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Desvalorização do carro zero: o que acontece ao sair da concessionária?

Maio 2019

4 minutos de leitura

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Já ouviu dizer que a melhor marca de carros do mercado é o zero-quilômetro? De fato, é inexplicável a sensação de poder sentir o famoso cheirinho de carro novo, principalmente se ele foi conquistado com muito trabalho.

No entanto, é preciso considerar um fato importante nesse contexto: a desvalorização do carro zero. Infelizmente, os veículos costumam perder valor com uma rapidez impressionante, o que pode gerar prejuízo financeiro — em especial para aqueles consumidores que não têm a intenção de ficar com o mesmo modelo por muito tempo.

Este post vai tirar as suas dúvidas a respeito desse tema! Prepare-se para entender de uma vez por todas as diferenças entre um carro zero e um seminovo, aproveitando para compreender como funciona a depreciação dos veículos. Confira!

Por que a desvalorização do carro é tão grande?

Não tem jeito: um veículo novo começa a perder valor assim que sai da concessionária. Para você ter uma ideia, estima-se que, em média, 10% do valor seja perdido assim que a compra é realizada. Mas é possível ter um controle em relação a esse percentual, já que alguns fatores causam uma depreciação maior.

Basicamente, o valor diminui devido à expectativa de vida útil do veículo, visto que o governo determina um tempo para que eles possam funcionar de forma plena, se forem bem cuidados. A cada ano, portanto, o carro automaticamente sofre descontos no seu preço de mercado por conta dos desgastes causados pelo uso. Além disso, a perda de valor também acontece, claro, devido ao estado de conservação do automóvel.

Tudo isso contribui para a depreciação do veículo, que ocorre de forma mais acelerada nos 3 primeiros anos após a sua fabricação. O detalhe é que essa estimativa de 10% pode variar de acordo com a procura do consumidor pelo automóvel, já que os carros menos buscados sofrem uma desvalorização maior do que os modelos mais comercializados.

Qual é a diferença entre o carro zero e o seminovo?

Como mencionamos, um veículo novo perde em média 10% do seu valor assim que sai da concessionária. Mas diversos outros fatores interferem na desvalorização do automóvel, viu? É possível, por exemplo, contribuir para aumentar o tempo de vida útil do seu carro tomando cuidados em relação ao seu estado de conservação.

Carros com boas condições de uso, com pintura e estofados preservados e com poucas marcas e arranhões, certamente terão um valor de revenda maior do que aqueles automóveis mais danificados.

Além disso, a garantia do fabricante é outro fator relevante para a determinação do valor de revenda. Nesse caso, enquanto algumas marcas oferecem 2 anos de garantia, outras estendem esse benefício para 5 anos. Passado esse período, seja ele qual for, o carro se desvaloriza bastante.

Outros fatores, como cor e acessórios, também são determinantes para definir o valor de depreciação. Um veículo de cor tradicional, como preto, prata ou branco, tem mais mercado que carros de cores ousadas, como verde ou amarelo.

Como calcular a desvalorização?

Para descobrir quanto valor um veículo está perdendo à medida que o tempo passa, vários aspectos são levados em conta. Além disso, é normalmente utilizada como referência a tabela Fipe, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Essa fonte de consulta considera o preço médio de revenda de cada modelo de automóvel disponível no mercado.

No entanto, a avaliação sobre quanto vale um carro após ele ter saído da revenda passa pela avaliação de alguns quesitos. E o principal deles é o ano de fabricação. E isso funciona de forma bastante simples: quanto mais antigo, menos valerá.

Junto com a sua "idade", a quantidade de quilômetros que o carro já rodou também pesa na conta. E, assim como no caso do tempo, quanto maior a distância, maior será o impacto sobre o valor do veículo.

Outros pontos observados envolvem a conservação dos veículos. Ou seja, são avaliados os cuidados que o proprietário tomou ao longo dos anos para manter o bom estado do carro, tanto visualmente quanto em aspectos interiores — como o motor e demais componentes.

Nesse sentido, alterações bruscas podem comprometer essa avaliação e depreciar mais depressa o veículo. Por isso, pense várias vezes antes de pintar o automóvel com cores e temas muitos chamativos, ou incluir novas especificações no motor ou no chassi.

O que fazer para reduzir a velocidade dessa desvalorização?

Lutar contra a desvalorização de um veículo é uma tarefa complicada: como ressaltamos, a partir do instante em que ele ultrapassa a porta da concessionária, o tempo passar a agir, afetando o seu valor — e, por consequência, o bolso do proprietário. Ainda assim, existem algumas estratégias para minimizar esse efeito. Confira alguma delas a seguir!

Escolha modelos mais procurados

Na hora de efetuar a compra, prefira sempre os modelos mais populares. Quanto maior for a procura por um tipo de veículo, menor será a taxa de desvalorização que ele vai sofrer.

E o contrário também é válido: carros ou motos com baixa popularidade sofrerão uma desvalorização bem mais rápida.

Deixe a manutenção sempre em dia

A manutenção deve ser pensada não apenas para deixar o veículo em condições de rodar, mas também para manter o automóvel em bom estado de conservação, visando a preservação do seu valor sempre o mais perto possível do que ele tinha quando foi comprado.

Para isso, faça a manutenção nos locais indicados pela fabricante. Dessa forma, você vai ter a certeza de contar com o trabalho de profissionais capacitados para lidar com o seu modelo de carro e de ter à disposição sempre peças certificadas e originais. Além disso, levar o veículo na oficina autorizada evita que a garantia concedida pela fabricante seja perdida.

Seja cuidadoso

Uma dica óbvia, mas, ainda assim, importante: seja cuidadoso na condução do veículo. Batidas, amassados e riscos, ainda que reparados posteriormente, prejudicam a percepção do mercado sobre aquele automóvel e aceleram ainda mais o seu processo de desvalorização.

Dessa forma, o ideal é procurar sempre considerar todos esses elementos quando avaliar se vale a pena investir em um veículo seminovo ou em um carro zero. Analise seu momento de vida e veja o que é mais interessante de acordo com a sua necessidade, ou mesmo com o dinheiro que você tem disponível.

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