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    Dicas para avaliar uma administradora de consórcio

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    Uma opção que vem crescendo bastante para quem quer adquirir um imóvel ou um carro é o consórcio, sabia? Além de oferecer excelentes vantagens em relação aos financiamentos, por exemplo, esse tipo de operação é considerada bastante segura — especialmente por contar com a fiscalização do Banco Central.

    No entanto, antes de se decidir por aderir ao consórcio, você precisa tomar alguns cuidados, que vão desde o planejamento financeiro até a escolha de quem vai gerir o grupo de consorciados. E é justamente para falar sobre como avaliar uma administradora de consórcio que preparamos o post de hoje!

    Aqui vamos dar dicas sobre como verificar a reputação da empresa, o que checar antes de assinar o contrato e como se manter longe de possíveis golpes. Ficou interessado? Então continue lendo!

    Verifique o registro da empresa

    No Brasil, todas as empresas que desejam prestar o serviço de administração de consórcios devem receber a devida autorização do Banco Central. Além de ser o órgão responsável pelo credenciamento das administradoras, o BC também é responsável por fiscalizá-las de maneira constante, a fim de detectar problemas ou inconsistências que possam afetar os consumidores.

    No site do Banco Central é possível verificar, portanto, a lista de empresas que seguem suas obrigações legais e financeiras. No mesmo link também é possível encontrar um ranking das administradoras de acordo com as reclamações recebidas. Por fim, o mesmo site ainda oferece uma lista de quantos consorciados determinada empresa possui, dando uma boa medida de quem são as opções mais procuradas por quem deseja adquirir um bem ou contratar um serviço via consórcio.

    Pesquise sobre a administradora na internet

    Como mostramos no item anterior, o próprio Banco Central mantém um ranking de administradoras de consórcio que recebem o maior número de reclamações. No entanto, é possível ir além, investigando a reputação da empresa com a qual você pensa em fechar contrato em outras fontes de proteção ao consumidor.

    Um exemplo é o PROCON, que compila reclamações fundamentadas de acordo com o estado onde você mora. Em São Paulo, por exemplo, é possível consultar os dados referentes a cada cidade ou empresa pesquisada.

    Também é possível consultar organismos não governamentais. E o exemplo mais popular e bem-sucedido nesse quesito é o Reclame Aqui, alimentado por reclamações realizadas diretamente pelos consumidores. Tais reclamações são respondidas dentro da própria plataforma do site por profissionais responsáveis pelas empresas acionadas. Não custa nada fazer uma pesquisa rápida por lá para não se arrepender depois!

    Compare preços e taxas

    A regra básica para se adquirir qualquer bem ou serviço é, antes de mais nada, pesquisar seu leque de opções, comparando preços, taxas e formas de pagamento, certo? E quando o assunto é consórcio, esse passo também não pode ser ignorado. Por isso, vale a pena comparar o que cada uma das administradoras tem a oferecer.

    Em geral, uma administradora de consórcio pode cobrar 3 taxas diferentes, que obviamente devem entrar na sua conta: de adesão, de administração e de reserva.

    Taxa de adesão

    É o pagamento inicial feito juntamente com a assinatura do contrato. Em geral, esse valor corresponde a uma parcela da taxa de administração do consórcio.

    Taxa de administração

    É a quantia cobrada pela administradora para gerir o consórcio, pagar seus funcionários, lidar com questões burocráticas e, claro, ter sua parte de lucro. Esse valor é cobrado mensalmente, com as prestações do consórcio.

    Taxa de reserva

    É uma espécie de seguro do consórcio, taxa que pode ser cobrada ou não. É com ela que a administradora pode cobrir imprevistos, como a inadimplência de algum consorciado ou mesmo a desistência de um participante. O valor acumulado referente normalmente é rateado entre os consorciados ao fim do período do contrato.

    A Rodobens Consórcio não cobra taxas de adesão e de reserva.

    Entenda os reajustes

    Uma das principais vantagens do consórcio é a ausência de juros — dispositivo comum em financiamentos, por exemplo. Isso não significa, no entanto, que as parcelas do consórcio serão sempre fixas!

    Lembre-se de que há pressão sobre o preço de qualquer bem ao longo dos anos. Um apartamento de 2 quartos pode valer 150 mil reais hoje, mas, em 2 anos, o mesmo imóvel pode ser avaliado em 170 mil. Para evitar essas distorções, cada administradora pode estabelecer um índice de reajuste de acordo com a realidade do mercado. Considera-se, quase sempre, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para automóveis e o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) para imóveis.

    Leia o contrato com o máximo de atenção

    O contrato é o documento mais importante para garantir que todas as partes tenham ciência de seus deveres e direitos. Afinal, é após o aceite que você, de fato, se compromete em fazer parte de um consórcio. Isso sem contar que é a principal fonte da sua segurança jurídica!

