Conheça 10 opções de investimentos para universitários

Maio 2017

7 minutos de leitura

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Você já deve ter ouvido dizerem por aí que o melhor é começar a poupar e a investir dinheiro desde cedo, não é? Afinal de contas, a construção de um patrimônio é uma tarefa de longo prazo. Por isso, cada vez mais jovens têm começado a fazer investimentos já durante a faculdade.

É preciso lembrar que o universitário tem que dividir seus ganhos entre o estudo e o investimento na carreira, além de começar a lidar com outros custos — como alimentação, transporte e até mesmo moradia. Mas é também durante a faculdade que o jovem normalmente recebe os primeiros rendimentos, seja com um estágio ou um emprego. Mesmo conseguindo conciliar tudo isso, como saber onde exatamente investir?

Neste post, vamos mostrar 10 formas de fazer com que esses pequenos ganhos se multipliquem ao escolher os melhores investimentos para jovens. Curioso? Então confira!

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1. Caderneta de poupança

A forma de investimento mais tradicional entre os brasileiros é a caderneta de poupança, que também pode ser uma boa opção para os universitários. Isso acontece devido a sua segurança, facilidade, flexibilidade, ausência de taxas e isenção de imposto de renda.

Para começar uma poupança, é só procurar o banco da sua preferência, abrir uma conta e fazer um depósito do valor desejado. Pronto! A partir de então, sempre que sobrar algum dinheiro, você poderá depositá-lo, sem nenhum compromisso em fazer novos aportes de recursos constantemente.

Os rendimentos da poupança são mensais e calculados a partir da SELIC, a taxa básica de juros da economia brasileira. De modo geral, ela vem rendendo cerca de 0,4% ao mês. Ou seja, é um rendimento bem baixo. Por outro lado, se for necessário reaver o dinheiro, não há problema nenhum: o titular pode sacá-lo quando quiser, sem nenhuma burocracia.

Por fim, ainda há a vantagem de que valores de até 250 mil reais depositados são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), espécie de seguro que resguarda algumas aplicações em caso de problemas envolvendo a instituição financeira.

2. Mercado de ações

Se você é mais disposto a correr riscos, que tal ser dono de uma grande empresa? Comprando ações, você consegue ser proprietário de, pelo menos, uma pequena parte de uma organização de porte, sabia? E a verdade é que o mercado de ações está recheado de promessas de altos retornos. O detalhe, no entanto, é que esse tipo de investimento exige algum conhecimento do mercado para ser seguro.

Por mais que seja compreensível que universitários ainda não tenham todo esse conhecimento, eles já podem começar a se aventurar nesse mercado. Para isso, o ideal é contar com a ajuda de corretoras, sendo assessorados por profissionais especializados, que orientarão sobre os investimentos mais adequados aos perfis dos jovens acionistas.

3. Previdência privada

Hoje em dia, mesmo o universitário que acaba de entrar no mercado de trabalho já deve pensar na aposentadoria. Afinal, quanto mais cedo se começa a fazer a reserva adequada, melhores serão as possibilidades de ter uma renda razoável quando chegar o momento de parar de trabalhar.

Não quer ter que fazer grandes sacrifícios financeiros durante a vida profissional? Pois invista em uma previdência privada, serviço que pode ser contratado junto a um banco ou a outras instituições financeiras. Existem duas principais modalidades de previdência privada: o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL).

Para jovens investidores, o mais indicado é o VGBL, que só é tributado no momento do saque, de acordo com os rendimentos do plano. O VGBL também é ideal para quem faz a declaração de Imposto de Renda mais simples.

4. Tesouro Direto

Uma das possibilidades de investimento para universitários que está em alta é a compra de títulos do Tesouro Direto. Isso se explica pelo fato de serem muito acessíveis, podendo ser comprados com um baixo aporte inicial e prometendo um bom retorno — dependendo do contexto econômico brasileiro, podem render até 100% em 5 ou 6 anos.

Ao comprar um título do Tesouro Direto, você está se tornando credor do Estado Brasileiro, que promete de devolver o dinheiro emprestado acrescido dos juros depois de um período estabelecido na hora da compra do papel. Além de serem comprovadamente rentáveis, os títulos públicos são tidos como investimentos extremamente seguros, já que são garantidos pelo Tesouro Nacional.

Antes de se decidir, porém, faça uma pesquisa para conhecer as diferentes modalidades de Tesouro Direto. Em geral, todas elas apresentam uma lógica simples: quanto mais tempo você demora a fazer o resgate, maior é sua rentabilidade e menor é a incidência de impostos. Para colocar seu dinheiro nesse investimento, procure seu banco ou uma corretora, que podem cobrar taxas de administração.

5. Letras de Crédito

Uma opção de renda fixa é a compra de Letras de Crédito. E existem duas modalidades nessa categoria: as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

O primeiro tipo é lastreado em financiamentos, construções, aluguéis e arrendamentos de imóveis. Por isso, seus ganhos são relativos à realidade desse mercado no Brasil. Assim, os ganhos são maiores se o setor imobiliário está em alta e vice-versa. Por mais que as Letras de Crédito do Agronegócio sigam uma lógica similar, o retorno aqui é lastreado em empréstimos feitos para produtores rurais de grande, médio e pequeno porte.

