O que é Open Banking? Descubra!

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Ao longo do tempo, as instituições financeiras mantiveram a prática de oferecer seus serviços de maneira mais restrita. Nesse sentido, conseguir um crédito ou escolher a melhor opção de seguro, por exemplo, poderia se mostrar uma árdua tarefa, tendo que consultar diferentes instituições, entender suas regras e - muitas vezes - se adequar a elas.

Isso porque, até aqui, o sistema financeiro mantinha um modelo de negócio pautado no total controle sobre todos os detalhes das operações, incluindo os dados dos clientes.

Mas, nesse cenário, com o avanço da tecnologia, surgiu o Open Banking, que funciona de forma mais dinâmica e promete levar mais independência aos usuários. Quer saber mais sobre a novidade? Fique com a gente e acompanhe o post!

O que é Open Banking?

Em primeiro lugar, é sempre bom entender o real sentido dos termos, não é mesmo? E, Open Banking, literalmente, significa sistema financeiro aberto, ou banco aberto. É um modelo que está sendo implementado no Brasil pelo Banco Central e que pretende incentivar a eficiência, a inovação e a transparência nas tratativas financeiras.

Dessa forma, o cliente passa a ter um controle maior sobre seus próprios dados, podendo compartilhá-los com o banco ou a instituição financeira que preferir, considerando os melhores pacotes de produtos e serviços ofertados.

O sistema permite, então, que os bancos participantes troquem informações entre si, com o objetivo de promover um ambiente de negócios mais seguro, inclusivo e inovador. Assim, essas instituições conseguem oferecer serviços e produtos mais alinhados às necessidades de cada consumidor.

Com a implementação do Open Banking, todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central deverão usar uma tecnologia padronizada, o que simplificará a comunicação entre diferentes estabelecimentos.

Para isso, são utilizadas APIs — Application Programming Interface ou, em português, Interface de Programação de Aplicativos. Essas APIs são formadas por padrões de programação de sites, aplicativos ou outras plataformas na internet. Por meio delas, o cliente poderá solicitar ao banco o compartilhamento de informações com outras instituições.

Quando surgiu o Open Banking?

Em 2015, o Parlamento Europeu regulamentou a PSD2 — Diretiva de Serviços de Pagamento. Seu objetivo era criar um mercado único de serviços usando um método de pagamento integrado com eficiência e segurança. Assim, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido, em agosto de 2016, decidiu que os nove maiores bancos de mercado dessem às instituições iniciantes acesso direto a seus dados para a realização de transações em contas correntes.

Com isso, o novo regulamento passou a vigorar no início de 2018. Assim foi como surgiu o Open Banking Limited, com garantia de proteção direta dos dados dos clientes pelos bancos, graças a um órgão denominado Secretaria do Comissário da Informação. Com sua disseminação nos Estados Unidos, Japão, Austrália e Hong-Kong, o modelo ganhou força.

Aqui no Brasil, o sistema já está sendo implementado. Para participar, os bancos tradicionais precisam se ajustar ao conceito, ou seja, adequar-se a essa tendência com a agilidade e transparência em relação ao compartilhamento de dados.

Qual é a relação do Open Banking com a LGPD?

A principal proposta do Open Banking é garantir que o usuário tenha o controle sobre a permissão de acesso a seus dados pelas instituições financeiras. Da mesma forma, procura ampliar as ofertas de serviços e produtos bancários por custos reduzidos. No entanto, o maior desafio é criar meios apropriados para coletar e gerenciar o consentimento durante o tratamento das informações pessoais dos consumidores.

Esse processo, então, precisa estar dentro das normas da Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. Por isso, deve obedecer a um fluxo padrão de consentimento feito pelo cliente. Sendo assim, é mais seguro que todo o acesso realizado pelo usuário seja feito por meio da internet banking ou aplicativo com reconhecimento facial, biometria ou mesmo autenticação de dois fatores.

