Vai comprar uma moto? Tire suas dúvidas e garanta a melhor escolha!

Julho 2019

14 minutos de leitura

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Para que realmente traga benefícios e não dores de cabeça, a compra de uma moto é uma tarefa que requer certos cuidados. Precisa de uma alternativa para se locomover ao longo do dia, mas não está satisfeito com o transporte coletivo? Acha que um carro dá despesa e trabalho demais? Então é bastante provável que veja a motocicleta como uma excelente alternativa.

Não é segredo nenhum que os donos de motos têm uma liberdade maior de locomoção, não ficando presos em congestionamentos, além de geralmente gastarem pouco com manutenção e combustível. Justamente por ser um veículo versátil e econômico, a motocicleta é cada vez mais escolhida por quem tem uma rotina agitada e não quer perder tempo durante seus trajetos.

Mas, para fazer a aquisição acertada, é recomendável analisar alguns prós e contras. Só assim você estará seguro antes de bater o martelo e dar andamento à aquisição da sua moto. Para ajudar nessa missão, este post completo sobre o assunto traz uma série de dicas práticas que você deve levar em conta assim que pensar: "quero comprar uma moto!"

Quais são as principais vantagens de comprar uma moto?

A motocicleta é um veículo dinâmico, que se adapta muito bem à rotina da maior parte das pessoas. Ainda não entendeu como a moto pode melhorar seu ritmo de vida? Então chegou a hora de você conhecer as vantagens que as duas rodas podem proporcionar, para se certificar de que fará um bom negócio. Veja as principais vantagens oferecidas por um veículo dessa categoria. 

Agilidade

Quem costuma transitar pelas cidades sabe que é mais que comum se deparar com grandes congestionamentos, principalmente nos chamados horários de pico — início da manhã, meio do dia e final da tarde. Com um carro, você enfrenta a desvantagem de ficar parado na rua, não só perdendo um precioso tempo, como gastando mais combustível. Isso sem mencionar os prejuízos para sua qualidade de vida, com todo o estresse gerado por essa situação incômoda.

No entanto, sabia que, via de regra, no espaço ocupado por apenas um carro, cabem quatro motos? E como é um veículo menor, não demanda muita área para trafegar nas vias nem para estacionar. Devido à agilidade das duas rodas, o motorista consegue fazer trajetos urbanos com muito mais rapidez do que se estivesse em um carro. Dessa maneira, não perde horas no trânsito, é mais produtivo ao longo do dia e ainda pode curtir o prazer de pilotar sentindo o vento bater.

Manutenção

Um automóvel é composto por vários sistemas: motor, embreagem, freios, transmissão, suspensão e assim por diante. Isso sem contar os cinco pneus (os de rodagem mais o estepe) e toda a área envidraçada. Por mais que esse aparato seja bastante útil em ocasiões como viagens de longa distância, pode significar uma despesa pesada para os pequenos percursos do cotidiano. Afinal, o automóvel demanda manutenção preventiva em muito mais itens que uma moto. Alinhamento e balanceamento das quatro rodas, higienização do ar-condicionado e troca de quatro pastilhas ou lonas de freio? Só em um carro!

Por ser um veículo com uma mecânica mais simples e possuir menos componentes que o automóvel, a motocicleta tende a proporcionar uma manutenção mais barata. É pura lógica: em vez de quatro, a moto só tem dois pneus; em vez de três ou quatro cilindros no motor, as motocicletas populares têm apenas um cilindro. Além destes, há diversos outros itens a menos que tornam uma motocicleta uma opção mais enxuta e compacta para o dia a dia.

As peças de reposição dos veículos de duas rodas também costumam ser mais baratas que as específicas para os carros. Dessa forma, a moto não só cumpre o objetivo principal de levar uma pessoa de um ponto inicial a um ponto final, como gasta bem menos recursos que um automóvel para fazer isso.

Consumo

Quem usa um carro todos os dias para se locomover entre diversos compromissos domésticos e de trabalho sabe quanto o gasto com combustível pesa no orçamento no final do mês.

Hoje, mesmo com os grandes avanços tecnológicos na indústria automotiva, é raro encontrar um automóvel que renda 20 quilômetros por litro de combustível. Já com motocicletas populares (como as de 100, 125 e 150 cilindradas), é facilmente possível obter rendimento de mais de 30 quilômetros por litro. Nesse sentido, mesmo as motos de média ou alta cilindrada costumam ter desempenho melhor que a maioria dos carros.

