5 tipos de investimento que você precisa conhecer para começar

Julho 2017

4 minutos de leitura

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O duro esforço de poupar uma pequena parte da sua renda precisa dar frutos e, para isso, é preciso investir um pouco das suas reservas. Assim, você garante sua segurança financeira em médio e em longo prazo.

Mas qual opção é mais adequada para o seu perfil? Aliás, quais são os principais caminhos do mercado financeiro? Para esclarecer essas dúvidas, listamos os tipos de investimento que você deve considerar, como eles funcionam e quais são suas vantagens e riscos, além de dicas para escolher o ideal para você. Ficou interessado? Então, continue lendo!

Conheça 5 tipos de investimento

Os investimentos que citaremos abaixo distinguem-se pelo nível de rentabilidade e de liquidez. Para valer a pena, alguns, por exemplo, devem ficar rendendo por alguns anos antes do resgate. Veja mais detalhes!

1. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um investimento em renda fixa: isso significa que, ao realizá-lo, você já saberá quanto ele vai render no prazo acordado. Ele é assegurado pelo próprio Tesouro Nacional, o que garante sua segurança.

Embora seu rendimento seja considerado alto, apresenta um problema de liquidez. Ou seja, não pode ser resgatado a qualquer hora sem depreciação, mas apenas nas datas acordadas, o que pode variar de 2 até 10 anos.

2. Letras de Crédito

Estão divididas em duas grandes modalidades: as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Ambas são investimentos em renda fixa e lastradas nos setores aos quais se referem.

Entre as suas vantagens, estão o fato de elas não incidirem sobre o Imposto de Renda e terem liquidez de três meses até três anos. No entanto, elas são consideradas rentáveis apenas em um período de 18 meses entre a aplicação e o resgate.

3. CDB

Os Certificados de Débito Bancário são operações feitas com um banco em que, basicamente, o investidor está realizando um empréstimo para a instituição financeira. Eles são tributados no Imposto de Renda e, portanto, vale a pena pensar em investimentos mais longos, pois, quanto maior o tempo até o resgate, menor a carga do imposto. São considerados vantajosos apenas para prazos superiores a dois anos.

Os CDBs só podem ser realizados com investimentos mínimos de R$ 10 mil, mas são assegurados pelo Fundo Garantidor de Créditos em até R$ 250 mil.

4. Poupança

O mais popular dos tipos de investimentos, a poupança é segura e acessível. O seu grande calcanhar de Aquiles, por sua vez, é a rentabilidade: em alguns casos, os ganhos anuais podem ficar abaixo da inflação, o que significa que você pode perder dinheiro.

Mesmo assim, vale a pena utilizá-la como uma reserva de emergência ou como investimento em um longuíssimo tempo.

5. Imóveis

Um dos tipos de investimento a ser considerado. Afinal, estamos falando da compra de um patrimônio que pode render frutos com o seu aluguel ou em uma revenda. O investimento pode ser feito por meio de um financiamento ou consórcio.

O primeiro garante o acesso imediato ao bem, mas conta com um longo trajeto burocrático e custos com juros no longo prazo que precisam ser considerados. No consórcio, por sua vez, não há a incidência de juros. Todavia, é preciso aguardar a contemplação, o que pode acontecer a qualquer momento do consórcio, no início ou no final. Mesmo assim, essa modalidade é interessante para quem deseja fazer um investimento com baixos riscos.

Veja o que considerar para escolher os melhores investimentos

Embora as opções indicadas acima sejam ideias para quem está começando a lidar com diferentes formas de investir seu dinheiro, é normal que surjam dúvidas sobre qual escolher de acordo com suas necessidades e outros aspectos importantes. Então, confira o que considerar nessa hora para aumentar as chances de sucesso nas aplicações.

Entenda os riscos

Na hora de investir, é preciso sempre lidar com uma realidade: todos os investimentos oferecem riscos, por menores que eles sejam. Portanto, aplicar não levando isso em conta é um grande erro.

Normalmente, quanto maior o risco de uma aplicação, maior sua chance de retorno. Todavia, nem sempre vale a pena se expor a esse risco se o seu objetivo com o investimento for manter uma reserva financeira ou comprar um imóvel.

Os riscos em um investimento podem ser causados pelos mais diversos motivos. Existe o risco de mercado, por exemplo, que diz respeito à oscilação na cotação da aplicação. Há também o risco de crédito, que indica a possibilidade de a instituição financeira na qual você colocou seu dinheiro quebrar.

A melhor forma de contornar os riscos é trabalhando no mapeamento deles e apostando na diversificação dos investimentos. Ou seja, vale sempre a pena colocar seu dinheiro em diferentes aplicações do que concentrar tudo em uma única. Além disso, avaliar a atual situação do cenário econômico do país e do mundo também ajuda a evitar surpresas.

Avalie os custos e a rentabilidade

Quase todos os investimentos têm custos, seja com a cobrança de tributos, seja com a cobrança de taxas referentes à sua manutenção. Cobranças muito grandes comprometem a rentabilidade obtida.

Dessa forma, a rentabilidade de uma aplicação deve ser avaliada sempre considerando o impacto dessas cobranças no retorno alcançado pelo investidor. Então, faça sempre as contas antes de decidir.

Descubra seu perfil de investidor

O perfil do investidor é um dos aspectos mais mencionados no processo de avaliação para decidir sobre uma aplicação financeira. Os investidores costumam ser divididos em três grupos: conservadores, moderados e arrojados.

Mas o que isso indica na prática? Basta lembrar o que falamos sobre o risco e pensar que, quanto maior for a tolerância ao risco, mais arrojado o perfil de quem está investindo. O prazo de investimento e as metas a serem alcançadas também entram nessa avaliação.

Os conservadores privilegiam aplicações de baixo risco, como as alternativas de renda fixa, ainda que isso comprometa a rentabilidade. A prioridade é preservar o patrimônio.

Investidores de perfil moderado dão um passo à frente e aceitam alguma exposição ao risco, desde que isso não comprometa o seu patrimônio. Nesses casos, há espaço para algumas aplicações mais arriscadas que não têm garantia de retorno, como aquelas de renda variável.

Por fim, os investidores arrojados têm uma tolerância bem maior não só ao risco, como também a eventuais perdas. Eles não hesitam em colocar seu dinheiro em investimentos arriscados e aceitam prejuízos momentâneos. Como, geralmente, visam ao longo prazo, essas perdas tendem a ser compensadas no futuro. Opções de investimento de renda variável, como as ações, são a prioridade para esse perfil.

Diante dos diferentes tipos de investimentos no mercado, qualquer decisão sobre onde colocar seu dinheiro deve ser feita com calma e de forma planejada, analisando qual é a sua situação financeira e quais são os objetivos a serem alcançados.

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