Seguro de automóvel: quais cuidados devo ter antes de contratá-lo?

dezembro 2016

6 minutos de leitura

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A procura pela contratação de seguro de automóvel cresceu significativamente nos últimos anos. A elevação permanente dessa busca é estimulada pelo aumento da criminalidade, o ótimo custo-benefício dos muitos serviços adicionais oferecidos pelas empresas do setor e a necessidade de se resguardar (sobretudo em momentos de crise).

Você está pensando em comprar um carro, ou até já comprou e agora chegou à conclusão de que não vale a pena deixar o fruto do seu sacrifício nas mãos da sorte? Então prepare-se para conhecer algumas dicas fundamentais sobre o que deve ser considerado ao contratar um seguro auto. Confira nosso post e evite dores de cabeça no futuro! 

Quais as diferenças entre franquia e prêmio?

Os termos mais vistos em qualquer apólice de seguro de automóvel são franquia e prêmio, expressões muito confundidas até mesmo por quem já tem um contrato em vigência. Mas você sabe o que são e qual é a relação entre esses elementos? Aprenda já!

Franquia

franquia é o valor mínimo pago pelo segurado em caso de sinistro (ou seja, de uma ocorrência que danifique o veículo segurado), ainda que haja um contrato de seguro. Assim, digamos que uma batida com seu carro resulte em prejuízos avaliados em R$ 4 mil e sua franquia prevista na apólice é de apenas R$ 1.000.

Nesse caso, você arcará com R$ 1.000, ficando o restante sob a responsabilidade da seguradora. Trata-se, basicamente, de uma coparticipação, comum a todas as empresas do setor de seguros. O que costuma variar em cada concorrente é o valor dessa franquia, que tem relação direta com o prêmio.

Prêmio

Prêmio é o valor pago à seguradora para efetivar a vigência do seguro. A relação é a seguinte: quanto menor é o valor da franquia, maior é o prejuízo financeiro potencial da seguradora em caso de sinistro. Portanto, maior é o valor do prêmio. No caso inverso, quanto maior é o valor da franquia estipulada, menor é o valor do prêmio.

Escolher a melhor combinação depende, portanto, de seu histórico de ocorrências. Se você trabalha em uma região de alto índice de roubos e furtos, por exemplo, vale a pena buscar uma apólice com franquia mais baixa, aumentando assim o valor do prêmio. Todos os termos devem ser personalizados a seu perfil.

Quais coberturas um seguro de automóvel pode ter?

A chamada cobertura compreensiva — que cobre danos parciais ou integrais em caso de colisão, incêndio, roubo e furto — costuma estar presente como proteção básica de qualquer seguradora.

Entretanto, alguns planos podem incluir como cobertura elementar a Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V), que tem como objetivo reembolsar ao segurado a indenização a que seja obrigado a providenciar (judicial ou extrajudicialmente) em decorrência de danos corporais ou materiais involuntários causados a terceiros. Por isso, ela também é conhecida como seguro de proteção contra danos a terceiros. Então, preste atenção se sua apólice inclui essa garantia!

Fora isso, ainda é possível dar mais proteção ao veículo, o que será feito por meio das chamadas coberturas adicionais, que podem ser inseridas a critério do segurado. Como você pode imaginar, esses extras elevam o valor do prêmio. Mas é altamente recomendável que, além das citadas acima, ao menos outras 2 coberturas estejam presentes em sua apólice. Veja a seguir quais são elas.

Assistência 24 horas

Você nunca sabe quando seu carro pode apresentar falhas mecânicas. E se isso acontecer na madrugada, em um local de alta periculosidade? Nem é preciso argumentar demais sobre o quanto ter uma cobertura de guincho 24 horas é essencial para garantir sua tranquilidade, certo?

Lucros Cessantes

Esse item só é fundamental se você usa o veículo para fins profissionais. É o caso de um taxista e de um vendedor externo, por exemplo. Imagine se esses motoristas têm que deixar o carro na oficina por uma semana! Certamente, sofrerão prejuízos financeiros de alto impacto. Pois é essa cláusula que assegura proteção financeira nessas situações.

Há ainda outras coberturas que podem ser interessantes, dependendo do perfil do segurado. Avalie e tire suas próprias conclusões:

  • proteção aos vidros: garante cobertura de danos aos vidros das janelas, das lanternas, dos faróis e dos retrovisores;

  • carro reserva: quem assina essa cobertura adicional tem direito a receber temporariamente um automóvel extra da seguradora um período predeterminado em caso de sinistro — o prazo varia de acordo com o contrato;

  • reembolso das despesas extraordinárias: considerando que um acidente gera diversos prejuízos, diretos e indiretos, essa cláusula surge para cobrir quaisquer que sejam os gastos decorrentes do sinistro — do táxi que você tem que pegar para voltar para casa até a documentação para regularizar um novo automóvel;

  • seguro-franquia: quem contrata esse item garante que a seguradora pagará a franquia integralmente no primeiro sinistro quando os prejuízos ultrapassarem o valor estipulado na apólice.