Por isso, se a sua ideia é garantir uma boa economia, seja com o abandono dos gastos com o transporte público, seja deixando de pagar corridas de táxi ou não mais arcando com as despesas de um automóvel próprio, você terá no uso de uma motocicleta a oportunidade de poupar uma quantia significativa. Em alguns casos, o valor economizado com o combustível das duas rodas já pode ser suficiente para quitar a parcela de um consórcio, por exemplo.

É melhor investir em uma moto nova ou em uma usada?

Pensou bastante e decidiu aproveitar os benefícios de uma moto? Bem, você precisará considerar mais uma questão fundamental: comprar uma motocicleta nova ou usada? Para ajudar você nessa escolha, apontamos, nos próximos passos deste guia, tanto os pontos positivos quanto os negativos de adquirir uma moto zero quilômetro ou uma seminova. 

Prós e contras de comprar uma moto nova

A princípio, qualquer veículo novo oferece um desempenho melhor que um usado. E por mais que seja necessário um certo tempo para amaciar o motor nos primeiros quilômetros rodados, a moto nova tem a vantagem de vir de fábrica com os componentes todos regulados e em perfeito estado de conservação.

Além disso, o veículo sai da concessionária com a garantia do fabricante, com o manual do proprietário, com duas chaves (uma de reserva) e o melhor: sem qualquer arranhão. Por essas e outras razões, o proprietário consegue ter a certeza de que a moto está em excelentes condições de uso. A partir da saída da loja, qualquer eventualidade será de conhecimento do comprador.

A principal desvantagem de adquirir uma motocicleta nova é, assim como acontece com qualquer outro tipo de veículo zero quilômetro, a depreciação dos anos iniciais de uso. Portanto, se você pretende revender o bem mais tarde, deve ter a consciência de que só conseguirá fazê-lo por um valor abaixo do preço de compra original. É por esse motivo que muitos motociclistas (e motoristas) ficam com um mesmo veículo por bastante tempo, de modo a aproveitá-lo ao máximo e tirar o melhor proveito do investimento realizado. 

Prós e contras de comprar uma moto usada

Se a depreciação é ruim para quem faz a aquisição de um veículo zero quilômetro, quem compra uma motocicleta de segunda mão já recebe as duas rodas com o devido desconto de mercado. Dessa forma, a moto usada pode ter uma boa relação de custo e benefício, principalmente para quem não tem condições de arcar com uma quantia mais alta.

Como desvantagens da moto usada, estão o fato de o comprador não ter como atestar o histórico do veículo (se sofreu alguma queda, por exemplo), além do desgaste natural das peças, que se acentua com o aumento da quilometragem.

Porém, há dicas estratégicas para o comprador verificar se a moto usada sofreu algum tipo de dano. Analise as pontas das pedaleiras e dos manetes, por exemplo, para descobrir possíveis arranhões e pequenos sinais de amasso da lataria. Se houver marcas como essas, elas podem ser indicativos de que a motocicleta sofreu quedas ou batidas. Assim, caso um dia venha a adquirir uma moto usada, saiba que o ideal é levá-la a um mecânico de confiança, para que ele faça uma avaliação completa.

É mais vantajoso quitar com consórcio ou financiamento?

Na hora de comprar um bem mais caro, como uma moto, por exemplo, a maior parte das pessoas não costuma ter o valor integral em mãos para fazer o pagamento à vista. Nesses casos, é preciso optar por formas alternativas de pagamento, como o consórcio ou o financiamento.

O que deve ser observado é que cada uma dessas opções de quitação possui características bem diferentes. Quer saber qual delas é mais adequada para você? Siga na leitura dos próximos itens e entenda.

Quando o consórcio é melhor?

O consórcio é uma das maneiras de aquisição de bens mais tradicionais no Brasil. Aliás, vale lembrar que essa modalidade foi criada por aqui, na década de 1960, para suprir a demanda por crédito direto ao consumidor final. Nesse método de aquisição, diversos interessados se juntam em grupos, sob a organização de uma empresa administradora de consórcios, para financiar os próprios bens ou serviços — sejam carros, motos, imóveis, terrenos ou mesmo uma festa de casamento!

