Quais as diferenças entre consórcio e financiamento ao comprar sua casa própria

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    Um dos grandes sonhos de todo brasileiro é conseguir sua casa própria. E essa é uma cultura que se reflete até mesmo nos números do IBGE, sabia? Segundo o Censo de 2014, cerca de 75% dos brasileiros são proprietários de suas próprias residências.

    Na prática, mesmo diante das dificuldades impostas em momentos de crise, ainda é possível materializar essa conquista. Aí é que entra o consórcio, uma alternativa economicamente sustentável, bem mais viável que o financiamento. Suas condições permitem a compra da casa própria sem se sujeitar a altos juros e aproveitando melhor sua capacidade de pagamento.

    Quer saber mais sobre consórcio e financiamento e entender suas semelhanças e diferenças? Acompanhe nosso post e se prepare para em breve ser mais um feliz contratante de um consórcio da casa própria!

    Conhecendo melhor o financiamento de imóveis

    Basicamente, o financiamento de imóveis é um empréstimo que o banco faz para você comprar sua casa própria, passando a pagar prestações para a instituição financeira. Nesse caso, você não recebe o valor em dinheiro, pois o banco faz o meio de campo na hora da compra, intermediando a negociação.

    Vale ressaltar desde já que a ideia que se tem de que o financiamento bancário é rápido e, por isso, você recebe seu imóvel imediatamente, está um pouco fora da realidade. Na prática, as coisas não são bem assim. Composto por algumas etapas e muita burocracia, o financiamento pode sim se prolongar significativamente.

    A Caixa Econômica Federal, por exemplo, que é o maior agente financiador do país, funciona seguindo as regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). E são muitos os detalhes envolvidos nesse processo. Primeiramente, é preciso que quem deseja comprar sua casa financiada atenda a alguns requisitos, tais como:

    • não ter restrições de crédito;
    • não ter histórico de atrasos de pagamento junto ao banco;
    • não possuir outro imóvel na cidade onde deseja financiar sua residência;
    • nunca ter sido beneficiado com nenhum financiamento pelo SFH.

    O imóvel, que precisa ter registro oficial e escritura pública, ainda tem que ser avaliado por um engenheiro autorizado pela CEF, sendo que essa vistoria é paga pelo tomador do crédito. Se o local não atender aos requisitos, não pode ser financiado.

    Confira quais são as etapas obrigatórias desse processo para entender melhor!

    Documentação do tomador

    O tomador do crédito tem sua documentação minuciosamente avaliada, precisando demonstrar para o banco que tem o nome limpo e possui renda livre suficiente para pagar as prestações. Para isso, apresenta seus documentos pessoais, bem como contas e despesas (como água, luz e telefone), além de comprovantes de renda. São pagas nessa etapa as taxas de abertura de crédito e outras exigidas pela instituição.

    Avaliação do imóvel

    Quando o cadastro pessoal do tomador é aprovado, passa-se para a avaliação do imóvel, que deve ser vistoriado por um engenheiro autorizado pela CEF. O objetivo é conseguir um aceite, aprovando o financiamento do imóvel. Afinal, o bem fica como garantia do financiamento! Assim, se você não paga as parcelas, o banco tem o direito de tomá-lo de volta e vender para outra pessoa a fim de recuperar parte do crédito. A avaliação se propõe, portanto, a ver se a casa atende aos requisitos considerados mínimos para venda.

    Fechamento do contrato

    Nessa etapa, é feita a formalização da venda, com a assinatura de ambas as partes. Lembre-se de que, via de regra, os bancos não financiam 100% do valor do imóvel, com o comprador normalmente tendo que desembolsar pelo menos 20% do total em forma de entrada. O banco financia apenas a diferença. Ao sair o financiamento, o vendedor recebe o pagamento direto do banco e o tomador, as chaves da sua nova residência.

    Nessa modalidade, a incidência de juros é bem alta, podendo resultar no pagamento de até o dobro do saldo financiado! Na prática, seria como comprar 1 casa e pagar por 2! Além dos juros compostos, há ainda a incidência de taxas bancárias e seguros habitacionais, que contribuem para elevar o Custo Efetivo Total (CET). O prazo para a quitação dos financiamentos chega a até 35 anos.

    Entendendo como funciona o consórcio da casa própria

    Já no caso do consórcio, não há a incidência de juros. É cobrada, sim, uma taxa de administração que, diluída no decorrer do contrato, é muito menor que os juros de qualquer financiamento. Além disso, existe um reajuste periódico, normalmente tendo como base o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

    Mas atenção: como os custos variam de administradora para administradora, cabe a você pesquisar as melhores condições antes de tomar uma decisão. Enquanto algumas incluem outras cobranças, como taxa de adesão e fundo de reserva, outras dispensam esses custos adicionais, fazendo com que o preço final da parcela fique melhor para seu bolso.

    O que você tem que saber desde já é que o processo para a aquisição de um consórcio é bem mais simples que o do financiamento. Confira a partir de agora como acontecem suas etapas!

    A aquisição de um consórcio

    Você precisa buscar uma administradora de renome e confiança para escolher, entre as opções de pagamento disponíveis, aquela que se encaixe melhor no seu orçamento. A partir da contratação, você ingressa em um grupo de consórcio e passa a fazer os pagamentos mensais.

    A participação nos sorteios e a contemplação

    Desde o primeiro momento, o consorciado passa a fazer parte dos sorteios mensais que definem quem recebe a carta de crédito. É com esse documento que você pode partir para a escolha do imóvel dos seus sonhos! E o melhor é que a carta equivale a um pagamento à vista, dando ao consorciado um alto poder de barganha na hora da compra.

    O recebimento da casa própria

    Tendo negociado e escolhido a casa, a administradora finaliza a compra e você recebe as chaves! Também nesse caso, o imóvel permanece vinculado à administradora como garantia de pagamento, até que você quite todas as parcelas do consórcio. Assim como no financiamento, é possível usar os recursos do FGTSpara amortização ou liquidação do saldo devedor.

    Conhecendo as vantagens do consórcio

    As características do consórcio fazem dessa modalidade um ótimo negócio. Além da falta de juros, você não precisa dispor de nenhum valor de entrada, não existem parcelas intermediárias mais altas que as normais e há diversas opções de prazos e preços para você escolher a opção mais adequada para seu orçamento.

    E ainda tem mais! É possível usar a carta de crédito para comprar o imóvel que quiser, independentemente da localização e até mesmo do valor — se for mais alto, você completa, e se for mais baixo, usa o restante para arcar com as despesas de documentação, por exemplo. Também é possível usar a carta de crédito para quitar um financiamento imobiliário já existente.

    Você está se planejando para concretizar o sonho da casa própria? Então faça comparações! Peça simulações nos bancos onde tem conta, além de entrar no site da Rodobens para simular cartas de crédito. O segredo para uma boa escolha está em uma pesquisa cuidadosa.

    Por fim, não custa lembrar que, em momentos de crise, a oferta de crédito fica reduzida, o que pode trazer mais demora e burocracia para o processo de financiamento. Por mais esse motivo, o consórcio da casa própria se mostra uma saída inteligente. Então o que ainda está esperando?

    Se restou alguma dúvida ou se você se interessou tanto que quer saber mais, baixe já nosso e-book, que explica detalhadamente o que é o consórcio!

     

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