Entenda as diferenças entre os tipos de empréstimos

Julho 2017

5 minutos de leitura

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Quando as contas apertam, não tem jeito: você precisa de crédito. Talvez nem seja por causa das contas a pagar, mas sim para realizar um sonhofazer um investimentoresolver um imprevisto ou até para montar uma reserva de emergência. Nessas horas, pegar um empréstimo pode ser a saída.

O que não podemos esquecer é que, antes de mais nada, um empréstimo é uma dívida. Por isso, é preciso ter todo o cuidado do mundo, fazendo contas na ponta do lápis para escolher aquela opção que apresenta os menores juros e a melhor forma de pagamento.

Pensando justamente em ajudar nessa decisão, listamos aqui os principais tipos de empréstimosdisponíveis no mercado por aí. Vamos falar sobre as principais características, bem como sobre as vantagens e os riscos de cada opção. Confira!

Empréstimo pessoal

Esse é o tipo mais comum de empréstimo, aquele em que você entra em contato direto com o banco. Depois de a instituição financeira analisar sua documentação e definir o máximo que você pode tomar emprestado, o dinheiro estará em suas mãos. Depois de ter seu crédito aprovado, o dinheiro geralmente é liberado em até 24 horas. Nesse caso, não existe nenhuma restrição em relação à destinação do valor.

Qualquer pessoa pode fazer um empréstimo pessoal?

Na maioria dos bancos, o crédito pessoal é liberado para correntistas — ou seja: você precisa ter conta corrente e outros produtos bancários. Lembrando que algumas instituições exigem certo tempo de casa para liberar o empréstimo. Assim, se você for a um banco em que não tem conta procurando por crédito, pode ter uma certa dificuldade na liberação.

Quais são as maiores vantagens e desvantagens aqui?

As maiores vantagens dessa modalidade de crédito são a rapidez de liberação e a liberdade na destinação do dinheiro. Como grande desvantagem, porém, surge o valor dos juros. Exatamente por isso, o empréstimo pessoal só deve ser usado em emergências e, de preferência, se puder pagá-lo em poucos meses. Como o cálculo é feito a partir de juros compostos, quanto maior for o prazo para quitação, mais alto será o total.

Empréstimo consignado

O empréstimo consignado é bastante parecido com o crédito pessoal, pois disponibiliza o dinheiro na conta do cliente, para que o use como bem entender. Essa modalidade também é conhecida como empréstimo com desconto na folha, uma vez que as mensalidades são debitadas diretamente no contracheque do tomador.

O que o crédito consignado traz de positivo e negativo?

Como nesse caso a garantia de pagamento é maior, os juros são mais baixos que os do crédito pessoal. Um outro lado bom é que você não tem que se preocupar em pagar a parcela, que já é descontada automaticamente da folha. Diante de uma emergência, no entanto, não é possível optar por pagar a parcela depois do vencimento. Além disso, o crédito consignado está disponível apenas para um público restrito:

  • aposentados e pensionistas;
  • funcionários públicos federais;
  • funcionários de empresas com convênio junto ao banco.

Cheque especial

Podemos dizer que o cheque especial é um dinheiro extra que fica disponível na conta corrente de forma pré-aprovada. Assim: se você tem 500 reais na conta e seu limite do cheque especial é mil, o saldo disponível será de 1.500 reais!

Como exatamente isso funciona?

Você pode usar esse valor como quiser e os juros serão cobrados mensalmente, em uma data específica — geralmente no fim ou no começo do mês. Paga-se ainda o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Usando esse limite, sempre que algum valor é depositado na conta, o banco automaticamente considera como pagamento do saldo descoberto. Se você sacar novamente, há uma nova cobrança de juros e, claro, de imposto.

Vale a pena usar esse limite?

Como é de se esperar, tanta facilidade cobra um preço alto, que, nesse caso, vem em forma de taxas exorbitantes de juros — entre as mais caras do mercado, alcançando patamares superiores a 400% ao ano! Por isso, fazer saques desse limite pode acabar gerando uma dívida difícil de quitar e, consequentemente, uma dor de cabeça enorme.

Então como usar o cheque especial?

A forma mais inteligente de usar o cheque especial é reservando-o para emergências, de preferência só um dia para o outro. Imaginando que seu salário entre na conta no dia 5 e você tem um cheque para compensar dia 4, o crédito pode cobrir o pagamento, evitando a devolução do cheque. Assim, serão cobrados juros e imposto referentes apenas a um dia, proporcionais ao valor. Mas nada de pegar esse dinheiro como empréstimo, ok?

Limite rotativo do cartão

Sabe aqueles saques que você pode fazer em dinheiro no cartão de crédito? Pois esse é o limite rotativo, que, assim como o cheque especial, também atrai pela disponibilidade. A diferença aqui é que você pode parcelar a dívida. Mas, novamente, o problema está na taxa de juros, que é altíssima, podendo chegar a mais de 800% ao ano. Surreal, não acha?

Vale ressaltar que, se você paga o valor mínimo, o saldo devedor também é considerado crédito rotativo, com cobrança de juros idêntica. Por causar esse efeito bola de neve é que tanta gente já sofreu com dívidas no cartão de crédito. E é exatamente por isso que as regras para uso do pagamento mínimo foram alteradas pelo Banco Central (BACEN).

O que foi alterado pelas regras?

Há até muito pouco tempo, era possível pagar o valor mínimo por vários e vários meses, o que fazia a dívida ficar simplesmente gigantesca. Com as mudanças impostas pelo Banco Central, hoje só é possível usar esse recurso em um mês. Na fatura seguinte, todo o montante devido deve ser pago. Caso o contrário, ou você fica inadimplente ou tem que tentar um parcelamento junto à operadora.

Refinanciamento de imóvel

Nesse tipo de empréstimo, o cliente usa um imóvel quitado (em seu nome) como garantia de pagamento. É como se ele vendesse sua casa para si mesmo. Por existir uma garantia real (um bem), os juros são mais baratos. Assim, a diferença entre o valor tomado e o valor pago é menor, sem contar que é possível optar por prazos de pagamento mais elásticos — de até 10, 15 ou 20 anos.

Quais as desvantagens do refinanciamento?

A grande desvantagem dessa modalidade é que, assim como o financiamento de imóveis, o refinanciamento também é bastante burocrático, além de ter outros custos agregados, como taxa de vistoria do imóvel. Lembrando que ainda existe o risco de o cliente perder seu patrimônio para o banco se não conseguir quitar sua dívida.

Existe também o refinanciamento de veículos, que funciona de forma semelhante, mas apresenta taxas de juros um pouco mais altas e aplica prazos de pagamento bem menores.

Antecipação de pagamento

As instituições financeiras também oferecem a seus clientes a possibilidade de antecipar parte de alguns recebimentos — como o Imposto de Renda ou o 13º salário. Para tanto, o correntista deve indicar o banco na sua declaração ou receber seu salário em conta, respectivamente. E como a garantia de pagamento nesse caso é maior, os juros tendem a ser menores que os do crédito pessoal.

No entanto, é preciso ter planejamento, uma vez que futuramente você terá que abrir mão do dinheiro da restituição ou do 13º — e nós sabemos que esse extra é sempre de grande ajuda para o orçamento da família.

Agora que você já conhece os tipos de empréstimos, que tal conferir mais informações para garantir sua estabilidade financeira? Assine a nossa newsletter e receba materiais diretamente na sua caixa de entrada!

 

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