A maior vantagem do consórcio é que os consorciados dividem entre si, de modo proporcional, todo e qualquer custo envolvido na aquisição dos bens. Seja em 12, 24, 36, 48 ou 60 meses, cada assembleiacontempla um ou mais integrantes do grupo com o recebimento de uma carta de crédito no valor do bem. Não quer depender somente da sorte nos sorteios? Sem problema! Para antecipar o recebimento do crédito, sendo um consorciado, você pode dar lances.

Tratando-se de uma associação de pessoas, não há juros no consórcio para comprar uma moto, mas apenas taxas relativas ao serviço prestado pela administradora. Assim, o montante pago acaba sendo muito menor que o de um empréstimo ou de um financiamento tradicional. Não tem urgência em adquirir o bem? Então escolha essa opção de compra programada e economize! Vale lembrar que as administradoras de consórcio são fiscalizadas pelo Banco Central, o que dá ainda mais segurança ao negócio.

Quando o financiamento é melhor?

A possibilidade de comprar uma moto via financiamento depende da concessão de crédito por parte de uma instituição financeira. E esse processo envolve uma análise bastante burocrática do perfil do tomador da quantia. De toda forma, estando o interessado apto a receber o financiamento, o dinheiro é liberado na hora. No caso da aquisição de carro ou moto, aliás, os recursos, muitas vezes, já vão diretamente para a conta da concessionária.

Dessa forma, a compra financiada se mostra bastante útil para quem tem pressa em sair rodando com o veículo. Contudo, como compensação, essa pessoa precisará pagar juros consideráveis para receber o bem na hora desejada. Em alguns casos, o valor total pago chega ao dobro ou até ao triplo do preço original do veículo! E o pior disso tudo é que, quitando as parcelas, o proprietário já terá em mãos um bem depreciado. Assim, caso busque fazer uma revenda mais tarde, existe a possibilidade de o comprador do veículo arcar com um grande prejuízo.

Como escolher um modelo com bom custo-benefício?

Na hora de comprar uma moto, seja nova, seja usada, a escolha do modelo é uma etapa crucial. Afinal, há diversos tipos de motocicletas no mercado, com diferentes versões e especificidades. Errar nessa decisão pode causar dores de cabeça no futuro, uma vez que o novo proprietário pode não conseguir usufruir do bem em plenitude, talvez até tendo que vendê-lo antes do tempo, com perdas financeiras.

Para estabelecer a melhor relação entre custo e benefício no que se refere ao modelo, faça uma pesquisa detalhada, considerando ao menos os critérios a seguir.

Uso

Nos dias atuais, é possível encontrar vários tipos de motocicletas: urbanas (street), mistas, off-road (estrada de terra), esportivas, de viagem e assim por diante. É importante ter em mente, assim, que a moto é projetada exatamente para o uso que ela terá. Por isso, normalmente não apresenta bom desempenho se usada com outra finalidade.

Para trafegar em ruas asfaltadas, por exemplo, uma moto usa um tipo de pneu que não é adequado para pisos de terra. Inclusive, caso a recomendação do fabricante não seja seguida à risca, podem até acontecer acidentes. Levando tudo isso em conta, o ideal é fazer sua escolha com base no tipo de uso.

Motorização

Dentro de cada categoria de moto existem diversas versões e motorizações. Em termos técnicos, a cilindrada corresponde ao volume existente dentro de cada cilindro do motor. Nesse espaço é que entra a mistura de ar e combustível, que será explodida para gerar energia e movimentar as rodas. Logo, quanto maior é a cilindrada, maior também é a potência da moto. Só atenção: essa relação aumenta o preço final do bem.

Quando for escolher seu modelo preferido, você deve considerar também o tipo de uso para definir a cilindrada do motor. Enquanto motocicletas de 100, 125 e 150 cilindradas podem dar conta do recado no trânsito urbano, para viagens, a cilindrada deve ser maior — principalmente em rodovias. Já para trajetos curtos, existem as cinquentinhas, que, como o próprio nome diz, possuem 50 cilindradas e conseguem resolver pequenos caminhos sem grandes problemas.

Componentes

Cada motocicleta é projetada para atender a um estilo diferente. A propósito, é preciso diferenciar a moto em si, em que a pessoa vai montada, e a motoneta, em que se trafega sentado. No segundo grupo, é comum o piloto ter um espaço sob o banco para guardar o capacete, comodidade que pode ser muito útil. Já quem escolhe a motocicleta propriamente dita precisa adquirir o bauleto por fora e instalá-lo sobre o bagageiro.

