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Repasse de consórcio: por que essa prática não é recomendada?

Dezembro 2018

3 minutos de leitura

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Excelentes modalidades de compra, os consórcios são conhecidos por apresentarem ótimos preços e condições facilitadas para quem planeja suas aquisições com antecedência. No entanto, como imprevistos sempre acontecem, pode ser que o consorciado precise desistir do negócio. Nesse caso, existe a possibilidade do repasse.

A verdade é que, no ato da contratação, é quase impossível prever a ocorrência de contratempos ou imprevistos financeiros que poderão aparecer, impedindo que o consorciado dê continuidade ao pagamento das parcelas e mantenha sua participação no grupo. O repasse de consórcio pode, assim, ser a solução para essa pessoa.

Antes de eleger a transferência de cota como a melhor saída para seu caso ou de optar por entrar em um grupo em andamento por meio dessa negociação, confira o funcionamento do processo! Será que vale mesmo a pena? Acompanhe e descubra!

Como funciona a transferência do contrato?

Quem possui uma cota em grupos de consórcio pode repassá-la para outra pessoa a qualquer momento. A situação é permitida inclusive para cotas contempladas, desde que a transferência seja realizada de acordo com as regras previstas no contrato.

Nesse caso, o novo consorciado substituirá o antigo no grupo, assumindo todas as suas responsabilidades, como o pagamento das parcelas restantes.

O problema é que as empresas que administram os consórcios não realizam esse processo. O que acontece é que muitos clientes acabam concluindo a venda por conta própria.

Ainda existe a possibilidade de recorrer a administradoras que fazem essa intermediação, comprando a cota e a revendendo para terceiros. No entanto, apesar da operação ser permitida, existem alguns pontos negativos que devem ser considerados antes de concluir a transferência.

Por que o repasse de consórcio não é recomendado?

A princípio, a ideia de adquirir um consórcio já contemplado pode parecer bastante atrativa. Afinal, assim você não teria que esperar pelo sorteio nem dar lances para conquistar a tão desejada carta de crédito. No entanto, o processo esconde alguns riscos. Confira!

A carta de crédito pode ser falsa

À primeira vista, o negócio pode parecer imperdível: adquirir uma carta de crédito contemplada para poder comprar o bem ou contratar o serviço desejado à vista. Antes de finalizar o acordo, no entanto, confira se o documento é verdadeiro! Sim, existem muitas pessoas mal-intencionadas por aí.

Descubra qual é a empresa administradora do consórcio e faça contato para verificar se a carta de crédito é autêntica. Acredite: esse simples cuidado pode evitar uma enorme dor de cabeça no futuro!

O valor pago pode ser maior que o valor do consórcio

Além do risco de fraude, é preciso ficar atento ao valor pelo qual o consorciado está negociando sua carta de crédito. Por ter em mãos uma ferramenta que vai conferir ao comprador o acesso imediato ao bem ou serviço desejado, o vendedor pode querer tirar vantagem da situação.

Uma carta contemplada pode render ao consorciado um lucro de até 30% em relação ao montante já pago. Portanto, o comprador precisa estar ciente de que seu imediatismo, na verdade, vai contribuir para o lucro do antigo dono. Deixando a pressa de lado, você pode economizar esse valor ou investir na compra de um bem ainda melhor.

Seu perfil pode não ser o ideal

Outro fator que deve ser considerado no caso de um repasse de consórcio é a transferência de titularidade. Na prática, a decisão de aceitar a alteração do responsável pela cota é da administradora e não das partes. Por isso, será feita uma análise a fim de verificar se seu perfil será aceito. Sem cadastro aprovado, nada feito.

A taxa de transferência pode ser onerosa

A empresa pode cobrar uma taxa para realizar a transferência do consórcio de uma pessoa para outra. Sabendo disso, procure conferir se essa cobrança existe, qual o valor da taxa e quem vai pagar por ela, se é você ou o consorciado contemplado.

Como você viu, adquirir uma carta contemplada na reta final pode não ser um bom negócio. Portanto, não deixe de avaliar outras possibilidades! Pode ser muito mais vantajoso comprar uma cota própria e oferecer o valor disponível como lance, aumentando assim suas chances de contemplação.

Antes de decidir pelo repasse de consórcio, verifique se é possível cancelar ou vender sua cota!

 

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