[Infográfico] 8 mitos e verdades sobre mecânica de caminhão

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Para evitar despesas desnecessárias com manutenção ou falhas, é importante conhecer a mecânica de caminhão. Afinal, o veículo é o seu instrumento de trabalho e deve funcionar sempre na melhor condição possível.

É importante entender que alguns hábitos ultrapassados não condizem, exatamente, com a realidade automotiva atual. Muitas sugestões não fazem sentido e, pior, comprometem a segurança nas estradas.

Por isso, vamos esclarecer, neste artigo, os principais mitos e verdades sobre a mecânica de caminhão. Continue a leitura e confira!

Engenharia automotiva e mecânica de caminhão

Em primeiro lugar, é importante entender que, nos últimos anos, o setor automotivo passou por grandes transformações. Em função da necessidade de reduzir a poluição do ar, especialmente nas grandes cidades, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) estabeleceu limites rígidos de emissões para os novos veículos.

Com isso, além de mudanças na especificação dos combustíveis (como a redução do teor de enxofre), a indústria passou a desenvolver modelos com maior eficiência energética. Logo, eles consomem menos diesel e, consequentemente, emitem menor quantidade de poluentes na atmosfera. 

No entanto, não foi só isso que mudou. Os veículos com tecnologia mais moderna têm uma eletrônica robusta, com sistemas de autodiagnóstico, injeção eletrônica, pós-tratamento de gases, entre outras.

Ainda que parte da frota seja antiga, é importante conhecer as novidades do mercado, para garantir um bom nível de desenvolvimento dos veículos. Isso nos leva ao próximo tópico!

Mecânica-de-caminhão

8 dúvidas comuns sobre mecânica de caminhão

Chegou a hora de, enfim, desvendarmos os principais mitos sobre o tema. Vamos lá?

1. O uso de freio motor causa prejuízos ao veículo?

Mito. Seu uso, na verdade, até contribui para preservar as condições mecânicas do caminhão. Para entender melhor, é preciso saber que o freio motor é o que promove a desaceleração, permitindo que o motorista reduza a velocidade com o pedal de freio e controle de marchas. Todos os veículos, inclusive leves, têm esse sistema. 

Em veículos pesados, existem componentes auxiliares para reduzir o risco de acidentes, sobretudo em trechos com longos declives. Normalmente, o acionamento é feito por um dispositivo no painel, embora cada montadora tenha sua tecnologia própria. 

Assim, ao usar o freio motor, o esforço para a redução da velocidade é amenizado pelo atrito dos pneus com a estrada, o que distribui melhor a pressão e evita o desgaste de peças. Em outras palavras, a tecnologia eleva a vida útil de componentes como pastilhas de freio, tambores e lona.

2. Descer no ponto morto e desligar o caminhão no trânsito economiza combustível?

Mito. A ideia é, aliás, um dos principais e mais graves erros cometidos pelos motoristas. A chamada “descida na banguela”, ou desengatada, aumenta o risco de acidentes como colisões ou tombamentos. Além disso, não há economia de combustível.

A razão disso é o sistema de injeção eletrônica, que, ao estar desengatado, entende que precisa injetar mais combustível para manter o giro do motor. Por outro lado, quando o veículo está engrenado, mas sem aceleração, os bicos injetores reduzem o consumo de diesel.

Mesmo se o caminhão não estiver em uma descida, mas sim em um congestionamento, por exemplo, ligar e desligar o motor não é recomendável. Além de não trazer economia de combustível, pode causar danos à bateria, que tem vida útil limitada.

3. É preciso aquecer o motor antes de iniciar uma viagem?

Em termos. Na verdade, isso depende muito da idade do caminhão. Veículos antigos, sem injeção eletrônica, realmente podem ter melhor desempenho com o motor aquecido. Com isso, a circulação dos fluidos pelo motor é maior, o que garante mais eficiência.

Porém, a regra só vale para veículos sem sistema de injeção eletrônica. O aquecimento do motor antes da viagem é desnecessário, e a qualidade dos lubrificantes atuais é muito melhor, o que contribui para a redução de atritos entre as peças. Hoje, basta ligar o motor por cerca de dois minutos antes da partida, para encher os freios de ar. 

4. O aditivo do radiador é realmente dispensável?

Mito. O aditivo contribui para aumentar a vida útil das peças, pois controla melhor os pontos de congelamento e de fervura, além de ter propriedades anticorrosivas.

5. O Arla-32 pode ser substituído por água ou outras misturas?

Mito. Os caminhões mais modernos, fabricados a partir de 2012, têm um sistema de pós-tratamento para reduzir as emissões poluentes. Para tanto, os veículos têm um tanque no qual deve ser adicionado o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla-32), que é uma substância química, à base de ureia. Ela reage com os gases tóxicos do escapamento.

Para tentar economizar, alguns motoristas deixam de usar o produto ou recorrem a soluções caseiras, como misturas de água e ureia, ou a fraudes, como o uso de um chip para burlar o sistema. Isso, além de danificar o catalisador, é considerado crime ambiental. Nas rodovias, a fiscalização é feita pela Polícia Rodoviária Federal.

6. Tanto faz usar o diesel S10 ou o S500?

Depende. Os veículos fabricados a partir de 2012, com a tecnologia conhecida como Euro V, devem prioritariamente optar pelo S10 (com 10 partículas por milhão de enxofre), sob risco de perderem a garantia e danificarem componentes do motor e catalisador. 

Veículos com tecnologia anterior podem utilizar o S500, embora, com isso, poluam mais. 

7. O biodiesel pode causar entupimentos nos bicos injetores?

Verdade. O biocombustível, que, no Brasil, é fabricado principalmente a partir de matérias-primas como soja e sebo bovino, tem características higroscópicas (ou seja, absorve água) e baixa durabilidade. 

Assim, se o veículo permanecer parado com o combustível no tanque por muito tempo, ou estiver em áreas com alta umidade, o produto pode se deteriorar e formar borras e depósitos. No Brasil, a mistura do produto ao diesel fóssil é obrigatória. Por isso, a alternativa é manter os procedimentos de manutenção em dia.

8. Os pneus devem ser calibrados frios?

Verdade. O ideal é calibrá-los entre 20°C e 22°C. Neste caso seria uma temperatura ambiente, antes de rodar com o veículo, por exemplo, no horário da manhã. A razão disso é que, quando aquecidos, a pressão interna é maior, o que prejudica a calibragem correta. 

A importância da manutenção preventiva

Além de ter atenção aos riscos que podem comprometer o desempenho e causar desgaste de peças, é fundamental fazer a manutenção preventiva periodicamente. Isso permite identificar problemas antes que causem danos. Conhecer o básico de mecânica também é importante para minimizar riscos e preservar o investimento realizado na compra do caminhão.

Agora você já sabe quais ideias são um mito quando falamos de mecânica de caminhão, pode pegar a estrada com maior tranquilidade e segurança.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a visita em nossa página e aprenda a identificar problemas no amortecedor, um dos componentes mais importantes para garantir a estabilidade do veículo!

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