Quando vale a pena pagar a franquia de seguro?

Agosto 2017

4 minutos de leitura

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Ao se envolver em um sinistro que resulte em danos ao veículo (como uma colisão de trânsito), é natural que o primeiro pensamento de muitas pessoas seja recorrer imediatamente ao seguro auto. Aí bastaria pagar o valor da franquia estipulada em contrato para a seguradora se encarregar do reparo, certo? Mas será que vale a pena pagar a franquia de seguro auto em qualquer situação? Continue lendo este post para entender mais sobre o assunto!

Entenda o que é a franquia de seguro

A franquia de seguro nada mais é que o valor com que o segurado deve arcar em determinados tipos de sinistro para que a seguradora faça os reparos necessários. Na prática, essa participação obrigatória funciona como um recurso de segurança para as companhias de seguro, resguardando-as contra o mau uso do serviço.

Saiba quando a franquia deve ser paga

A necessidade de pagamento da franquia de seguro é um dos pontos que mais geram dúvidas nos segurados. Por isso, vamos entender agora em quais tipos de sinistro ela deve ou não ser paga!

Sinistro parcial

Em casos de sinistro parcial, quando os danos no veículo são inferiores a 75% do seu valor, o pagamento da franquia por parte de segurado é obrigatório. Essa situação pode ocorrer como resultado de colisões, causas naturais ou em casos de furto ou roubo em que o veículo é recuperado com avarias.

Sinistro integral

Quando o veículo é considerado irrecuperável ou seus danos superam 75% do seu valor, o segurado tem direito ao ressarcimento sem o pagamento da franquia. A mesma condição se aplica a casos de furto ou roubo em que o veículo não é recuperado.

Sinistros envolvendo terceiros

No caso de um acidente de trânsito causado pelo segurado com envolvimento de terceiros, o pagamento da franquia será necessário para que a seguradora arque com as demais despesas. É claro que, para isso, a apólice deve contemplar esse tipo de situação.

Conheça os tipos de sinistro

Antes de prosseguirmos para o cálculo do valor da franquia, vale a pena relembrar os principais tipos de sinistros em seguros auto — sempre ressaltando que a cobertura pode variar de acordo com o seu contrato.

Incêndio

A cobertura de incêndio está presente em praticamente todos os tipos de seguro auto, já que é considerada uma proteção básica. Ela envolve não apenas a perda total causada por explosões, mas também avarias causadas por fogo no veículo. Ela pode ser acompanhada, também, por um sinistro causado por raios.

Enchente

Veículos danificados pelas águas das chuvas, por transbordamentos e alagamentos podem ser configurados como um sinistro de enchente. Isso inclui tanto casos de carros que foram danificados enquanto trafegavam ou estavam estacionados, ainda que em garagens no subsolo.

Furto e roubo

Esse sinistro pode se referir tanto à subtração do veículo quanto de itens do seu interior, como rádios, aparelhos de DVDs, ou ainda de pneus e rodas. Esse tipo de sinistro também costuma ser incluído nos seguros mais básicos, da mesma forma que ocorre com a proteção contra incêndios.

Colisões

Via de regra, a proteção contra colisões não faz parte dos seguros mais básicos para veículos, mas está presente nos chamados seguros compreensivos. Ela cobre perdas apenas ao veículo do segurado e não nos de terceiros.

Existem diversos serviços de seguros que também cobrem sinistros diversos, como danos a terceiros, aos passageiros ou mesmo às cargas transportadas. A abertura de chamado nesses casos também pode gerar custos com a franquia que já devem estar previstas em contrato.

Descubra quando vale a pena pagar

O valor da franquia é estabelecido no contrato e leva em conta diversos fatores, como as características do veículo e o perfil do segurado e, portanto, não existe uma “calculadora de franquias”.

No entanto, o pagamento ocorre de forma similar em todos os casos. Veja: vamos supor que sua franquia seja de R$1.000,00. Caso o veículo precise de reparo após um incêndio com o custo total de R$3.000,00, a seguradora vai quitar R$2.000,00 e você, segurado, faz o pagamento dos R$1.000,00.

Portanto, antes de abrir um chamado de sinistro na sua seguradora, faça algumas considerações importantes para avaliar se esse é realmente o melhor negócio. Primeiramente, compare o custo da franquia com o valor do conserto necessário em uma oficina de confiança. Se o serviço puder ser feito por um valor menor que o da franquia, não vale a pena acionar a seguradora. A lógica é simples: só compensa abrir um chamado de sinistro se o valor do reparo for superior ao da franquia contratada.

Outro fator muito importante a ser considerado nessa hora é a classe de bônus. Muitos não sabem, mas as seguradoras classificam seus segurados de acordo com o número de ocorrências de solicitação para seus serviços. Dessa forma, quem não se envolve em nenhum tipo de sinistro, ou não aciona o seguro para qualquer ocorrência, pode receber descontos em suas apólices futuras.

Levando isso em consideração, muitos optam por arcar integralmente com o valor do reparo quando ele fica bem próximo ao valor da franquia. Afinal, o desconto nas próximas negociações pode ser muito mais atrativo do que a diferença a ser cobrada pelo seguro em determinados sinistros.

Veja como abrir e acompanhar o chamado de um sinistro

O chamado de sinistro é aberto por meio de um dos canais de atendimento da sua seguradora, sendo o telefone o mais utilizado. Antes de fazer a chamada, tenha o número da sua identidade e do seu CPF em mãos, bem como a identificação da apólice de seguros.

O atendente vai solicitar informações sobre a circunstâncias do sinistro e solicitar o envio de documentos que variam caso a caso. Em geral, são solicitados documentos de identificação do motorista/detentor da apólice (CPF, RG, carteira de habilitação e comprovante de endereço), documentos veiculares (como porte do veículo, documento de compra e venda) e Boletim de Ocorrência. Os arquivos podem ser digitalizados e enviados de uma única vez, por e-mail.

A seguradora vai manter o contato com o cliente por e-mail e pode solicitar ações adicionais, como uma conversa com os envolvidos em uma colisão. De qualquer forma, o segurado tem acesso ao andamento do seu processo por esse mesmo canal ou ainda pelo site da seguradora.

Agora que você já sabe em quais situações vale a pena pagar a franquia do seguro auto, que tal aprender também técnicas importantes para aumentar sua segurança no trânsito e minimizar os riscos de acidentes e infrações? Confira já nosso e-book sobre direção defensiva!

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