IGP-M e INCC: saiba mais sobre os índices e como eles impactam o ramo de imóveis

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Planejar uma vida a longo prazo, seja por conta própria ou ao construir uma família, geralmente começa pelo desejo de ter uma casa. Porém, a forma como você vai seguir esse caminho depende de uma série de fatores.

Valores, juros, projeções financeiras, turbulência no mercado… tudo isso entra em questão quando estamos nos preparando para um investimento para o futuro. Conhecer melhor as variáveis que trazem prós e contras para cada possibilidade ajuda a diminuir as incertezas e decidir pelo negócio certo.

E falando em imóveis, os índices IGP-M e INCC são os que mais influenciam o segmento. Para ajudar você a se organizar da melhor forma, preparamos este conteúdo completo, com todos os detalhes sobre o tema. Continue com a leitura!

O que é IGP-M?

IGP-M é a sigla para Índice Geral de Preços de Mercado, uma variação específica do Índice Geral de Preços (IGP) para compra e venda de bens e serviços (da matéria-prima até os produtos finais).

O monitoramento dessas flutuações de preço no mercado é compilado em uma totalidade, gerando um valor geral de inflação em determinados períodos de tempo. Todo tipo de produto ou serviço que está ligado direta ou indiretamente à vida dos brasileiros tem seu acompanhamento incluído, como:

  • itens alimentícios;
  • remédios;
  • matérias-primas e materiais de construção;
  • taxa de condomínio;
  • mensalidade de internet e outras assinaturas;
  • vestuário;
  • custos para transporte e educação, entre outros.

Ou seja, o IGP-M é um indicador geral da variação de custo de vida para o cidadão. E, por isso mesmo, ele acaba servindo de parâmetro para diversos cálculos de mercado, privado ou público.

O que é INCC?

Se o IGP-M é um índice mais geral de mercado, o INCC é voltado especificamente para a variação de preços dentro do ramo de imóveis. Sua sigla significa Índice Nacional de Custo de Construção.

Ele consiste em uma média do acompanhamento de flutuação de valor em todos os produtos e serviços que afetam diretamente os custos necessários para construir uma casa, prédio ou qualquer outro imóvel a ser comercializado.

Dentro de tantos elementos de controle, esses itens são classificados em três grandes categorias: estruturas, acabamentos e instalações. No geral, assim como o IGP-M, a compilação de todos eles gera um indicador único que mede a temperatura do mercado.

Existem, ainda, algumas variações dentro do índice. Por exemplo, o INCC-M leva em conta todo o mercado de construção civil, incluindo o que é produzido aqui e exportado. Já o INCC-DI é mais próximo da realidade de brasileiros, por se limitar à Disponibilidade Interna de produtos e serviços.

Quem define esses índices?

Tanto o IGP-M quanto o INCC são índices criados, monitorados e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) dentro da Fundação Getulio Vargas (FVG). O INCC é o mais antigo deles, sendo divulgado pela FGV desde 1950, enquanto o IGP-M começou a ser publicado em 1989.

A Fundação Getulio Vargas é um instituto de ensino superior focado em economia e gestão tanto pública quanto privada. Por isso, sempre foi uma referência no uso de índices de mercado para práticas econômicas e definição de preços em produtos e serviços.

Até hoje, é a principal fonte de indicadores levados em conta por todo o mercado e cujo cálculo afeta diretamente os brasileiros — desde as compras do mês até contratos de aluguel e financiamento de imóveis.

Como o IGP-M e o INCC são calculados?

É claro que nem todo mundo precisa saber a fundo como funciona o cálculo desses índices — basta acompanhar o indicador em si para ter uma ideia geral da flutuação de preços e impacto da inflação a curto e médio prazo.

Mesmo assim, para quem está pensando em fazer um investimento de longo prazo, como alugar um imóvel, financiar ou participar de um consórcio de imóveis, vale entender um pouco mais sobre como eles funcionam. Essa noção vai ajudar a projetar e antecipar tendências para decidir pela opção de mercado que faz mais sentido para você.

Portanto, a seguir, vamos analisar como é feito o cálculo de cada um desses índices.

Cálculo do IGP-M

O cálculo do IGP-M é feito com base em dados de pesquisa de preços de mercado realizados pela FGV em períodos fixos dentro de um mês e com metodologia fixa, para evitar fatores sazonais que criem variáveis desnecessárias no cálculo.

A partir desses valores, o índice é publicado mensalmente em uma porcentagem de variação que compreende o espaço de tempo entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual.

