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Desvendamos 5 mitos sobre mecânica de caminhão. Confira!

outubro 2019

2 minutos de leitura

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Quem é dono de veículo pesado procura tomar todos os cuidados possíveis para economizar ou para que ele fique longe da oficina devido a quebras. Não é verdade? Por isso, quando o assunto é a mecânica de caminhão, cada motorista tem uma recomendação a fazer.

Mas você já pensou que muitas dessas dicas não são mais do que mitos e não têm efeito prático algum, inclusive podendo prejudicar os componentes do veículo ou aumentar os gastos?

Para ajudar você a não cair em furadas, listamos e explicamos 5 mitos neste post. Confira!

1. O ponto morto ajuda a economizar combustível

Com o preço nas alturas, todo esforço para economizar combustível é válido. Contudo, não é guiando o caminhão no ponto morto que isso será alcançado. Na verdade, acontece exatamente o contrário: o consumo aumenta.

Ao perceber que o caminhão está no ponto morto, a injeção eletrônica libera mais combustível, de modo que o motor continue girando. Além disso, descer na chamada "banguela" faz com os freios fiquem sobrecarregados, diminuindo sua durabilidade e colocando em risco a segurança do motorista.

Na hora de descer ladeiras, o ideal é fazer isso com o motor engatado em uma marcha mais baixa. Assim, a inércia fará com que o motor continue girando e, então, a injeção eletrônica interromperá o fluxo de combustível.

2. O motor precisa ser aquecido por 15 minutos

A injeção eletrônica também torna dispensável o hábito de ter que aquecer o motor por alguns minutos antes de pegar a estrada. Além disso, outros componentes que dependem do aquecimento para funcionar plenamente só alcançam esse ponto com o caminhão rodando, como é o caso dos eixos, dos freios, dos rolamentos e da embreagem.

Esse hábito também pode causar a impressão que as partes do veículo já atingiram a temperatura adequada e fazer com que o motorista force o caminhão logo de cara, podendo causar danos.

3. A válvula termostática é inútil

A válvula termostática regula a circulação do líquido do sistema de arrefecimento entre o motor e o radiador. Se o motor está frio, a válvula se fecha e o líquido circula apenas dentro do motor. A partir de determinada temperatura, ela se abre e faz com que o líquido chegue ao radiador, auxiliando no resfriamento.

O problema é, que por muitas décadas, a válvula termostática era uma peça problemática, que dava problemas constantes, o que faz com que, até hoje, muitos motoristas a retirem. Felizmente, esse tipo de componente foi aperfeiçoado e dificilmente apresenta defeitos. Remover a válvula apenas dificulta que o motor atinja a temperatura ideal.

4. O óleo previne a corrosão do chassi

Após lavar o caminhão, alguns motoristas borrifam óleo, mais especificamente de mamona, na carroceria, na expectativa de que ele previna a corrosão. Porém, além de não evitar esse processo, o óleo faz com que diversos tipos de sujeira grudem no veículo, dificultando futuras limpezas. Se aplicados sobre borrachas, o óleo as resseca, fazendo com que rachem mais rápido.

5. O aditivo do radiador pode ser dispensado

O aditivo acrescentado à água do radiador serve para que o ponto de congelamento do líquido seja reduzido e a temperatura de ebulição seja elevada. Essa substância também evita que partes do motor sofram corrosão pela passagem da água.

Diante disso, dispensar o aditivo não é uma boa ideia nunca. Sem ele, a água pode congelar em temperaturas baixas e superaquecer em dias quentes. Já o motor tem sua durabilidade reduzida em decorrência da corrosão causada pela água.

Cuidar da mecânica de caminhão para rodar sem sustos é muito importante. Por isso, desconfie dos principais mitos sobre esse assunto e evite dores de cabeça e gastos desnecessários com manutenção.

Tem algum mito da lista que você costuma fazer? Ou outro que vale a pena mencionar? Deixe nos comentários!

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