9 hábitos que podem atrapalhar o controle de gastos no dia a dia

Abril 2020

5 minutos de leitura

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Ter um controle de gastos eficientes no dia a dia pode ser uma tarefa bem difícil. Por essas e outras é que muita gente até planeja esse controle, mas não o tira do papel. Há também quem dê os primeiros passos nessa caminhada, mas logo deixe o planejamento de lado. O grande problema é que isso atrapalha os planos em longo prazo, uma vez que só com um bom controle de despesas é possível ter dinheiro extra para realizar sonhos.

Pronto para mudar essa trajetória a partir de hoje e conseguir fazer com que o controle das suas contas passe a fazer parte da sua rotina? Então, conheça, neste post, 9 hábitos que certamente atrapalham seu controle de gastos e, assim, boicotam suas economias!

1. Não limitar o orçamento por período

O primeiro ponto para não gastar todo o dinheiro que você tem (e, às vezes, até o que não tem) é limitar os gastos de cada período. Defina, por exemplo, um valor semanal máximo. Aí você pode separar esse dinheiro em 4 envelopes para o mês e usar um a cada semana.

Pode acreditar: essa ação simples é bem efetiva! Quando você deixa todo o saldo livre na conta, acaba gastando todo o dinheiro antes de fechar o mês, entrando no vermelho.

2. Não controlar seus gastos diariamente

Um sorvete, um refrigerante, uma revista na banca de jornais: isso não pesa no orçamento, certo? Errado! Ao somar esses pequenos gastos, fica fácil perceber que, de grão em grão, o saco das despesas logo enche.

Para simplificar, use uma planilha, um software ou um aplicativo a fim de registrar todos os seus gastos, independentemente do valor. Assim, você consegue acompanhar as despesas do dia a dia sem sofrimento, além de aprender a controlar os impulsos. No fim das contas, economiza pelo simples fato de acompanhar diariamente seus gastos!

3. Não estabelecer metas

Quanto você pretende economizar? Que valor quer guardar por mês? Essas perguntas mostram como é importante estabelecer metas de economia. Ao definir um objetivo, você não só se motiva a alcançá-lo, como passa a saber se está no caminho certo ou não. Comece, por exemplo, pensando:

  • no total que quer economizar no mês;
  • no valor destinado a investimentos;
  • na eliminação de juros por atrasar o pagamento de contas.

O segredo da escolha está em se basear na sua realidade, lembrando sempre que as metas podem ser de três tipos:

  • curto prazo, com o corte imediato de gastos — como restaurantes, combustível e assim por diante;
  • médio prazo, para compromissos mais longos — como parcelas no cartão de crédito ou de algum empréstimo;
  • longo prazo — como sair do aluguel para pagar a casa própria.

4. Não tentar reduzir os gastos fixos

Já pensou se uma das suas metas for reduzir o total pago com aluguel? Mas aí você pode pensar: é impossível, porque esse é um gasto fixo! Só que ele pode deixar de ser, não é?

Se você paga um valor muito alto com esse ou outros gastos mais estáveis, uma boa pedida é buscar alternativas mais econômicas. Talvez, por exemplo, valha a pena mudar-se para um apartamento um pouco menor ou mais distante do centro da cidade; outra possibilidade é de manter apenas serviços de streaming em vez de pagar TV a cabo com vários canais aos quais você não assiste.

Aqui podem estar contempladas reduções de aluguel, internet, assinatura de jornais e revistas, telefone e TV a cabo. Revise periodicamente esses pagamentos e busque reduzir aqueles que usa menos!

5. Não ser prudente com o crédito

É importante analisar suas opções, descobrindo como e quando usar o crédito de forma saudável. Que tal não recorrer imediatamente ao cartão de crédito ao efetuar uma compra? Antes, veja se tem desconto à vista! Assim você economiza e ainda evita acumular uma nova parcela. E tenha muita atenção ao valor que virá na fatura, para não comprometer seu orçamento, ok?