    Está lembrado dos preços e das taxas do consórcio sobre os quais falamos anteriormente? Pois eles são discriminados no contrato. Mas também existem outros tópicos que merecem a sua atenção. São eles:

    Lances

    Os lances funcionam como maneiras de encurtar o caminho do consorciado até sua carta de crédito. Em linhas gerais, podemos dizer que eles são pagamentos adiantados das mensalidades, com o propósito de aumentar as probabilidades de contemplação. O contrato deve apontar se esse tipo de ação é possível e exatamente em quais condições.

    Em geral, são oferecidos 3 tipos de lances:

    1. Lance livre: qualquer consorciado pode dar lances a partir de 1% do valor da carta de crédito, com a maior proposta vencendo — o parâmetro não é o valor bruto, mas a porcentagem oferecida em relação às parcelas em aberto;

    2. Lance fixo: é definida uma porcentagem de 20%, 30% ou 50% para que os consorciados participem dos lances, realizando um sorteio entre eles para definir o contemplado da vez;

    3. Lance facilitado: aqui, o consorciado oferece parte do valor total da sua carta de crédito, sendo que a maior oferta leva. No entanto, o valor oferecido é descontado do valor do consórcio. Assim, se sua carta era de 100 mil reais e você ganhou um lance facilitado oferecendo 30% dela, você receberá o documento no valor de 70 mil.

    É importante entender quais lances sua administradora oferece e como eles podem ser realizados. Na Rodobens, por exemplo, é possível fazer uma proposta de forma on-line, sem comprometer a segurança do negócio. Além da comodidade, o consorciado ainda consegue propor um lance até poucos minutos antes da assembleia!

    Multas

    Atrasar mensalidades nunca é uma boa ideia, pois, além de prejudicar todo o andamento do consórcio, pode gerar a cobrança de multas. Em casos mais graves, aliás, o contrato pode até ser rescindido. Por isso, esteja atento quanto aos valores cobrados em relação a inadimplência e demais sanções que esse tipo de desvio pode acarretar.

    Consorciados

    O contrato do consórcio deve indicar quantas pessoas participarão dessa poupança conjunta. Isso é importante por um motivo simples e direto: quanto mais consorciados, maior a concorrência nos sorteios, mas maior também pode ser o número de contemplados no grupo. Além disso, um número grande de consorciados pode significar que uma única inadimplência, por exemplo, terá menor impacto no fundo de reservas total.

    Prazos

    O prazo mais importante é, claro, o de duração do consórcio — em quantos meses você deve cumprir o pagamento total da sua cota. Mas também existem outras datas a que você deve ficar atento, como em quanto tempo você terá a carta de crédito liberada ao ser contemplado e em quantos dias, após o fim do prazo do consórcio, receberá o reembolso do fundo de reserva — se for o caso.

    Tome cuidado com cartas contempladas

    A verdade é que não costuma ser difícil encontrar ofertas de cartas de crédito já contempladas por valores bem baixos. Mas aí vem o problema: esse é o principal foco de fraudes em consórcios. É preciso, portanto, ter cuidado redobrado com essas propostas.

    Em geral, as administradoras possuem regras bastante rígidas sobre a possibilidade ou não de venda de cotas, estabelecendo as formas certas para que a transação seja realizada. De toda forma, caso a empresa autorize esse tipo de negócio, a venda ainda precisa ser autorizada pelo Banco Central.

    Também é preciso levar em conta que as administradoras têm um protocolo rígido na liberação das cartas de crédito para garantir a segurança jurídica do processo. Isso envolve, por exemplo, uma análise de risco financeira e até a avaliação do bem a ser adquirido.

    Por fim, vale lembrar que uma carta contemplada não significa o fim do consórcio — afinal, é possível que o prêmio tenha sido recebido antes da quitação de todas as parcelas. Por isso, mesmo após receber sua carta de crédito, é preciso continuar honrando seus compromissos com a administradora e os demais consorciados!

    Conheça as parceiras da administradora

    Cada pessoa escolhe o consórcio de acordo com suas demandas e, muitas vezes, já sabe exatamente qual modelo de carro ou tipo de imóvel deseja adquirir com a carta de crédito. Alguns contratos já indicam inclusive quais bens podem ser comprados com a contemplação.

    Pensando nisso, vale a pena entender se a administradora de consórcio escolhida tem parceria com alguma montadora, imobiliária ou construtora. A resposta positiva é uma boa notícia, indicando que o consorciado pode optar por um produto dessas parceiras com condições ou preços mais vantajosos.

    Agora que você já sabe quais cuidados tomar para contratar uma administradora de consórcio, chegou a hora de preparar suas finanças para lidar com a compra do seu bem ou a contratação do serviço desejado! Descubra como ter disciplina financeira!

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