Tempo x quilometragem: qual a hora certa para a revisão do carro?

Fevereiro 2017

6 minutos de leitura

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Já começaremos o post de hoje quebrando um tabu: diferentemente do que algumas pessoas pensam, o fato de você rodar pouco (usando o automóvel só nos finais de semana, por exemplo) não o desobriga de fazer a manutenção preventiva. Aliás, muito pelo contrário! Em vários casos, os veículos que andam pouco estão até mais sujeitos a riscos do que os que trafegam bastante. Afinal, a revisão do carro abrange todo um conjunto de serviços essenciais para seu bom funcionamento.

Mas, além da quilometragem (seja ela alta ou baixa), o tempo de uso (e de falta de uso) também precisa ser considerado na hora de fazer a revisão do carro?

Quer descobrir a resposta para essa e muitas outras perguntas e evitar problemas quando for pegar a estrada? Então confira a seguir o que você deve considerar antes de levar seu automóvel para um check-up em uma oficina mecânica!

O que são as revisões e as manutenções preventivas?

Revisões e manutenções são processos pelos quais diversos equipamentos, incluindo automóveis, são submetidos com o intuito de prevenir e identificar falhas que possam comprometer seu bom funcionamento. Essa é a maneira mais indicada de evitar problemas que impossibilitem o uso do carro ou comprometam a segurança dos usuários.

O que a falta delas pode ocasionar?

Além da chance de ficar parado no meio do caminho caminho, um carro sem manutenção traz prejuízos econômicos e coloca em risco a integridade do motorista e demais passageiros.

Entenda a seguir os perigos de ignorar esse procedimento fundamental. 

Desvalorização do veículo

desvalorização do veículo é um aspecto inevitável, com o qual todo proprietário precisa lidar. A partir do momento em que o carro sai da concessionária, ele passa a sofrer com as intempéries e começa a perder valor.

No entanto, revisões periódicas minimizam os efeitos dessa deterioração. Com a manutenção em dia, é possível manter o preço do veículo próximo aos indicados nas tabelas que servem de referência para o mercado de automóveis.

Para garantir esse valor, é essencial que o dono comprove a realização dessas manutenções. Isso pode ser feito ao guardar as notas fiscais e demais comprovantes pertinentes, que demonstrem o bom estado de conservação.

Perda da garantia

As montadoras costumam oferecem prazos alongados de garantia para os veículos. Mas com uma condição: as revisões periódicas devem ser feitas na rede de concessionárias autorizadas.

Dessa forma, um automóvel sem a manutenção adequada ou com a revisão feita fora dessas concessionárias pode perder a sua proteção em caso de defeitos. Depois do prazo da garantia, o motorista pode fazer a revisão onde quiser.

Além dessa especificação quanto aos locais autorizados para o procedimento, algumas regras devem ser seguidas. A maioria das montadoras normalmente veta mudanças que alterem características originais do motor, por exemplo. Mas essa regra varia, então é importante consultar o manual e o contrato.

Risco de acidentes

Além dos aspectos econômicos, um veículo sem manutenção pode comprometer a segurança do motorista. Carros sem revisão estão propensos a se envolver em acidentes ou mesmo pegar fogo enquanto estão em movimento — uma vez que o sistema elétrico normalmente é um dos mais negligenciados.

Uma manutenção com foco nos quesitos de segurança precisar redobrar a atenção no já mencionado sistema elétrico, nos freiospneus, cintos de segurança e itens de sinalização, como faróis e setas.

Como descobrir qual é a hora certa da revisão?

O que deve predominar na hora de agendar a revisão ou manutenção: a quilometragem ou o tempo de uso? Essa resposta envolve uma série de fatores. Saiba a seguir quais são os principais!

Consulte o manual

Quando alguém adquire um carro novo, recebe um manual com as principais informações relativas ao modelo comprado. Esse livreto pode ser encontrado no próprio automóvel ou, conforme o caso, no site do fabricante.

Lendo esse material, o proprietário entende como funciona cada componente do veículo, além de observar o plano de manutenção preventiva.

Como você deve imaginar, a montadora faz uma série de testes antes de colocar um veículo à venda. Portanto, mais que ninguém, ela sabe qual é a vida útil de cada componente do carro. E é com base nessa informação que o fabricante elabora o plano de manutenção do modelo, que considera tanto a quilometragem quanto o tempo de uso.

Nos serviços de revisão do carro, a montadora indica quando haverá apenas verificação ou inspeção e quando a troca de algum item precisará ser feita. No primeiro caso, geralmente são feitos ajustes nos componentes, como uma lubrificação ou até a regulagem. Já no segundo, a substituição é necessária.

Vale lembrar que, conforme o plano de cada montadora, algumas trocas podem ocorrer de forma intercalada ou em todas as revisões. A substituição do óleo do motor, por exemplo, tende a acontecer em toda revisão do carro, a cada 10 mil quilômetros. Já a troca do filtro de combustível pode ser feita de maneira intercalada, em uma revisão sim e na outra não, conforme orientação do fabricante.