Como funciona o consentimento, na prática? Se o cliente quiser que seu banco (A) compartilhe seus dados com outra instituição (B), ele deverá solicitar esse compartilhamento a B, e este informará A sobre a solicitação. Em seguida, seu banco (A) pedirá ao cliente uma confirmação a respeito da solicitação e, só depois disso, poderá coletar o consentimento do cliente para transmitir os dados.

Essa premissa do consentimento é uma das bases legais da LGPD. Então, vale destacar que essa aceitação é exclusiva, isto é, o cliente está autorizando apenas a partilha de determinados dados com outra instituição. E essa ação não pode ser feita de maneira geral com todas as instituições ou qualquer dado.

Então, para compartilhar informações com outro banco, é preciso ter um novo consentimento do cliente. Por isso, diante da LGPD, as instituições que recebem dados assumirão a conduta de controladoras.

Isso significa que a instituição deve ser transparente em relação ao processo de armazenamento dos dados dos clientes. Além disso, deve atender os titulares das contas de maneira prática e eficaz toda vez que eles revogarem seu consentimento ou pedirem esclarecimentos sobre suas informações e o modo como são usadas.

Quais mudanças o Open Banking trará para o mercado?

Como é uma nova tecnologia, o Open Banking oferece benefícios e mudanças significativas para os consumidores e instituições bancárias. Que tal conferir as mais relevantes a seguir?

Melhor experiência do usuário

Quem se familiarizou com a fluidez e a diversidade das plataformas online, como Spotify e Netflix, já conhece a naturalidade e proximidade da linguagem que esses serviços oferecem, não é?

Pois bem, com o Open Banking, a experiência proporcionada é semelhante. Você passa a encontrar melhores opções de empréstimos e seguros, além de poder gerenciar isso de forma consolidada em um aplicativo bancário, por exemplo.

Na prática, será possível ter conta corrente em um banco, contratar seguro em outro, fazer um consórcio em outro e controlar tudo isso por meio de um aplicativo de outra instituição financeira.

Mais eficiência

Ao reunir todos os serviços e produtos financeiros de provedores diferentes em um único ambiente, ocorre um aumento da eficiência do sistema financeiro nacional. É isso que o Open Banking pode proporcionar: uma integração dos serviços e produtos financeiros, com boa experiência digital e alta personalização para o usuário.

Variedade de fontes de receita

Durante muito tempo, para abrir uma conta, por exemplo, o consumidor precisava ir até o banco, em um setor específico, enfrentar filas e toda a burocracia envolvida no processo. Agora, o mesmo cliente pode acessar qualquer produto em inúmeras plataformas, de forma rápida e simples. E isso, para as instituições financeiras e os bancos, é um ganho enorme, já que existem diversos canais disponíveis para oferecer seus produtos e serviços.

Sendo assim, a vantagem para os bancos está na possibilidade de diversificar as fontes de receita. Se compararmos com o varejo, é o mesmo processo no qual o consumidor adquire seus produtos diretamente da fábrica e, de repente, passa a escolher entre incontáveis fabricantes em um único mercado.

Isso tudo sem contar a vantagem de receber a ajuda da inteligência embutida na plataforma, que sugere as alternativas mais apropriadas para cada perfil de cliente. E, quanto à diversificação de receitas, as instituições bancárias podem participar da venda de produtos que não integram seu negócio principal.

Qual sua previsão de implementação?

Após a implementação das 3 primeiras fases, já finalizadas, a 4ª e última está prevista para iniciar no dia 15 de dezembro de 2021. Nessa etapa, os usuários poderão passar a compartilhar informações sobre produtos referentes a seguros, investimentos, câmbio, previdência e outros, que já são oferecidos no mercado.

Agora, o Open Banking trouxe mais liberdade, segurança e alternativas no mercado financeiro. Assim, fica mais fácil para todos concluírem suas transações, sem burocracia, nem esperas intermináveis para finalizar operações, que muitas vezes são simples.

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