Depois de muito buscar, conhecer diversos modelos e pesquisar as melhores opções de pagamento, você finalmente pega seu carro novo. Mas já parou para pensar nos tributos pagos ao adquirir um automóvel novo? Afinal, assim como qualquer outro produto, os carros também são taxados pelo governo. A pergunta que fica aí é: enfim, quais são os impostos de veículos?

    Acompanhe agora mesmo nosso post para conhecer o que está embutido no valor dos veículos que saem da concessionária!

    Quais são os impostos de veículos?

    Pode ser difícil não se perder em meio a essa verdadeira sopa de letrinhas que forma os impostos no Brasil, mas, pensando especificamente na aquisição de veículos, as principais taxas cobradas são: ICMS, IPI, COFINS e PIS, além do IPVA, seguro e licenciamento.

    Para facilitar, descrevemos cada uma dessas taxas, sempre lembrando que, devido à variação presente em cada estado, as alíquotas citadas aqui são as fixadas em São Paulo. Então vale ficar atento para ver se onde você mora é igual, cobrando-se os mesmos valores, ok?

    Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

    É responsável pela maior mordida no preço do automóvel. É estadual, não tem destinação específica e, em São Paulo, a alíquota é de 12% — mas alguns estados cobram menos que isso.

    Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

    É um imposto federal, também sem destinação específica, cuja alíquota varia de acordo com a potência do motor. É de 2% para motores 1.0 e de 8% para motores até 2.0, desde que sejam do tipo flex. Para carros importados, a taxa oscila entre 32% e 38%.

    Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)

    Também é um tributo federal e cobra uma taxa de 7,6% sobre o preço final de veículo. É usado para financiar o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que paga aposentadorias, pensões e seguros-desemprego.

    Programa de Integração Social (PIS)

    Outro imposto federal, dessa vez destinado ao pagamento de abonos a trabalhadores que recebem salário mínimo. A alíquota é a menor de todas, ficando em 1,65%.

    IPVA, DPVAT e licenciamento

    Além dos impostos na hora da compra, o proprietário ainda precisará arcar com alguns tributos pagos anualmente. É o caso do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cuja alíquota em São Paulo é de 4%. Soma-se a isso o seguro obrigatório DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), que, em 2018, custará pouco menos de 42 reais, além do licenciamento, que obriga o motorista a desembolsar quantias diferentes de acordo com o estado.

    Qual o impacto no valor dos veículos?

    Diante dessa infinidade de taxas e da diferença nas alíquotas, é difícil calcular com exatidão o preço de um carro sem os impostos. Mas iniciativas como o Dia sem Impostos permitem ter noção de como seria adquirir um veículo sem tributos. Dessa forma, um modelo cujo preço é 52.290 reais sairia por 37.319, indicando que as taxas representam 14.970 reais, valor equivalente a 28% do preço do automóvel.

    Alguém pode ter isenção?

    As pessoas com deficiência podem contar com isenções na hora de adquirir um carro novo. O deficiente físico que é condutor de veículos pode ser desobrigado a pagar ICMS, IPI e IPVA. Já deficientes físicos que não são motoristas têm direito a desconto no IPI. O processo para ter acesso aos descontos é longo, exige exames médicos e a entrega da documentação pertinente.

    No fim das contas, é simplesmente impossível contornar o pagamento desses tributos na hora de comprar um carro novo. Mas nem por isso você deve ignorar que esses impostos de veículos efetivamente existem para entender como eles impactam no valor final do automóvel desejado!

    E agora que você já está a par da formação dos preços, que tal conhecer algumas dicas sobre como juntar dinheiro para fazer o consórcio de um carro? Confira este nosso outro post!