Também tenha cautela antes de adquirir qualquer tipo de empréstimo. Se for comprar uma casa ou um carro, por exemplo, faça uma pesquisa detalhada entre bancos e compare com a aquisição de um consórcio, já que a diferença de taxas e do valor das parcelas pode ser gigante.

Além disso, nada de encarar aquele valor disponível na sua conta como um saldo extra para usar durante o mês! Os juros do cheque especial são altíssimos e calculados de acordo com os dias de uso desse recurso. Então, só lance mão dessa alternativa em emergências curtas, de no máximo 2 ou 3 dias — como cobrir um cheque logo antes de o salário entrar.

6. Não anotar todos os gatos

Esse ponto tem relação com o tópico 2, sobre não saber como controlar seus gastos diariamente. Ao efetuar uma nova compra, é sempre importante ter a disciplina de incluir o valor gasto o mais rápido possível na sua tabela de controle. Deixar para depois pode fazer com que aconteça algum esquecimento, ou você não lembre exatamente quanto foi gasto.

Com isso, na hora de colocar na ponta do lápis todas as despesas feitas, elas não refletirão seu padrão de consumo, o que é extremamente prejudicial por atrapalhar o seu controle de gastos. Isso também evita que pequenos gastos sejam ignorados e permite saber qual o peso deles no seu orçamento.

7. Não organizar as despesas

Os boletos parecem quem nunca param de chegar e atropelam você todo mês? Parte disso pode ser resultado de uma desorganização das despesas. Logo, da mesma forma que você anota os gastos do dia a dia, é necessário ter organizadas, de antemão, as contas previstas para o próximo mês.

Uma estratégia prática para essa ação envolve dividir as despesas sempre entre fixas e variáveis. As fixas são aquelas cujo valor é igual ou muda muito pouco mês a mês. Entre as principais despesas fixas estão o aluguel ou a parcela da casa, impostos, planos de saúde, entre outros.

Já as despesas variáveis mudam de acordo com seu padrão de consumo. Logo, elas podem ser reduzidas ou mesmo eliminadas. Como exemplo podemos citar as contas de água, luz, telefone e gastos com lazer, transporte e vestuário.

O ideal é sempre projetar quais serão as despesas do mês seguinte e, assim que o seu salário estiver disponível, pagá-las, principalmente as fixas. Isso evita que você esqueça de alguma e gaste o dinheiro com outra coisa.

8. Não saber para onde seu dinheiro está indo

Cada tipo de gasto do seu orçamento deve ocupar uma fatia determinada do dinheiro disponível. É normal, por exemplo, que mais de 50% dele seja comprometido com despesas fixas. De qualquer forma, é sempre importante ter noção de qual está sendo o destino de cada centavo ganho.

A partir disso, é possível identificar se determinado gasto está comprometendo demais seu salário e, com isso, tomar medidas para mudar essa situação até encontrar um equilíbrio. O objetivo é fazer com que todas as suas obrigações caibam no orçamento.

9. Não ter uma reserva financeira

Todo controle de gastos, por mais rigoroso e bem-feito que seja, pode sofrer o impacto de uma despesa inesperada ou de um imprevisto que comprometa a fonte de renda. Isso só reforça a necessidade da manutenção de uma reserva financeira.

Ela pode começar aos poucos, mas o ideal é que seja suficiente para suprir seu padrão vida por alguns meses. Para isso, inclua no seu controle de gastos uma fatia destinada exclusivamente a esse fim, como se fosse outra conta a ser paga. Comece com pouco (5%, por exemplo) e vá progredindo. Não se esqueça de escolher uma forma de investir esse dinheiro, tudo bem?

Esses hábitos são importantes para que você consiga economizar e aprenda a usar seu dinheiro de forma mais consciente. É fato: os benefícios logo aparecerão. Então, comece desde já a fazer seu controle de gastos e conquistar seus sonhos!

Você já viu que precisará realizar cortes no orçamento e não sabe como dar o primeiro passo? Confira o nosso artigo de por onde começar seu corte de gastos pessoais!

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