Os 7 principais erros ao contratar um consórcio de imóveis

Julho 2016

4 minutos de leitura

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Que tal realizar o sonho de comprar sua casa própria? Mas só de pensar nos juros do financiamento, no tamanho da entrada ou em toda a burocracia envolvida você já desanima? Pois é aí que entra a o consórcio de imóveis, opção extremamente segura de pagamento, ideal para quem não tem condições de fazer uma compra à vista. No entanto, por mais que essa alternativa seja bastante acessível, o cotista pode acabar se complicando se não tomar alguns cuidados tanto antes como durante sua adesão. Quer saber como se prevenir? Então acompanhe o post de hoje, pois vamos mostrar 7 dos principais erros que você não pode cometer ao contratar um consórcio de imóveis! Pronto para garantir que seu sonho não se tornará um pesadelo? Confira!

Não pesquisar sobre a administradora

O primeiro passo para fazer qualquer tipo de compra é pesquisar preços, condições de pagamento e a reputação do fornecedor, certo? Pois essa regra de ouro também vale quando falamos em consórcios! Antes de mais nada, as administradoras desse tipo de serviço devem, em primeiro lugar, ser autorizadas pelo Banco Central, entidade responsável pela fiscalização dos consórcios. Lembrando que a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) também disponibiliza em seu site as instituições filiadas e você não só pode como deve pesquisar mais sobre a empresa com a qual pretende fechar negócio — em sites de avaliação de serviços e mesmo em órgãos de proteção ao consumidor, como o Procon. O segredo está em encontrar uma entidade reconhecida e de boa reputação.

Não levar em conta os reajustes

Uma das maiores vantagens dos consórcios é que sobre eles não incidem os tão temidos juros — presentes em financiamentos ou empréstimos bancários, costumando pesar bastante no tamanho das parcelas. Mas atenção: isso não significa que sua contribuição mensal como cotista não sofrerá nenhum tipo de acréscimo, ok? Para que a carta de crédito não perca seu poder de compra, é anualmente reajustada de acordo com o Índice Nacional de Custo de Construção. Por isso, as parcelas do consórcio também são ajustadas de acordo com esse valor — de toda forma, bem menor que o peso dos juros em outras modalidades de compra. Além disso, é possível que a taxa de administração também sofra acréscimos de acordo com alguns fatores para recompor seu fundo de reserva, sendo a inadimplência dos cotistas fator preponderante nessa conta. Mas essa possibilidade deve, claro, estar explícita no contrato.

Não participar das assembleias

As obrigações dos cotistas vão muito além de manter o pagamento das parcelas em dia. Na verdade, eles também devem participar das assembleias. Afinal, nesses encontros são expostas todas as movimentações financeiras do consórcio, além de serem ótimas oportunidades para conferir como andam as contemplações. É nas assembleias que as administradoras oferecem um documento específico para os cotistas contendo todas as informações sob sua responsabilidade. Cabe ao consorciado verificar os dados ali contidos, questionando qualquer possível desvio. Em casos mais graves, inconsistências podem gerar processos administrativos ou mesmo uma investigação por parte do Banco Central!

Não ter paciência suficiente

É preciso ter em mente que entrar em um consórcio pode significar resultado a longo prazo. Isso significa, portanto, que você não deve fazer sua adesão esperando ser contemplado já nos primeiros sorteios. E por mais que esse detalhe possa ser remediado por meio dos lances (em uma espécie de leilão em que quem consegue adiantar mais parcelas recebe sua carta de crédito), os valores desses lances podem ser muito altos e a concorrência, acirrada. E a competição se tornou ainda mais séria depois que o governo liberou o uso do FGTS para que o cotista faça esse tipo de operação. Mas ainda há outra opção: sabia que é possível encurtar esse caminho entrando em um consórcio já em andamento ao comprar uma cota à venda? Só não se esqueça de que esse atalho também costuma demandar um bom dinheiro à mão.

Não honrar as parcelas

Já falamos que um dos maiores atrativos do consórcio é a ausência de juros. Até aí tudo ótimo. Mas essa vantagem pode ser perdida se você não quitar suas parcelas no prazo previamente combinado via contrato! Isso sem contar que os atrasos ainda podem ser punidos com multas ou mesmo o aumento da taxa de reserva paga por todos — afinal, essa é a ferramenta usada pelas administradoras para minimizar o problema de inadimplência. Portanto, quando você atrasa sua parcela, está prejudicando todo o grupo com o qual você se uniu para fazer uma poupança em comum. Em casos mais graves, atrasos em sequência podem implicar na exclusão do cotista, com o dinheiro já pago só podendo ser recuperado depois de encerrado o consórcio. Caso sinta que não poderá continuar saldando as parcelas atuais, vale a pena tentar migrar para um consórcio cuja carta de crédito seja menor, reduzindo assim o valor de suas contribuições mensais.

Não escolher a carta de crédito certa

Ao final do consórcio ou ao ser contemplado, o cotista recebe sua carta crédito. Com ela, enfim poderá adquirir seu bem — seja uma casa, um apartamento ou mesmo um terreno. As parcelas são, portanto, proporcionais a essa carta de crédito. O problema é que muitos consorciados acabam escolhendo uma carta de crédito incoerente com suas expectativas. Em alguns casos, o valor acaba sendo menor que o necessário para adquirir o imóvel almejado. Quando isso acontece, é até possível compensar a diferença, mas aí é preciso fazê-lo em dinheiro. Já se a carta de crédito vale mais que o imóvel, o cotista tem a oportunidade de usar o valor sobressalente para quitar o IPTU ou o registro do bem junto aos órgãos governamentais, por exemplo.

Não cuidar de suas finanças

Adquirir uma cota em um consórcio é se comprometer com uma dívida de anos. Por isso, é fundamental que você mantenha uma gestão rígida de suas finanças pessoais, a fim de disponibilizar, mês a mês, determinada fatia de seus rendimentos para a compra do imóvel. É importante, assim, ter seus gastos sob controle e projetar suas perspectivas financeiras para o respectivo período da participação no consórcio. Além disso, ainda vale a pena manter uma poupança para emergências, garantindo que você terá fundos mesmo que passe por eventuais dificuldades.

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