O passo a passo do planejamento financeiro para consórcio

Agosto 2016

8 minutos de leitura

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Você já pensou, pesou os prós e os contras, avaliou todos os detalhes e resolveu que quer entrar em um consórcio? Ótimo! Mas você talvez ainda precise dar atenção a um ponto muito importante: seu planejamento financeiro! Fazer parte de um consórcio significa assumir um compromisso de médio ou longo prazo. Portanto, essa escolha exige uma boa dose de disciplina e, claro, uma cuidadosa preparação.

Se você quer saber como organizar suas finanças para ingressar em um grupo de consórcio, confira agora mesmo o passo a passo!

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Escolhendo o melhor consórcio

O primeiro passo começa na escolha: avalie qual é o plano que se encaixa nas suas necessidades e condições financeiras. Pergunte-se:

  • O valor da carta de crédito é suficiente para o bem que pretendo obter?
  • Esse valor não é alto demais e poderia dar lugar a uma opção mais econômica?
  • As parcelas mensais cabem no meu orçamento, sem aperto?

Por mais que essa seja uma avaliação inicial, já é muito eficiente. Você, claro, sabe quanto ganha e deve ter ideia sobre o que se encaixa nos seus padrões. Escolha um bom carro, que atenda às suas necessidades, em vez de escolher um veículo caríssimo.

Se ficar inseguro sobre sua capacidade de pagamento, lembre-se de que você sempre pode adquirir um consórcio mais barato e guardar algum dinheiro. Assim, quando for contemplado, pode comprar um bem de valor mais alto, completando a diferença com o que economizou.

E o contrário também pode ser feito: você recebe sua carta de crédito e, caso esteja apertado financeiramente, pode escolher um prêmio com valor inferior e usa a diferença para quitar as parcelas restantes.

E, por último, cabe lembrar ainda que, nos consórcios de imóveis residenciais, é possível usar o FGTS para uma das opções abaixo:

  • quitar ou reduzir o saldo devedor;
  • completar o valor do bem;
  • dar um lance para obter sua carta de crédito.

Avaliando sua capacidade de pagamento

Você tem uma ideia do consórcio mais adequado ao que você quer, certo? Então, agora é o momento de ter certeza sobre a sua capacidade de pagamento. Seu planejamento financeiro precisa contemplar os prós e os contras da aquisição. Dessa forma, veja até que ponto pode se comprometer com as parcelas do consórcio.

O ideal é que você evite comprometer mais do que 30% da sua renda familiar — que inclui os seus próprios rendimentos e os de outros membros da família que também recebam qualquer remuneração, ok? — com as prestações do consórcio. Consequentemente, os outros 70% devem ser destinados às suas despesas normais. O importante é que o orçamento da família não fique muito pesado, a fim de garantir o bem-estar e a saúde financeira de todos. 

Esse planejamento tão preciso é importante por mais um motivo: existe uma avaliação feita pela administradora do consórcio na hora da concessão da carta de crédito, que vale para todos os membros e visa garantir a adimplência de todos no grupo. Caso as parcelas do consórcio comprometam uma parte muito grande da sua renda familiar, é possível que seja pedida uma garantia extra, como um fiador, por exemplo. Portanto, é importante que você mantenha o foco nesse limite, evitando extrapolá-lo.

Considerando os possíveis imprevistos

Digamos que você achou o consórcio que sempre quis e viu que as parcelas cabem no seu bolso, mas tudo fica bem apertadinho, sem espaço para nenhum gasto extra. Bom, muito provavelmente você não tem uma bola de cristal para saber como vai ser o futuro, certo? Então, a melhor solução é se precaver contra imprevistos.

Sempre surgem gastos extras, que podem ser necessários, mas que não foram planejados e acabam bagunçando o orçamento e gerando consequências desagradáveis. Para evitar isso, o ideal é se antecipar! Inclua, no seu planejamento financeiro, uma margem extra para gastos eventuais e urgentes. Isso se chama “reserva de segurança” e cobre, por exemplo:

  • emergências médicas;
  • franquias de seguros de vida, residencial ou de veículos;
  • multas de trânsito;
  • consertos de eletrodomésticos, etc.

Você deve manter um fundo de reserva que pode ser usado para pagar por essas despesas inesperadas. Ele precisa estar incluído nos seus gastos mensais, como se fosse uma parcela que você não pode atrasar. Separe um valor que corresponda a algo entre 5% e 15% da sua renda para esse fim, guardando-o em uma poupança ou outro investimento que tenha bastante liquidez.

Definindo o tempo de pagamento

Esse é outro ponto importante a ser considerado. Os prazos de consórcio podem variar bastante e você precisa avaliar até quando consegue sustentar esse compromisso que assumiu. Consórcios imobiliários, por exemplo, podem durar até 15 anos. Assim, o ideal é se programar, levando em conta todo esse tempo na hora de planejar suas finanças.

Uma dica é: sempre que possível, dê preferência a consórcios com prazo menor. Não há cobrança de juros, como nos empréstimos e financiamentos, e o prazo maior não deixa seu consórcio mais caro. Mas a questão é que, com o decorrer dos anos, muita coisa pode acontecer e alterar a estrutura financeira da família, certo? Assim, quanto mais cedo seu consórcio terminar, melhor!