Para não ter dúvidas e acompanhar se o mecânico realmente é confiável, observe as indicações do plano de manutenção presente também no manual do proprietário. Lá você terá uma espécie de roteiro de ação, que facilitará bastante suas escolhas em relação ao que deve ou não mexer no carro.

Siga as revisões obrigatórias

Como já citamos, a garantia de fábrica de um carro novo está condicionada a revisões na rede de concessionárias da montadora. E, por mais que muitos consumidores reclamem dos preços praticados nos representantes oficiais das marcas, os fabricantes exigem sim que as primeiras revisões sejam feitas na rede autorizada. Isso acontece porque os mecânicos dessas empresas foram treinados pela própria montadora para fazer o serviço, especializando-se em seus modelos.

Vale lembrar que o registro de cada revisão obrigatória vai para o manual do proprietário. Esse tipo de confirmação costuma contribuir bastante na hora da revenda futura, pois demonstra que o dono foi cuidadoso. Se o motorista faz a revisão do carro em uma oficina multimarca e, por isso, não credenciada pelo fabricante, perde a garantia.

Mantenha um histórico da quilometragem

Quando se fala em revisão do carro, a quantidade de quilômetros rodados é o primeiro critério que vem à mente, não é mesmo? Mas a verdade é que a quilometragem ideal para levar o veículo à oficina pode variar bastante de acordo com o fabricante. Geralmente, porém, fica em torno de 10 mil quilômetros.

Nesse tempo, o normal é que sejam feitos serviços de manutenção básicos, como troca de óleo, além de alinhamento e balanceamento de rodas e pneus. Vale lembrar que o manual do proprietário alerta o motorista quanto às chamadas "condições severas de uso". Se um veículo é usado em estrada de terra, por exemplo, a quilometragem para revisão pode ser menor do que se ele rodasse na cidade. Então vale ficar de olho!

Como forma de cuidado com seu carro, é importante que você mantenha um histórico dos serviços de manutenção realizados, com base na quilometragem. Afinal, com tantos compromissos no dia a dia, podemos esquecer quando determinada peça foi trocada, não é verdade? Por isso, ao anotar em algum lugar de rápido acesso o que foi feito no veículo, você tomará decisões mais acertadas nas revisões seguintes.

Tenha cuidado com o tempo de uso

Além da quilometragem, outro critério a ser considerado para fazer a revisão do carro é o tempo. Mais uma vez, a recomendação pode variar conforme o fabricante, mas os períodos geralmente oscilam entre 6 meses e um ano.

Mesmo que a pessoa ande pouco com o veículo, o óleo do motor perde algumas propriedades depois de certo tempo, por exemplo. Portanto, a troca do lubrificante é indicada. Caso contrário, o óleo velho forma uma borra no motor, uma espécie de pasta que pode evoluir para uma crosta. Se isso acontece, o funcionamento do carro é prejudicado e, no fim das contas, o preço do conserto será bem superior ao da troca.

Algumas montadoras também consideram que o fato de o carro andar pouco é uma condição severa de uso. O veículo é projetado para determinada perspectiva de uso, já que alguns itens precisam atingir certo patamar. Os motores de automóveis que rodam pouco, por exemplo, podem não chegar à temperatura ideal de uso. Com isso, o óleo não esquenta o suficiente para percorrer toda a engrenagem, fazendo com que a lubrificação não seja eficiente.

Faça uma boa revisão sempre antes de viajar

Normalmente, pegar a estrada para uma viagem prolongada é uma condição atípica, certo? Logo, a revisão do carro é essencial para evitar imprevistos. Nesses casos, a manutenção preventiva é fundamental para garantir a segurança tanto do motorista quanto dos passageiros. Como o veículo é exposto a situações não habituais, alguma peça pode ser submetida a um esforço maior e quebrar na estrada. Já imaginou o problemão?

Portanto, levar o carro à oficina antes de uma viagem garante mais tranquilidade para o percurso, seja ele qual for. Só não se esqueça de fazer isso com a devida antecedência. Se for o caso de providenciar consertos, algumas peças de reposição podem demorar a chegar. Assim, se você não se planeja, não terá o veículo pronto na data marcada.

Seja por conta da quilometragem, seja pelo tempo de uso, é essencial não desconsiderar a importância dos processos de revisão e de manutenção. Eles são fundamentais para um bom funcionamento do veículo, ajudam a manter a segurança e freiam o processo de desvalorização. Por isso, siga à risca as recomendações da montadora e aproveite da melhor forma seu carro!

Agora nos conte aqui o que você mais leva em conta na hora de fazer a revisão do carro: a quilometragem, o tempo ou a programação de uma viagem? Deixe seu comentário e participe da conversa!

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