Entre os componentes que o proprietário de uma moto pode escolher, ainda há os tipos de freio (tambor ou disco), de roda (com raio ou de liga leve) e de pneu (com ou sem câmera). Algumas dessas opções compõem versões próprias da motocicleta, enquanto certos acessórios devem ser adquiridos separadamente — como alarme, antena para cortar linha de pipa, para-brisa do tipo bolha, para diminuir o spray da pista sobre a visão do piloto, entre outros.

Lubrificação e ajuste da corrente

Em grande parte das motocicletas, principalmente nas de baixa cilindrada, a corrente de transmissão fica exposta ao ambiente externo. Logo, é normal que pegue poeira, acumule lama ou se molhe, perdendo a lubrificação indicada para uma rodagem tranquila. Com isso, o atrito aumenta e, em níveis exagerados, a corrente pode até se romper. 

Para evitar que isso ocorra com você e conseguir manter uma rotina de manutenção eficaz e também adequada às suas finanças, é importante entender e manter o cronograma correto de lubrificação. Na maioria das motos, o indicado é fazer esse serviço ao menos uma vez por semana ou a cada 15 dias, a fim de facilitar a rotação da roda.

Além disso, outro aspecto que merece atenção e também pode refletir nos custos gerais é a folga da correte, que dependerá de cada modelo de motocicleta. Como esse esse é um componente que também exigirá manutenção regular, é essencial considerar tempo e recursos financeiros para rodar bem.

Além de tudo, não é nada bom rodar com uma corrente folgada ou apertada demais. No primeiro caso, ela pode se soltar da coroa, que fica no centro da roda traseira. Já na segunda situação, pode se romper. Em ambos os casos, o descuido pode até mesmo ser causa de graves acidentes.

É vantagem comprar uma moto usada?

Comprar uma moto usada pode ser uma ótima opção para o seu bolso. Afinal, existem veículos que estão em bom estado de conservação ou foram pouco usados, mas que, pelo fato de já terem sido retirados da concessionária ou loja, têm um preço bastante atrativo. Segundo pesquisas, após esse primeiro passo, a moto perde, em média, 20% do seu valor.

Além disso, com o mesmo preço de uma moto zero km, é possível investir em modelos mais potentes, maiores ou melhor equipados. No entanto, é preciso tomar cuidado com alguns pontos antes de fechar o negócio. Veja quatro aspectos que precisam ser estudados antes da compra da sua motocicleta.

1. Verifique a documentação

Em todo documento de veículos no Brasil, existe o número do Renavam. Por meio dele, é possível verificar dados sobre o proprietário atual, como o nome completo e o endereço, assim como saber se há multas ou alienação — ou seja, se a moto está financiada. Geralmente, despachantes cobram por esse tipo de serviço. Para economizar, a consulta pode ser feita pelos sites do Detran do estado em que a moto foi licenciada, sem qualquer custo.

2. Não se deixe enganar pelo hodômetro

A adulteração de quilometragem é muito comum em carros, o que não acontece tanto com motos. No entanto, é preciso ficar atento. No painel da motocicleta, há o registro da quilometragem e, caso ela não seja condizente com o estado geral da moto, dos pneus e do banco, por exemplo, algo está errado.

Além disso, é preciso ter mente que nem sempre uma moto pouco rodada é sinal de bom negócio. Isso porque existem motocicletas que ficam sem sair de casa e sem receber nenhum tipo de manutenção ou cuidado, o que pode danificar suas partes internas. Assim, é importante sempre verificar quando e se as revisões foram feitas corretamente.

3. Observe a moto atentamente

Analisar em profundidade a estrutura da moto pode mostrar informações preciosas. Esse passo deve ser feito, de preferência, à luz natural, visto que, em ambientes mais escuros, alguns detalhes podem passar despercebidos. Pinturas de tons diferentes indicam reparos, o que pode ter acontecido após alguma colisão. Já parafusos arranhados ou com marcas podem sinalizar que a moto foi desmontada para fazer grandes reparos.

Procure também por soldas e trincas, verifique o alinhamento do chassi e, por fim, observe como está o estado do conjunto corrente-coroa-pinhão. É importante que os dentes tenham formato arredondado, pois, se estiverem pontiagudos, o conjunto precisará ser trocado. Esse tipo de mudança pode significar um gasto elevado, dependendo do modelo da moto.

