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Consórcio ou financiamento de carros: descubra aqui a melhor opção

Maio 2019

6 minutos de leitura

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Não tem como negar: o povo brasileiro é simplesmente apaixonado por carros. Além de ser uma solução prática de mobilidade urbana, o automóvel é símbolo de status e liberdade e constitui patrimônio para seus proprietários. Por essas e outras é que o momento de adquirir esse bem, seja por meio de consórcio, seja via financiamento de carros, é tão aguardado e sonhado por muitos.

Se você anda pensando em comprar um carro, provavelmente já deve ter se perguntado sobre a melhor forma de fazê-lo. Como o pagamento à vista normalmente é uma possibilidade bem distante para a maioria dos brasileiros, restam 2 opções realmente viáveis: consórcio ou financiamento.

Neste artigo, vamos detalhar o funcionamento dessas modalidades de pagamento, mostrando as vantagens de cada uma para que você consiga decidir a melhor opção para o seu bolso. Continue a leitura para se informar!

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Como funciona o financiamento?

Em linhas gerais, o financiamento é uma modalidade de empréstimo normalmente oferecida por um banco ou por uma financiadora.

Diferentemente dos empréstimos convencionais, o financiamento tem mais parcelas, permitindo que o comprador dilua o pagamento do bem durante vários anos. Outra diferença é que o financiamento só é aprovado para um objetivo específico. Assim, a liberação do crédito está atrelada à compra de determinado bem — nesse caso, o automóvel.

Como em todo empréstimo, o banco ou a financiadora lucra por meio do pagamento de juros. Além do mais, essas instituições exigem uma série de garantias para liberar o dinheiro: elas vão desde a comprovação de renda até o pagamento de taxas intermediárias entre as mensalidades — que podem ser semestrais ou anuais.

Ainda é comum que financiamentos só sejam liberados caso o comprador possa dar uma entrada, correspondente à porcentagem média de 30% do valor total do bem e paga no momento da adesão.

Quais são as vantagens do financiamento?

O financiamento é uma opção bastante popular entre os brasileiros por ser de fácil acesso e trazer algumas vantagens interessantes, entre elas:

Imediatismo

Caso você consiga se adequar a todas as exigências do banco ou da financiadora, além de ter acumulado capital suficiente para dar uma boa entrada, poderá ter seu carro disponível no momento em que iniciar sua adesão ao crédito. Assim, antes mesmo de começar a pagar as parcelas, já terá o automóvel à disposição.

Negociação

Um ponto-chave para a negociação do financiamento é sua capacidade de saldar a entrada. Dessa forma, quanto maior é a entrada, maiores automaticamente se tornam as possibilidades de a instituição financeira disponibilizar juros mais baixos, barateando as prestações do seu carro novo.

Abatimento

Caso você receba um dinheiro extra durante o período do financiamento, poderá adiantar o pagamento de parcelas e, com isso, conseguir abatimentos e descontos. É possível usar o dinheiro de rendas extras esporádicas (como o 13º) para amortizar sua dívida junto ao banco, encurtando o prazo total ou diminuindo o valor das parcelas.

Como funciona o consórcio?

No consórcio, várias pessoas se unem para saldar um bem por meio de uma pequena contribuição de cada um e da intermediação de uma instituição.

Para a imagem ficar clara, vamos usar o seguinte exemplo: digamos que uma pessoa sozinha não possa comprar, à vista, um carro de 30 mil reais. No entanto, se ela encontrar outras 9 pessoas e cada uma contribuir com 3 mil reais mensais, um carro com esse valor pode ser comprado a cada mês.

Assim, cada um desses consorciados mantém sua contribuição durante 10 meses de forma que, a cada mês, um novo carro é comprado e destinado aos consorciados via sorteio. E o melhor é que tudo isso é sem juros, já que o carro será comprado à vista!

Quais são as vantagens do consórcio?

O consórcio de carros apresenta uma série de vantagens. Destacamos as que seguem.

Ausência de entrada

Ao contrário da situação do financiamento, no consórcio, não é preciso entrar com um grande montante de dinheiro para conseguir a liberação do crédito. Especialmente em tempos de instabilidade econômica, quando poupar leva cada vez mais tempo e se torna mais difícil, essa facilidade é mais que bem-vinda.

Juros zero

Como já adiantamos na nossa explicação sobre o consórcio, essa modalidade não conta com a cobrança de juros. Por isso, nada de endividamento pelo efeito "bola de neve" normalmente causado pelos juros. No entanto, vale lembrar que existem pequenas taxas de adesão, manutenção e seguro. Mesmo assim, o valor total do consórcio é, quase sempre, menor que o de um financiamento.