Além de um indicador mensal, o instituto também acompanha o chamado IGP-M acumulado, que é a taxa ponderada da combinação de diversos meses para o período de um ano ou mais.

Nesse caso, o cálculo é feito como juros compostos, multiplicando a porcentagem em meses subsequentes. Por exemplo: em março de 2021, o índice ficou em 2,94%. Já em abril, 1,51%. Fazendo a multiplicação de 1,0294 por 1,0151, chegamos ao acumulado no bimestre de 1,0449, ou seja, 4,49%.

Essa conta é importante principalmente para a variação anual do IGP-M, que conta muito para quem está procurando imóveis — vamos falar mais sobre isso em breve.

Cálculo do INCC

O INCC tem uma forma de cálculo muito similar ao IGP-M, com método e prazos fixos de pesquisa de mercado feita pela IBRE dentro da Fundação Getulio Vargas.

A diferença principal é que existem diversas modalidades desse mesmo índice. Veja quais são:

  • INCC-DI, que compreende o período do primeiro ao último dia do mês;
  • INCC-M, período entre dia 21 e dia 20 do IGP-M;
  • INCC-10, entre o décimo primeiro dia do mês anterior e o décimo do mês atual.

Então, é possível para construtores civis, corretores e clientes analisar a variação nos custos de produtos, serviços e mão de obra em períodos fixos. Assim como o IGP-M acumulado, a média pode ser calculada também para definir o quanto essa flutuação impactou a construção nos últimos 12 meses, servindo de parâmetro para cálculos de reajustes. 

De que maneiras esses índices impactam o mercado de imóveis?

Depois de cobrirmos bem todas as questões sobre o objetivo e a forma de cálculo dos índices, já temos a base para conversar sobre o foco de nossa discussão: como eles impactam a sua decisão ao investir em um imóvel.

Em termos gerais, ambos afetam essa pesquisa, já que estão diretamente ligados ao poder de compra do brasileiro e à perspectiva de inflação futura. Porém, cada um deles tem um impacto direto em modelos diferentes de aquisição de um imóvel. Veja como se dá essa relação.

Impacto dos índices nos aluguéis

Além de fazer parte do próprio cálculo do IGP-M, o preço de mercado para aluguéis de imóveis é calculado e reajustado ao longo do tempo com uma reação direta a esse índice. Tanto é assim que o indicador é popularmente conhecido como o índice do aluguel.

Por isso, vemos variações maiores nos reajustes de contratos ao longo dos anos. Como o custo nesse caso é ligado à inflação de todos os produtos em geral no mercado, fatores diversos, como políticos e socioeconômicos, têm forte impacto no que você paga todo mês.

Impacto dos índices na compra de imóveis

Já o índice INCC é um pouco mais estável e previsível, já que se limita aos custos de um segmento específico do mercado: a construção civil. Como são gastos diretos com a finalidade de venda de um imóvel, fazem mais sentido para o reajuste de compras.

É por isso que, em muitos casos, é mais interessante entrar em um consórcio atrelado ao INCC do que viver de aluguel atrelado ao IGP-M. Os custos iniciais geralmente são semelhantes, mas, ao longo do tempo, a estabilidade do Índice Nacional de Custo de Construção vale até o pagamento das mensalidades maiores. Assim, no fim das contas, você não só encaixa o valor mensal no seu orçamento, como também conquista a posse do imóvel.

Qual é a atuação da Rodobens nesse cenário?

Você sabia que, além de fazer consórcio de carro, é possível também participar de consórcios para a compra de imóveis? A Rodobens conta com um programa de referência no mercado brasileiro para a aquisição de crédito sem pesar no bolso de quem planeja o futuro próprio e da família.

E o grande diferencial da empresa está exatamente em investir nesse futuro. Por isso, além dos planos de consórcio imobiliário, temos especialistas preparados para guiar essa importante decisão, mostrando com clareza e transparência índices, taxas e projeções para que você saiba exatamente no que está entrando.

Com esse suporte e ampla expertise, conseguimos encontrar juntos o plano ideal de consórcio para você rumo ao objetivo da casa própria. 

Agora, após a leitura deste conteúdo, você já está preparado para dar seus primeiros passos nesse caminho. Afinal, conhecer melhor o IGP-M e o INCC e suas implicações no mercado imobiliário é o pontapé inicial para tomar decisões bem fundamentadas, que podem terminar com a aquisição do seu imóvel.

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