4. Faça um test-drive

Ao rodar com a moto, é possível perceber alguns detalhes de seu funcionamento. Os comandos, por exemplo, devem ter um acionamento suave. Caso eles estejam duros ou com sensação de borracha, é bem provável que será necessário trocar alguns componentes, o que significa mais gastos para o proprietário. Quando a embreagem está dura, por exemplo, isso indica que a vida útil está chegando ao final.

Outro aspecto importante são os freios, que devem ter acionamento fácil e rápido, além de transmitir segurança. Também é preciso dar atenção a ruídos, peças soltas e outros detalhes que podem atrapalhar o bom funcionamento da motocicleta.

O que observar em relação à documentação da moto?

O processo de compra de uma moto também engloba a documentação do veículo junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Após a aquisição, o piloto deve levar a nota fiscal e outros documentos exigidos pelo órgão de trânsito para tirar o Certificado de Registro de Veículo (CRV), que atesta a posse do bem.

Por mais que seu porte não seja obrigatório ao dirigir, esse documento é indispensável para a transferência de propriedade. O CRV é entregue ao dono do veículo no momento do primeiro emplacamento.

Ainda é necessário, a cada novo ano, tirar o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), popularmente conhecido como licenciamento anual. Esse documento sim é de porte obrigatório ao dirigir, inclusive com possibilidade de multa se o motorista não o tiver em mãos ou se o CRLV estiver vencido.

Para fazer o licenciamento, o proprietário deve pagar uma taxa voltada exclusivamente para esse serviço, além de um valor referente ao Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT). De acordo com o estado, também pode ser preciso pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e fazer uma inspeção veicular.

Por fim, lembre-se de que, para poder trafegar com a moto, é necessário ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, que é exclusiva para a condução de veículos de duas ou três rodas.

Como escolher uma concessionária de confiança?

As montadoras de motocicletas possuem representantes em grande parte do nosso país. Embora, em tese, as concessionárias tenham que oferecer o mesmo padrão de serviço oferecido pelo fabricante, podem ocorrer diferenças entre elas.

Na hora em que pensar "quero comprar uma moto", privilegie empresas de confiança, com nomes já consolidados no mercado e que ofereçam diferenciais, como a gratuidade da mão de obra na primeira revisão e os serviços de leva e traz para a moto e de manutenção rápida.

Mesmo que concessionárias multimarcas possam oferecer custos mais em conta, também existem vantagens ao escolher uma concessionária autorizada, viu? Afinal, nesses casos, os mecânicos da empresa são treinados pela própria montadora da motocicleta, apresentando expertise total sobre o modelo escolhido.

É importante contratar um seguro?

A motocicleta é um veículo versátil e ágil, mas também bastante vulnerável, tanto às situações de acidente quanto às de roubo e furto. Não é nada raro ouvirmos casos de donos que tiveram suas motos levadas, não é verdade? Mesmo que os mecanismos de segurança desses veículos tenham sido aperfeiçoados pelas montadoras (como as chaves codificadas e a trava do guidão), ainda basta uma ocasião favorável para o proprietário levar um susto.

Para se proteger desse transtorno é que existe a possibilidade de contratar uma cobertura de seguro. É verdade, porém, que algumas seguradoras não oferecem esse tipo de serviço para motocicletas de baixa cilindrada, devido aos altos riscos envolvidos, tanto de queda quanto de furto. Como, nesses casos, o valor do seguro fica muito alto, nem sempre compensa para o motociclista. É preciso avaliar caso a caso. De toda forma, para não ficar sem proteção, você pode instalar um alarme ou um rastreador via satélite em sua moto. Que tal?

Como você pôde perceber, depois de pensar "quero comprar uma moto", o ideal é seguir um roteiro antes de efetivar a compra. Lembre-se de observar o modelo, as diferentes condições de pagamento, a documentação básica e tudo mais que aprendeu por aqui. Ao seguir com atenção as etapas que detalhamos no post, você certamente fará uma escolha adequada para seu perfil, de modo a atender às suas necessidades de uso. E, é claro, vai evitar surpresas desagradáveis no futuro. 

Por fim, não se esqueça de que a compra programada, por meio da participação em um grupo de consórcio, pode ser uma eficiente forma de economizar na hora de adquirir sua mais nova motocicleta. Quer saber qual é o melhor plano de consórcio para a sua realidade? Então, entre em contato com o time de especialistas da Rodobens e tire suas dúvidas!

 

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