia vencedor. No entanto, conhecer as regras do jogo e insistir a cada mês é um bom começo para obter sucesso.

    Como juntar dinheiro para o consórcio?

    Vamos agora a algumas dicas para que você consiga organizar melhor seu orçamento, eventualmente comprando seu carro por meio de um consórcio!

    Registre todas as suas despesas

    Antes de mais nada, anote todos os seus gastos, por menores que sejam. Nesse caso, o que menos importa é como você vai fazer isso. Prefere uma planilha eletrônica? Sente-se bem anotando tudo em um caderninho? A decisão é sua! O que é realmente fundamental é registrar absolutamente todas as suas despesas para analisá-las com cuidado.

    Esse registro financeiro é necessário porque você precisa:

    • entender para onde está indo seu dinheiro;
    • decidir quais hábitos estão causando desperdício;
    • elencar as mudanças necessárias para economizar.

    Antes de começar a pensar em juntar dinheiro, porém, vem um ponto importante: você tem contas a pagar? Encare-as como prioridade!

    Quite todas as suas dívidas

    As dívidas pesam no orçamento, fazendo com que uma renda que poderia manter as finanças equilibradas seja insuficiente para cobrir os gastos mensais. Além disso, quando for contemplado no consórcio, seja por sorteio ou por lance, você precisará estar com o nome limpo para receber a carta de crédito e partir para a conquista do seu carro novo.

    Essa é uma medida que vale para todos os consorciados, já que apenas mantendo seu compromisso de pagamento (mesmo depois da contemplação) é que os outros participantes também poderão receber sua parte.

    Então comece a quitar contas, principalmente aquelas que estiverem em atraso e as que tiverem juros maiores, como cartão de crédito e cheque especial. Depois dessa fase, é hora de começar a reunir o dinheiro extra que vai permitir a aquisição do consórcio de carro.

    Prepare seu orçamento mensal

    Sabe qual é a melhor forma de controlar seus gastos? Preparar um planejamento com base no seu orçamento mensal. Avalie contas que você precisa pagar (água, energia, aluguel, compras no supermercado, entre outras) e quanto deve sobrar.

    É importante definir quanto você vai guardar todo mês, incluindo esse valor no rol de obrigações. Dessa forma, você consegue manter o objetivo de juntar dinheiro e ainda se prepara para o compromisso com a parcela do consórcio. Depois desse passo, é hora de pensar: onde vou guardar esse saldo?

    Abra uma conta para suas economias

    Pode ser uma poupança, um fundo de investimento ou outra aplicação financeira. Nesse momento, a rentabilidade não é o fator primordial. Lembre-se de que você não vai deixar o dinheiro aplicado por muito tempo e que, em prazos curtos, só é possível ter rentabilidade maior em investimentos de alto risco.

    Tenha em mente: para quem está começando a guardar dinheiro, o mais importante é escolher uma opção que ofereça:

    • segurança, com rentabilidade garantida;
    • liquidez, podendo resgatar o investimento a qualquer momento.

    A parcela mensal que você se comprometeu a guardar vai para essa aplicação. E se você receber algum valor extra, como férias, restituição do imposto de renda ou bonificação, por exemplo, não pense 2 vezes: mande-o diretamente para a poupança antes de cair na tentação de gastá-lo!

    Evite comprar por impulso

    Compras planejadas são grandes aliadas da disciplina financeira. Afinal, resistindo ao impulso de comprar sem pensar, você não corre riscos de cair em falsas promoções, que não oferecem nenhuma vantagem real, ou de se arrepender por adquirir algo que não era necessário ou mesmo útil para você naquele momento.

    Além disso, comprar só de forma planejada nos leva a uma avaliação importante: isso realmente vai fazer diferença na minha vida? Procure sempre pensar com cuidado sobre suas compras. Pesquise preços, busque descontos e adquira somente o que for necessário. Acredite: isso pode transformar sua vida financeira!