Possibilidade de contemplação

Tudo bem que o financiamento libera o automóvel no ato da compra. Mas isso não significa que o consorciado precisa pagar todas as suas parcelas para, só então, pegar as chaves do carro. Nessa modalidade, são realizados sorteios mensais em que cada consorciado tem a chance de ser contemplado. Além disso, em alguns casos, é possível aumentar sua chance de ser contemplado por meio de lances.

Carta de crédito

Quando a contemplação ocorre, o consorciado recebe uma carta de crédito e garante um poder de compra para adquirir o bem desejado.

Controle financeiro

A ausência dos juros faz com que as prestações do consórcio sejam mais previsíveis. Com isso, existe uma menor possibilidade de a dívida crescer. Assim, você se torna capaz de fazer um planejamento melhor da sua vida financeira, prevendo separadamente quanto destinará para a compra do carro novo e para outros gastos ou investimentos.

Quais são as principais dúvidas sobre financiamento e consórcio?

Quem pode fazer consórcio ou financiamento?

Inicialmente, qualquer pessoa pode fazer um consórcio ou um financiamento. Contratar uma empresa que organiza os consórcios é menos burocrático, visto que não é necessário comprovar renda ou passar por uma análise de crédito. Isso significa que mesmo pessoas negativadas podem optar pelo consórcio.

Com o financiamento, a situação é um pouco diferente: o banco faz uma análise da situação financeira da pessoa, o que inclui a sua capacidade de pagamento, o histórico como pagador em situações passadas e um levantamento sobre dívidas pendentes. Dessa forma, é preciso que o indivíduo preencha alguns “critérios” para se candidatar a um financiamento.

Além disso, é preciso ter renda mensal adequada ao tipo de crédito, ter ficha limpa na praça e entregar todos os documentos exigidos. Normalmente, a parcela do financiamento não pode ultrapassar 30% da renda líquida, a fim de não prejudicar o orçamento e comprometer a quitação das parcelas.

É possível financiar com o nome sujo?

Quando o financiamento envolve uma instituição financeira, como um banco, é praticamente impossível ter a ficha cadastral aprovada quando o nome está sujo, pois o banco entende que o histórico de devedor oferece um risco para o financiamento atual.

Geralmente, o financiamento só é possível nesse caso quando feito com o vendedor, sem a interferência dos bancos. É o caso, por exemplo, de uma pessoa que compra um apartamento diretamente com a construtora ou um carro com o proprietário, combinando a forma de financiamento sem a necessidade de ir até uma instituição financeira.

Existem algumas empresas especializadas em fornecer empréstimo pessoal para indivíduos que estão com o nome sujo. O problema é que os juros são ainda mais altos se comparados aos juros de um financiamento comum.

É importante pesquisar por um serviço de confiança, visto que pessoas fraudulentas se aproveitam da situação e podem dar golpes, como pedir depósitos adiantados.

Quais são os documentos necessários?

Para entrar em um grupo de consórcio, é necessário ter em mãos os originais e as cópias dos seguintes documentos:

  • RG e CPF (deve-se apresentar as do cônjuge também, se casado);
  • certidão de casamento ou de nascimento;
  • comprovante atualizado de endereço residencial (conta de luz, água ou telefone fixo servem como comprovantes);
  • comprovante de renda.

Para o financiamento, é necessário:

  • RG e CPF (deve-se apresentar as do cônjuge também, se casado);
  • certidão de casamento ou de nascimento;
  • comprovante atualizado de endereço residencial;
  • comprovante de renda;
  • certidão conjunta de débitos referentes aos tributos federais;
  • declaração de Imposto de Renda;
  • carteira de trabalho;
  • extrato do FGTS;
  • documentos do bem a ser financiado (do imóvel ou do carro, por exemplo).

Os documentos necessários para comprovar a renda dependem da situação da pessoa. Sendo assim, requerentes aposentados, autônomos, assalariados ou classificados como produtores rurais precisarão mostrar uma documentação mais específica. No caso de pessoas divorciadas, estas deverão levar a certidão de casamento, que deve estar averbada.

Consórcio ou financiamento são opções para que você consiga realizar o sonho de ter um carro para chamar de seu. Mas não se esqueça de que, apesar de apresentarem grandes facilidades e vantagens, são dívidas.

Portanto, é preciso que você tenha uma vida financeira bem estruturada antes de assumir quaisquer compromissos dessa natureza. A dica é fazer um planejamento e pesquisar bastante, a fim de escolher o melhor automóvel para as suas condições, assim como a melhor forma de pagamento.

Ainda tem alguma dúvida sobre o consórcio ou o financiamento de carros? Compartilhe seus questionamentos e suas experiências no espaço para comentários abaixo e ajude outros leitores!

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