As Letras de Crédito exigem um tempo de retorno de pelo menos 18 meses para se mostrarem rentáveis. No entanto, sua liquidez (a possibilidade de resgatar o investimento) pode variar entre 3 meses e 3 anos.

Uma das vantagens das Letras de Crédito é que sobre elas não incidem Imposto de Renda. Elas contam com a garantia do FGC para investimentos de até 250 mil reais, e por isso são consideradas seguras. Em geral, é preciso fazer investimentos iniciais de 10 mil reais, mas existem opções mais acessíveis.

6. Certificado de Depósito Bancário

Você, por acaso, já pensou em ser o credor de um banco? Do mesmo jeito que é possível se tornar credor do Estado com o Tesouro Direto, saiba que dá para receber por emprestar dinheiro aos bancos com os CDBs. O Certificado de Depósito Bancário é uma operação feita diretamente com a instituição financeira, com sua rentabilidade aumentando proporcionalmente ao tempo em que você deixa o dinheiro emprestado.

Os CDBs também são considerados bastante seguros, já que também são protegidos pelo FGC para investimentos de até 250 mil reais. Há, no entanto, um porém a ser considerado: essa modalidade recebe tributação do Imposto de Renda, com a cobrança feita de maneira regressiva. Assim, quanto menor for o prazo do investimento, maior será a carga de tributos cobrada pela Receita. O ideal, por isso, é investir no CDB pensando em ganhos de médio e longo prazo, a partir de dois anos.

Os valores mínimos para investimento variam de acordo com o banco ou a corretora escolhida, por isso é bom pesquisar. Algumas instituições permitem começar com 500 reais, enquanto outras exigem montantes bem maiores, em torno de 10 mil reais. Mas pense bem: pode ser uma boa opção para quem consegue guardar dinheiro durante a faculdade e deseja fazer um investimento robusto ao se formar, não acha?

Para ampliar seus rendimentos com os CDBs, procure instituições menores, que tem maior dificuldade em captar dinheiro e com isso oferecem taxas mais atraentes.

7. Abrir o próprio negócio

Tem uma boa ideia ou uma habilidade que pode render algum dinheiro? Investir em um negócio próprio é uma excelente alternativa, principalmente com as dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Vale qualquer coisa: redação freelancer, vender comida e dar aulas particulares são apenas algumas das opções. Com dedicação e organização, algo que começa pequeno pode se expandir e garantir bons retornos.

Para formalizar seu negócio, não é preciso muito dinheiro, nem enfrentar uma grande burocracia para se tornar um microempreendedor individual (MEI). Com o MEI, você obtém um CNPJ, pode emitir notas, recolhe impostos de forma simplificada e conta com alguns dos benefícios da seguridade social, como o auxílio-doença. Porém, é preciso ficar atento aos limites de faturamento permitidos.

8. Fundos de investimento

Os fundos de investimento possibilitam que pessoas se unam e adquiram cotas com o intuito de investir em diversas áreas do mercado financeiro. As estratégias de investimento são conduzidas por um administrador, que é remunerado por seu trabalho e pelo desempenho do fundo, obrigando os investidores a arcarem com a chamada taxa de performance.

Existem fundos restritos a pessoas com quantias enormes de dinheiro, na casa dos milhares de reais. Mas, com alguma procura, é possível encontrar fundos que aceitam investidores com menos recursos disponíveis.

9. Clubes de investimento

Os clubes de investimento, por sua vez, funcionam de maneira similar aos fundos, com a diferença que os seus componentes são pessoas físicas com alguma proximidade (um grupo de amigos, por exemplo) que juntam dinheiro para investir em títulos de qualquer natureza.

O grupo reunido precisa procurar uma corretora, que vai ajudar na definição de valores, quais os tipos de investimento serão feitos e as demais regras do grupo. Esses clubes são considerados uma boa forma do pequeno investidor ir se acostumando com as regras do mercado financeiro, já que os integrantes têm mais poder de atuação do que em um fundo de investimento.

10. Consórcios de imóveis e carros

Já pensou em começar a investir em patrimônio? Que tal adquirir o primeiro apartamento ou mesmo comprar um carro para melhorar sua qualidade de vida? Está aí pensando que esse tipo de investimento é notadamente alto e as possibilidades de financiamento têm uma série de empecilhos, como a cobrança de juros e entradas? A boa notícia é que é possível sim fazer esse investimento mesmo com o orçamento apertado de um universitário!

Nesse caso, a opção é o consórcio. Nessa modalidade, um grupo de pessoas se reúne para poupar dinheiro em conjunto, fazendo para isso pequenas contribuições mensais. A cada mês, um dos poupadores é contemplado com a carta de crédito, documento que garante acesso ao valor do bem escolhido no começo do consórcio.

Vale ressaltar que não há exigência de entrada, não tem incidências de juros e é considerado bastante seguro, uma vez que as administradoras que gerenciam o processo precisam ter autorização do Banco Central para funcionar e passam por fiscalização. Além disso, o valor das parcelas fica diluído caso você escolha um plano mais longo. Tudo isso coloca o consórcio entre os melhores investimentos para jovens.

Para saber mais sobre as modalidades de consórcios, entre em contato conosco! Tire todas as suas dúvidas e prepare-se para começar a investir!

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