    Procure comprar à vista e com dinheiro

    Evite usar o cartão de crédito. Esse recurso faz você pensar que ainda pode comprar quando, na verdade, o orçamento já estourou faz tempo. Se tiver que usá-lo, não se esqueça de fazer um controle do que anda comprando, a fim de garantir que vai conseguir pagar a fatura integralmente no próximo mês.

    O cheque especial pede atenção redobrada. Com aquele saldo extra na conta, você acaba tendo a ideia de que ele faz parte da sua renda. Mas esse é um engano gravíssimo! Lembre-se de que você paga taxas de juros e tarifas exorbitantes sempre que usa esse crédito.

    Por fim, vem o cartão de débito, que traz comodidade, mas também pode ser perigoso se você não controlar seus gastos. Por isso, o ideal mesmo é dar preferência ao dinheiro vivo. Por achar que dói mais quando as notinhas saem do bolso, fica mais fácil controlar a vontade de gastar.

    Faça suas refeições em casa

    Via de regra, comer fora é bem mais caro que fazer compras no supermercado. Se você come um pouco mais ou bebe algo para acompanhar, o total acaba pesando bastante no bolso. Prefira então fazer suas refeições em casa, deixando para comer na rua somente em datas especiais.

    E o melhor é que, tomando essa decisão, você ainda ganha de presente uma alimentação mais saudável, pois garante a qualidade dos ingredientes e do modo de preparo. O resultado? Conta mais rechonchuda e corpo mais esbelto!

    Quanto do orçamento deve ser reservado para um consórcio?

    Seu sonho do carro novo pode ser grande, mas o preço pago por isso precisa caber no seu bolso. Por isso, é importante entender quanto do seu orçamento deve ser dedicado a um consórcio de carro.

    Procure um consórcio com prestações menores, que envolva produtos e serviços mais baratos e com prazos mais longos. Lembre-se também de que não é somente o valor do bem que entra na conta das parcelas. Normalmente, a prestação é composta por:

    • fundo comum: é o montante usado para a compra do bem;
    • seguro: cobre situações de inadimplência ou falecimento de consorciados;
    • taxa de administração: remunera a empresa organizadora do consórcio;
    • fundo de reserva: valor usado em casos de emergência, que geralmente gira em torno de 5% do valor do bem.

    Confira o cálculo na seguinte situação hipotética:

    • valor do bem: 25 mil reais;
    • duração do grupo: 50 meses;
    • destinado ao fundo comum: 100% / 50 meses = 2% ao mês = 500 reais;
    • taxa de administração: 10% / 50 meses = 0,2% ao mês = 50 reais;
    • fundo de reserva: 5% / 50 meses = 0,1% ao mês = 25 reais;
    • valor da prestação = 2,3% ao mês = 575 reais mensais.

    É preciso verificar também se é necessário pagar uma taxa de adesão, permitida por lei. Não são todas as administradoras que cobram, mas é melhor se certificar.

    E se você for contemplado?

    Por fim, é preciso estar preparado para o momento em que for contemplado. Afinal, ao conquistar sua carta de crédito e comprar o tão sonhado veículo, ele vai exigir de você alguns cuidados.

    A partir desse momento, você deve reservar no seu orçamento um espaço para pagar o seguro do carro, por exemplo, que se somará ao valor das prestações do consórcio que você terá que continuar pagando. Além disso, é preciso contabilizar aquelas despesas normais que todo carro demanda, como impostos e combustível.

    Não se esqueça desses detalhes para não ficar no vermelho ao ser contemplado, conseguindo assim aproveitar seu carrinho sem dores de cabeça!

    Poupar dinheiro parece ser uma tarefa impossível para muita gente, não é mesmo? Se você repensar seus gastos com cuidado, porém, logo verá que é possível economizar bastante sem abrir mão do seu bem-estar. É essa economia que vai trazer a oportunidade de adquirir seu consórcio de carro e pagar menos do que gastaria em um financiamento.

    Agora é partir para a conquista do seu carro novo! Faça uma simulação de consórcio e descubra como seu sonho em 4 rodas está mais próximo do que você imagina!

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