O que é e como funciona a apólice de um seguro de carro?

Você já esbarrou com esse termo algumas vezes até este ponto do texto. Mas, afinal de contas, o que é e para que serve a apólice de seguro? Em poucas palavras, podemos definir esse documento como o contrato do seguro, que define os direitos e obrigações de ambas as partes envolvidas no negócio.

Com isso, na apólice constam o valor do seguro, quais são as coberturas, dados sobre o bem e sobre o segurado e quaisquer outras informações pertinentes. Diante da importância da apólice, toda dúvida sobre o que consta nela deve ser comunicada imediatamente ao corretor.

Normalmente, a apólice demora em média 15 dias para ser emitida. Até lá, a seguradora ainda pode rejeitar o segurado. Ainda assim, enquanto esse procedimento não for feito de maneira oficial, o segurado tem direito à cobertura prevista.

Se for necessário realizar alguma mudança na apólice, como a troca do veículo segurado e a exclusão ou inclusão de uma cobertura não previsa inicialmente, será preciso fazer o chamado endosso do seguro, para que alteração surta efeito e garanta proteção em caso de sinistro.

O que levar em conta ao contratar um seguro?

Antes de mais nada, peça indicação a pessoas de confiança sobre o corretor de seguros. Afinal, esse profissional esclarecerá suas dúvidas e intermediará sua relação com a companhia securitária. Verifique também se ele tem registro na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Fique atento ao fato de que o valor do prêmio é calculado de acordo com o perfil de uso do automóvel. Assim, como condutores menores de 24 anos lideram as estatísticas de acidentes, os seguros para pessoas desse perfil costumam ser bem mais altos do que para mulheres e idosos, por exemplo.

Além disso, os índices de furtos e roubos na vizinhança em que mora ou trabalha, a presença ou não de garagem coberta e as taxas de sinistralidade do modelo e ano do veículo são outros detalhes que fazem a diferença nos valores estipulados. Fique de olho nessas variáveis!

Verifique se a seguradora oferece descontos de renovação da apólice e preste extrema atenção às cláusulas de exclusão de responsabilidade. Lembrando que coberturas contra colisões, roubos e furtos estarão presentes em qualquer apólice. O que deve ser verificado é em quais ocorrências a seguradora se isentará de responsabilidade — no caso de catástrofes naturais, como enchentes e quedas de árvores, por exemplo.

E sabia que algumas pequenas ações podem reduzir consideravelmente o valor de sua apólice? Veja algumas das iniciativas que certamente farão a diferença no valor do seu seguro de automóvel:

  • providenciar uma garagem coberta;
  • instalar equipamentos de segurança; 
  • não acionar o seguro se o valor do dano estiver próximo à franquia. Dessa forma, você evita perder o bônus de renovação;
  • contratar uma seguradora de tradição no mercado.

Por último, seja fiel à realidade no preenchimento dos formulários. Se você tem menos de 24 anos, por exemplo, colocar-se inveridicamente como condutor eventual (que, nessa condição, só permite guiar o automóvel por 15% do tempo total de rodagem) é garantia de dores de cabeça. As seguradoras têm meios para checar a veracidade das informações prestadas.

Como saber se uma seguradora é de confiança?

Como responsável por garantir o pagamento da indenização em caso de sinistro, a seguradora deve ser confiável e ter uma reputação consolidada perante os clientes. Infelizmente, não é raro encontrar empresas que pecam na qualidade do serviço prestado, criando problemas na hora em que o segurado mais precisa delas.

Na busca pelas melhores seguradoras, o consumidor tem em mãos a internet. Por meio dela, qualquer um consegue verificar a regularidade da seguradora na já citada SUSEP. Para isso, basta inserir os dados da empresa no formulário do link.

Ainda com o auxílio da internet, consulte sites que reúnem reclamações de clientes, como o Reclame Aqui. Quanto maior o tamanho da empresa, maior é o número de reclamações, por isso não foque a análise nesse ponto.

Procure observar qual é o índice de respostas, o tempo para a solução dos problemas e quantos clientes voltariam a fazer negócio. Tais indicadores dão uma dimensão mais precisa sobre a confiabilidade da empresa e se ela se preocupa em atender consumidores com queixas sobre o serviço prestado.

Por fim, não ignore as recomendações de amigos e parentes que já tenham tido alguma experiência negativa ou positiva com determinada seguradora. O corretor da sua confiança também pode auxiliar nessa tarefa.

Depois de observar todos esses aspectos e compreender o significado de alguns termos específicos, contratar um seguro de carro certamente será mais simples, e você não terá nenhuma surpresa desagradável.

Dessa forma, você poderá aproveitar seu veículo com segurança e tranquilidade, sabendo que imprevistos estão resguardados pela proteção conferida pelo seguro.

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