profissão de caminhoneiro

Profissão de caminhoneiro: saiba qual é a sua importância para o crescimento do país

Março 2019

2 minutos de leitura

Compartilhe
Compartilhe pelo Facebook Compartilhe pelo WhatsApp

Após a greve de 2018, ficou clara a importância da profissão de caminhoneiro para o Brasil. Ele cumpre um papel central no sistema modal rodoviário do país, que movimenta quase 60% de toda a carga nacional.

produzimos este post para apresentar um panorama sobre essa profissão no país e mostrar a importância que o caminhoneiro brasileiro tem para o crescimento da economia. Acompanhe!

A importância do caminhoneiro para a economia e o mercado

Segundo um estudo divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), a maior parte das cargas no Brasil (58,2%) é transportada pelas rodovias, sendo os caminhoneiros os principais personagens dessa modalidade. Esse percentual é elevado se comparado com outras economias mundiais, tais como China (50%), Rússia (43%) e Canadá (8%).

Isso significa que uma parcela considerável do PIB (Produto Interno Bruto) está nas mãos desses profissionais. Assim, se essa atividade é interrompida, a economia se paralisa. Afinal, muitos dos outros setores dependem das mercadorias e dos insumos que são transportados em caminhões. Isso inclui alimentos, remédios, combustível, gás de cozinha e abastecimento de água.

O transporte de mercadorias no Brasil ainda é bastante dependente das estradas. O ideal é que, para cada distância e tipo de carga, haja um modal recomendado. No entanto, o que vemos são caminhões percorrendo rotas muito longas em vias de má qualidade. Isso eleva consideravelmente os custos. Também há a carência de ferrovias, portos e aeroportos, o que reforça a sujeição da economia em relação aos caminhoneiros.

Esse cenário aprofundou ainda mais os impactos da greve em 2018, sobre a qual falaremos agora.

O impacto da greve na economia nacional

Sendo o modal rodoviário o principal meio de escoamento da carga no Brasil, a greve nacional dos caminhoneiros em 2018 teve um efeito muito profundo em diversos setores da economia do país. A paralisação durou 11 dias, de 21 a 31 de maio. Estradas foram bloqueadas e até mesmo itens essenciais, como combustível, alimentos e gás de cozinha, tiveram a circulação impedida.

Em resultado disso, a economia nacional desacelerou e caiu 3,34% em maio, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que dá um balanço parcial do resultado do Produto Interno Bruto (PIB).

Para empresários e consumidores, a confiança no setor de serviços ficou abalada. As vendas caíram 0,6% e a indústria sofreu uma contração de 10,9% na sua produção em relação ao mês anterior.

A ausência de combustíveis causou problemas de desabastecimento, levando à falta de carne, leite, verduras e frutas. Muitos desses produtos estragaram nas estradas. Além disso, voos nacionais e internacionais precisaram ser cancelados.

O impacto do movimento teve sérias repercussões sociais, econômicas e políticas, e reacendeu diversas discussões sobre a dependência da economia brasileira em relação ao modal rodoviário.

Os principais desafios enfrentados pelo profissional

A greve de 2018 veio como consequência de uma série de desafios enfrentados na profissão de caminhoneiro. As principais reivindicações englobavam a política aplicada pelo governo no controle do preço do diesel, a busca pela aprovação do Projeto de Lei 528/2015 (sobre o valor mínimo pago por frete) e o fim da cobrança de pedágio relativos aos eixos suspensos.

À época, algumas solicitações foram atendidas, como:

  • redução de R$ 0,46 no litro do diesel;
  • congelamento do preço por 60 dias;
  • reajustes mensais, em vez de semanais ou diários;
  • isenção de cobrança do pedágio sobre eixo suspenso;
  • tabela mínima para cobrança do frete.

Outras medidas tramitam e esperam aprovação. No entanto, existem condições que afetam a profissão de caminhoneiro e ainda carecem de atenção — como as péssimas condições das estradas brasileiras, cuja revitalização demanda altos investimento ao governo.

De fato, ainda há muito o que ser feito. O valor dado à profissão de caminhoneiro e o peso que sua atuação tem no cenário socioeconômico brasileiro continua sendo uma relação desigual. Ao mesmo tempo, especialistas esperam que as políticas do governo levem à construção de um sistema bi e plurimodal, reduzindo a dependência do mercado em relação às estradas do país.

E você, o que acha? O que pode ser feito para valorizar mais a profissão de caminhoneiro? Deixe seu comentário!

Comentários