Você também pode diminuir esse tempo de pagamento por conta própria. Sempre que puder pagar um valor mais alto, em um mês que receber um dinheiro extra, ou utilizando o 13º salário, por exemplo, antecipe parcelas e reduza seu saldo devedor ou guarde esse valor para dar um bom lance!

Cortando gastos para investir

Um outro ponto importante é que talvez você precise cortar alguns gastos para poder investir tranquilamente em seu consórcio. Que tal eliminar, de uma vez por todas, os custos supérfluos para o bem da sua economia doméstica? Pense duas vezes antes de comprar produtos ou serviços fora da sua rotina, por exemplo:

  • roupas e sapatos da última estação;
  • novos móveis ou eletrodomésticos;
  • saídas para jantar ou almoçar ;
  • idas a bares caros para se divertir com amigos, etc.

Não pense que abrir mão desses gastos é uma coisa negativa, nem cogite desistir do seu consórcio por isso! Na verdade, essa é uma forma de repensar a sua rotina, se organizando, poupando e estabelecendo prioridades na sua vida.

Gastar como dá vontade é bom, mas isso pode ser negativo, se você não conseguir construir um patrimônio porque está direcionando todo seu dinheiro para prazeres imediatos! É esse o caso? Então, aprender a poupar e repensar suas finanças é mais do que necessário.

Preparando seu planejamento mensal

Vamos reunir tudo isso em informações organizadas? Tome nota (em um caderno, planilha ou aplicativo) do que se segue:

  • sua renda mensal (e da família);
  • suas contas mensais (como água, luz, aluguel, etc.);
  • as parcelas que está pagando (mensalidades, crediários, cartão de crédito);
  • a mensalidade do consórcio que pretende adquirir;
  • a reserva para emergências e imprevistos.

Some todas as saídas — que são as suas obrigações — e veja se elas estão menores que sua renda. Se forem maiores, reveja seus gastos, foque no que é supérfluo e faça cortes inteligentes na sua rotina. O ideal é que você se planeje e faça o acompanhamento das despesas para garantir que está seguindo o que foi projetado, ok?

Utilizando as ferramentas certas

Uma ideia inteligente é usar ferramentas voltadas para o planejamento financeiro. Se você for realmente uma pessoa muito organizada e boa com cálculos, pode até usar lápis e borracha. Mas o ideal mesmo é se planejar utilizando planilhas ou aplicativos próprios para se organizar financeiramente. Eles são mais precisos e ajudam a controlar melhor e programar seus gastos de um jeito mais seguro e organizado.

Existem diversas alternativas que você pode usar. Algumas delas são gratuitas e outras, pagas. Mas são muitas opções, e o ideal é que você faça uma pesquisa e teste alguns apps para ver com qual deles tem mais afinidade. Além da vantagem de minimizar a possibilidade de erros, ainda tem o bônus de que você pode instalar seu aplicativo favorito no seu iOS ou Android e levar aonde for, registrando as despesas na hora que acontecem. Isso ainda deixa menos espaço para esquecer de anotar isso ou aquilo, além de ajudar a repensar determinados gastos.

Planejando possíveis lances

Tudo pronto! Você agora tem o controle total sobre suas finanças e pode contratar seu consórcio. Agora, é hora de pensar nos lances. Eles trazem dois benefícios principais:

  • você pode antecipar o recebimento do seu bem. Para isso, não é necessário esperar todo o prazo do consórcio, é possível realizar mais rápido o sonho que tanto almeja;
  • é possível reduzir o saldo devedor. O lance é uma forma de antecipar parcelas e, assim, você adianta os pagamentos do seu consórcio.

Aproveite cada entrada de dinheiro extra, que não estava prevista no seu planejamento, como décimo terceiro, participação nos lucros da empresa ou o 1/3 a mais que recebe nas férias. Caso não seja suficiente para dar um lance, você pode guardar em uma poupança separada e ir juntando cada vez mais, até chegar ao valor ideal.

Preparando-se para a contemplação

Lembre-se de que, quando você finalmente receber sua carta de crédito, sua rotina vai mudar. Fez o consórcio de um carro? Agora, deve se preocupar com gastos extras, como:

  • combustível;
  • manutenção;
  • seguro e IPVA;
  • limpeza periódica, etc.

Faça um cálculo aproximado do custo que vai ter e tente, desde já, deixar uma parte do seu dinheiro voltada para essas despesas. Assim, você não passa por dificuldades de adaptação depois da contemplação.

Entendendo o prejuízo da inadimplência

Tenha o máximo de disciplina tanto no planejamento financeiro como no pagamento do seu consórcio, ok? Não tome atitudes precipitadas, que possam afetar seu equilíbrio financeiro. Depois de tanto esforço, se você deixar de pagar as parcelas, pode ficar inadimplente e ter vários prejuízos, correndo inclusive o risco de perder o bem que, a tanto custo, conquistou. E ninguém quer isso, certo?

Portanto, sua prioridade máxima é organizar e manter suas finanças em dia, sem nunca errar a mão na utilização do cartão de crédito, de empréstimo ou cheque especial, que têm juros são muito altos e podem se tornar uma bola de neve difícil de controlar, caso haja atraso no pagamento.

Agora, você tem o passo a passo para fazer um planejamento financeiro de sucesso e realizar todos os sus sonhos! Para receber sempre novas dicas que vão ajudar a organizar suas finanças, curta nossa página no Facebook e acompanhe todas as nossas publicações!


 

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