Diferentemente de um financiamento, no consórcio não há cobrança de juros sobre o valor do bem desejado. Essa característica é um dos grandes responsáveis pela popularização desse tipo de negócio nos últimos anos.

    Apesar disso, existem algumas taxas que entram na composição das parcelas pagas pelo consorciado. Que saber quais são elas?

    Então continue lendo este post para descobrir quais são as principais taxas de consórcio!

    Taxa de administração

    Por trás de um plano de consórcio existe sempre uma empresa responsável por sua administração, com atribuições que envolvem a prospecção de interessados no negócio, a formação de grupos com participantes que tenham o mesmo objetivo, a realização de assembleias e a definição das regras e dos critérios para o funcionamento do grupo.

    Também conhecida como TA, a taxa de administração tem por objetivo remunerar a administradora pelos serviços prestados. A alíquota aplicada varia de acordo com a instituição escolhida, o prazo e o valor da carta de crédito desejada. O valor integral da taxa é então diluído nas parcelas do consórcio contratado.

    Para visualizarmos um exemplo prático, imagine um consórcio com TA de 15% sobre o valor da carta e prazo de 60 meses. Dividindo a porcentagem pelo prazo, descobrimos que cada prestação é composta por 0,25% da taxa de administração.

    Fundo de reserva

    Por se tratar de um plano de financiamento coletivo, os grupos de consórcio estão sujeitos a situações adversas, como a inadimplência de alguns de seus membros, por exemplo. A finalidade do fundo de reserva (FR) é justamente garantir o funcionamento regular do grupo em casos como esse.

    Assim como acontece com a taxa de administração, a cobrança do FR é feita dividindo o seu valor total pelo número de parcelas do plano. Vale lembrar que, caso haja recursos nesse fundo no encerramento do grupo, os valores são devolvidos aos membros de maneira proporcional.

    Fundo comum

    O fundo comum é constituído pelos recursos que efetivamente serão utilizados na compra do bem ou serviço para os participantes contemplados. Portanto, essa taxa destina-se à formação do caixa do grupo, representando a maior parte da composição das prestações.

    Essa contribuição é calculada com base no valor integral da carta de crédito almejada. Basta dividir o montante pelo número de meses do contrato para descobrir valor que corresponde ao fundo comum na prestação de um consórcio.

    Existem ainda casos em que o percentual do fundo comum pode se alterar de um mês para o outro, o que é chamado de contribuição não linear. Mesmo assim, o valor pago ao fundo no final do plano será correspondente ao da carta de crédito.

    Seguros

    Os contratos de consórcio podem prever também o pagamento de seguros. Os mais comuns são:

    • seguro de quebra de garantia, que cobre eventuais situações de inadimplência;

    • seguro de vida, que quita as prestações futuras em caso de morte do consorciado;

    • seguro desemprego, que garante o pagamento de prestações se o titular perder o emprego.

    Os valores relativos ao seguro em um consórcio dependem da negociação realizada entre a administradora e os segurados. Por isso, é importante verificar o contrato para descobrir o quanto essa cobrança refletirá na parcela.

    Taxa de adesão

    A taxa de adesão costuma ser cobrada quando a contratação é feita por meio de representantes autônomos da administradora. Esses profissionais intermedeiam toda a negociação, analisando o perfil do interessado para encaixá-lo no melhor plano para atingir suas metas.

    Nesses casos, a taxa de adesão representa a remuneração desse representante. Ela é paga no ato da contratação, diretamente à administradora e pode chegar a até 2% do valor contratado.

    Com as dúvidas sobre as taxas de consórcio esclarecidas, fica fácil perceber que esse é um negócio transparente, justo e que cabe no seu bolso. Então aproveite para conhecer os nossos planos de consórcioe planejar a aquisição da sua cota!